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Faith No More: Billy Gould confirma retorno da banda aos palcos

“Nossa música é muito física, e uma grande preocupação é que, em breve, talvez não consigamos mais tocá-la da forma como a compusemos”, disse ninguém menos que Billy Gould, baixista do Faith No More, ao podcast Rock Talk, da jornalista sérvia Jadranka Janković Nešić. O músico confirmou que a banda retorna aos palcos (como noticiado, a banda assinou contrato com a empresa brasileira 30e).
“Sim, vamos fazer isso. Vamos tocar”, respondeu quando foi questionado sobre o retorno. Por trás da volta está a preocupação, também manifestada por ele, de que o repertório da banda seja tocado de maneira fiel. “Nós escrevemos nossa música quando tínhamos 20 anos, e ela sempre foi muito física. Precisa ser assim. Eu não consigo tocar essas músicas de outra maneira, honestamente”, conta.
“No caso das minhas linhas de baixo, simplesmente não consigo. Mas todos nós decidimos que ainda podemos fazer isso. Acho que conseguimos por mais alguns anos, e da maneira certa, então vamos tentar”, complementa Gould (fonte: Blabbermouth).
A 30e, você deve saber, é a empresa que esteve por trás da última tour de Gilberto Gil e do reencontro dos sete Titãs da formação clássica, além da turnê atual do Barão Vermelho. A banda anunciou uma parceria de longo prazo com a empresa, que funcionará como “hub estratégico e operacional” das próximas turnês da banda pelo mundo.
Ou seja: tudo que envolver as viagens da banda pelos cinco continentes, além de iniciativas de marketing e novas experiências para os fãs, fica com eles. A 30e avisa que entra só com inteligência, estrutura e visão de mercado e que a banda “mantém total autonomia artística e controle sobre seu legado”. E de qualquer jeito, o Faith No More continua sendo representado mundialmente pela agência WME, que teve papel importante na concretização do acordo.
Pra galera do “éééeééé do Brasiiiiiil”, vale dizer que a 30e marcou um belo gol, como o próprio comunicado da empresa faz questão de destacar: “ao colocar uma potência latino-americana na liderança do planejamento global de um dos maiores ícones da música, o acordo subverte o fluxo tradicional do mercado”. É a segunda vez que a 30e faz esse tipo de acordo global: no começo do ano, haviam feito algo parecido com o System Of A Down.
“A 30e é uma empresa que quer desafiar o status quo e, como artistas, entendemos o valor disso. A abordagem deles não soa como a engrenagem de sempre. Parece vir de outro lugar, com outro tipo de energia, e estamos dispostos a apoiar esse movimento”, acrescentou o grupo. Ainda não há datas divulgadas dos shows.
O Faith No More não vem ao Brasil desde 2015 – esteve aqui para a edição do Rock In Rio que comemorou 30 anos do festival, naquele ano. O último disco, Sol invictus, saiu também em 2015, e o último show foi em 2016. Havia uma turnê marcada para o segundo semestre de 2021, mas que acabou sendo cancelada devido a problemas de saúde mental do vocalista Mike Patton, agravados em parte pela pandemia. A banda divulgou um comunicado manifestando tristeza pela situação, mas declarando apoio total a Patton.
Em entrevista ao jornal The Guardian em 2022, o cantor revelou que desenvolveu agorafobia e depressão durante o período de isolamento social, além de ter passado a beber excessivamente. “Como fiquei muito isolado, sair de casa se tornou difícil. E isso é horrível. A ideia de fazer mais shows do Faith No More era estressante. Isso me afetava mentalmente. Não sei por quê, mas a bebida simplesmente… aconteceu”, disse ele, que voltou a fazer shows com sua outra banda, Mr.Bungle, em 2022 – o grupo veio ao Brasil no começo do ano, até.
Por sinal, acho que os maiores fãs da banda foram pegos bastante de surpresa com esse aviso de assinatura de contrato e shows novos. Patton deu uma entrevista ao podcast Kyle Meredith With… no começo do ano, e sugeriu que a banda poderia ter acabado em definitivo, já que afirmou que sentia uma “sensação de encerramento” após a turnê de 2016.
“Na época eu não pensava assim, mas talvez. Acho que todos nós sentimos isso, mas ninguém falou”, disse. “É engraçado: quando você está em uma banda por muito tempo, sempre existe aquele pensamento lá no fundo de que talvez aquilo seja o fim. E eu não me incomodo com essa sensação. Não vejo isso como algo triste. Vejo como uma forma de estar presente e apreciar aquilo enquanto acontece”.
Teve mais: ano passado, o tecladista Roddy Bottum disse que a banda estava em uma “situação muito estranha” e que não sabia se haveria novas atividades no futuro. Alguns meses depois, o baterista Mike Bordin também demonstrou dúvidas sobre uma possível volta do grupo, afirmando que Patton estava “claramente sem vontade de fazer shows com a gente”.
Foto: Divulgação
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Novidades de Ty Segall: álbum e segundo EP do ano

Ty Segall lança discos e músicas meio compulsivamente – só em 2023 que ele não se animou a lançar nada, nos últimos anos. E após o álbum garage-glam Possession, lançado ano passado, ele tem mais um álbum no radar: Chrome sai no dia 28 de agosto de agosto pela Drag City e já tem um single e um clipe no ar, Black paint. Pelo que dá pra ver do single, a aposta é que o próximo disco vai sair até mais garageiro que o anterior – quem sabe um pouco mais psicodélico.
O clipe da faixa foi filmado por Alex Bulli em vários shows de Segall, com sua banda formada por Ben Boye, Evan Burrows, Mikal Cronin e Emmett Kelly. Um detalhe é que, no mesmo dia de Chrome, vai sair o EP Love fuzzz, com músicas inéditas das sessões do disco – ou seja: aparentemente Segall vai dispensar as edições deluxe e soltar as extras em outro pacote. Uma dessas faixas é uma reinterpretação de uma música do álbum Twins, que Segall lançou em 2012 – justamente Love fuzz, que ganhou um “z” a mais e virou faixa-tíulo.
Uma outra coisa que dá a entender o retorno garageiro e psicodélico de Segall é que, em 3 de janeiro, ele lançou o EP “Live” “At” “The” “BBC”, ao lado do The Muggers, banda formada pelos músicos que tocaram com ele no álbum Emotional mugger, de 2016 – um álbum que era justamente nesse estilo. O repertório do EP foi todo tirado dele, e complementado com uma cover de L.A. woman, dos Doors.
Abaixo você confere a lista de faixas de Chrome, o clipe de Black paint e as capas do álbum e do EP Love fuzzz (que, ao que tudo indica, terá só as faixas Love fuzzz e My pet guru).
1. Hospital
2. Running to nowhere
3. Black paint
4. Glass
5. Play cowboys
6. Everything you’ve been
7. Let go
8. Separation
9. Chrome

A capa de Chrome (E) e a de Love fuzzz, de Ty Segall
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Dinho Almeida e Ottopapi cruzam o país na segunda edição da +um Tour

O projeto +um Tour retorna para sua segunda edição com uma série de shows que passa por sete cidades das regiões Sudeste e Centro-Oeste entre os dias 25 de junho e 5 de julho. A circulação inclui apresentações em São Paulo, Sorocaba, Belo Horizonte, Goiânia, Brasília, Uberlândia e Campinas.
Desta vez, a programação reúne dois artistas de momentos diferentes de trajetória. De um lado está Dinho Almeida, conhecido pelo trabalho à frente da banda Boogarins. Em seu formato solo, o músico apresenta versões mais enxutas de canções ligadas à sua carreira, além de material próprio e composições feitas em parceria com outros artistas. O projeto nasceu durante a temporada Águas Turvas, realizada no Centro da Terra, em São Paulo. A turnê também abre espaço para o Ottopapi, projeto de Otto Dardenne. Nos shows, ele apresenta as músicas de Bala de banana, álbum de estreia lançado recentemente e produzido por Chuck Hipolitho.
Criado para promover a circulação de artistas independentes pelo país, o +um Tour aposta novamente na combinação de nomes já estabelecidos com projetos em fase de expansão de público. A ideia é levar os dois shows para diferentes cidades em uma mesma rota, aproximando artistas e plateias fora do circuito tradicional dos grandes festivais.
“O line-up da nova edição da +um Tour une diferentes facetas da música brasileira contemporânea para potencializar a experiência do público. A escalação combina a trajetória consolidada e influenciada pela MPB de Dinho com o frescor e a forte identificação paulistana do Ottopapi. Essa mistura cria uma dinâmica que amplia o alcance dos artistas e conecta seus trabalhos com novos públicos pelo país. O resultado reforça o propósito do evento de promover encontros relevantes na cena musical”, pontua Lúcio Ribeiro, curador do projeto.
Para tornar a experiência de estrada ainda mais única, algumas cidades da rota contarão com atrações exclusivas e convidados especiais: em Sorocaba a abertura fica por conta da Tank Tape; em Belo Horizonte quem inicia a noite é a revelação Clara Bicho; em Brasília é a vez da banda Verônica Não Veio engrossar a escalação; e em Uberlândia quem abre é Urutau & Gentileschi.
Os ingressos para todas as datas já estão disponíveis para compra online (veja nos links abaixo).
25/06 | SÃO PAULO/SP | Cortina
26/06 | SOROCABA/SP | Asteroid – abertura Tank Tape
28/06 | BELO HORIZONTE/MG | Autêntica – abertura Clara Bicho
01/07 | GOIÂNIA/GO | Shiva Bar
02/07 | BRASÍLIA/DF | Infinu – abertura Verônica Não Veio
03/07 | UBERLÂNDIA/MG | Uberbrau – abertura Urutau & Gentileschi
05/07 | CAMPINAS/SP | Lola Bar
Foto Dinho Almeida: Gabriel Rolim / Divulgação
Foto Ottopapi: Gabriel Freitas / Divulgação
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Robyn Nickole: anti-machismo, resistência e vício digital ganham peso e beats em single novo

“Essa música é para a pessoa na academia que se esforça na última série, o estudante que se dedica até tarde da noite, o profissional que se recusa a desistir mesmo quando tudo parece estar contra ele”, diz a professora de design, cantora e compositora norte-americana Robyn Nickole sobre sua nova música, Crown drowned undernoise. Um som bem próximo do glitch hop e da música eletrônica, e com uma pegada bem punk + metal + eletrônico.
“Ela é energética, complexa e impacta de forma diferente dependendo de onde você está em sua jornada”, conta Robyn, que faz o estilo artista 100% independente: aproveitou até seu trabalho em design para fazer o clipe da faixa.
“O conceito visual se inspira nos gráficos do graffiti punk crus, ousados e cinéticos de uma forma que espelha o pulso da batida. Sempre acreditei que o aspecto visual da música é uma responsabilidade, não uma reflexão tardia. A letra é a alma de uma canção: trata-se do que você tem a dizer e de como você conta a história. Mas os visuais conduzem o ouvinte à sua perspectiva e tornam suas intenções inegáveis”, diz ela, que vem da Flórida.
Crown drowned undernoise vai estar no terceiro álbum de Robyn, que sai em 2027 e vai se chamar Plastic supermodel. “Uma coleção de canções criada para destacar o peso das expectativas sociais impostas às mulheres: na vida, na aparência, na ambição, na identidade. Cada faixa contribui para essa discussão mais ampla”, diz ela.
Plastic, aliás, está sendo anunciado com vários singles, como Closer universe, Betty and Barney Hill, e Digital dreams, uma música na qual Robyn fala do custo pessoal de nossas vidas digitais.
“A promessa de escolha infinita que nos deixa com uma sensação de vazio, os assistentes de IA que nos conhecem melhor do que nós mesmos e a implacável máquina de consumo que transforma nossa atenção em moeda”, conta ela, deixando claro que lado a lado com o machismo, temas como vida digital e a dependência que a gente tem das redes sociais sempre vão aparecer no novo álbum.
Foto: Divulgação






































