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Direto de Atenas, Commuter amplia o caos no novo single “Guilt beats hate”

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Commuter (Foto: Divulgação)

RESUMO: O Commuter retorna com Guilt beats hate, single que mistura noise punk e pós-punk em um som cru e caótico, antecipando o segundo álbum da banda grega formada em Atenas.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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A vida não melhora muito com o tempo — você só aprende a aguentar mais pancada. É com essa filosofia pouco otimista que o Commuter apresenta Guilt beats hate, primeiro single inédito da banda de Atenas desde o álbum de estreia Guilt eraser (2024). Também é a primeira gravação do grupo com o guitarrista Kostas Bariamis, novo integrante da formação.

A faixa mantém o barulho organizado que o quarteto vem cultivando desde o início: noise punk, pós-punk e guitarras que parecem prestes a sair dos trilhos a qualquer momento. Gravada ao vivo no estúdio, sem muita preocupação em esconder as imperfeições, Guilt beats hate tenta capturar exatamente o que o Commuter faz no palco: um som alto, caótico e direto. A música já antecipa o segundo álbum da banda, ainda sem título ou data de lançamento.

O single foi gravado, mixado e produzido por Alex Bolpasis, no Suono Studio, em Atenas, e masterizado por Greg Obis, do Chicago Mastering Service. O clipe, dirigido por Christos Lianopoulos, segue a mesma estética crua da faixa.

O Commuter surgiu em Atenas em 2019 como projeto solo do vocalista e guitarrista Dionysis Koutavas, tornando-se uma banda em 2021. Desde então, o grupo vem misturando influências do pós-punk canadense, da nova geração britânica e do noise rock mais abrasivo. Em 2025, fez sua primeira turnê europeia e dividiu palco com nomes como Dry Cleaning, Protomartyr, A Place to Bury Strangers, DITZ, Heavy Lungs e bandas gregas como The Steams e Deaf Radio.

Antes do álbum Guilt eraser, lançado de forma independente em 2024, o Commuter havia estreado com um EP homônimo em 2023, lançado em cassete pela Bitter Tea Records. Se Guilt beats hate servir de amostra, o próximo disco deve seguir ampliando o caos. Só que agora com uma banda ainda mais afiada.

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Sports põe um ritmo ainda mais frenético no hit “If you want me”, com remix de Mood Talk

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Sports - Foto: Divulgação / ONErpm

RESUMO: O Sports ganha um remix de If you want me por Mood Talk, que leva o indie e dream pop da faixa para o house e UK garage, meses antes da passagem do duo pelo Brasil.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação / ONErpm

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O duo norte-americano Sports lançou uma nova versão de If you want me, um de seus maiores sucessos. O remix é assinado pelo produtor e DJ londrino Mood Talk, projeto de Jamie Lloyd-Taylor, e transforma a faixa de indie e dream pop em uma produção mais voltada para a pista. O lançamento chega meses antes da passagem do Sports pelo Brasil, onde a banda toca ao lado do Jungle.

Na versão de Mood Talk, os vocais melódicos de If you want me permanecem no centro da música, mas ganham basslines e batidas inspiradas em UK garage e house. A faixa original fala sobre escolher o amor e a aceitação em vez da tentativa de controlar uma relação. O remix mantém esse tema, mas muda completamente o ambiente da música.

A escolha de Mood Talk tem também um componente de proximidade. Jamie Lloyd-Taylor, nascido no sul de Londres, já trabalhou como produtor e compositor com o Jungle, incluindo créditos em Don’t play, do álbum Volcano, e Romeo, parceria com Bas. Seu trabalho como DJ e produtor transita por house, garage, disco e música eletrônica.

Para o Sports, o remix chega em uma nova etapa da trajetória do duo formado por Cale Chronister e Christian Theriot. Neste ano, os dois lançaram Sports, álbum produzido e gravado por eles mesmos em um estúdio construído em Tulsa, Oklahoma. O disco retoma o espírito independente dos primeiros trabalhos e acompanha uma nova rodada de shows internacionais – que passa pelo Brasil. A banda ganhou projeção especialmente com You are the right one, lançada em 2015 e hoje com cerca de 180 milhões de reproduções no Spotify.

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Gui Hope transforma “Trava” em funk mineiro de desejo e afirmação

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Gui Hope - Foto: Stephany Cartsounis e Gustavo Vittoraci / Divulgação

RESUMO: Em Trava, segundo single solo, Gui Hope mistura funk de Belo Horizonte, EDM e dubstep para falar de desejo, autoconfiança e ocupação de espaços na pista de dança.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Stephany Cartsounis e Gustavo Vittoraci / Divulgação

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E quando uma pessoa que foi ensinada a ocupar as margens decide reivindicar para si o centro da cena? Gui Hope chega ao segundo single, Trava, faixa que mistura funk de Belo Horizonte, EDM e elementos do dubstep para responder a essa pergunta, falando de desejo, autoconfiança e ocupação de espaços. A música já ganhou até clipe.

A palavra que dá título à faixa funciona em dois sentidos: pode ser aquilo que paralisa alguém, mas também uma identidade que Gui assume com orgulho. A música parte justamente dessa ambiguidade para transformar a ideia de “travar” em uma demonstração de presença e poder.

“É uma forma de dizer que somos desejades, que temos presença e que, por onde passamos, transformamos o ambiente, deixando as pessoas de queixo caído”, conta. A letra brinca com a ideia de se colocar no centro da cena, mas a questão vai além da provocação. Gui relaciona essa postura à experiência de pessoas trans, historicamente empurradas para as margens e que, em Trava, aparecem como figuras de desejo e admiração.

Musicalmente, a faixa trabalha com graves marcados, pausas, repetições e construções de tensão que desembocam nos drops. A referência ao funk mineiro encontra a linguagem da música eletrônica que fez parte da formação musical de Gui pela internet, especialmente a EDM e o dubstep dos anos 2010.

Trava dá continuidade ao caminho apresentado no single Eu sei, lançado em julho. Naquela faixa, Gui trabalhava a ideia de deixar de colocar a opinião alheia no centro das próprias escolhas. Agora, essa autoconfiança ganha uma dimensão mais física e coletiva, pensada para a pista.

O videoclipe acompanha essa proposta e amplia a ideia de transformação presente na música. A faixa também reforça a pesquisa de Gui por diferentes linguagens da música brasileira e eletrônica, mantendo o funk como um dos principais pontos de partida do projeto. Hope, o primeiro álbum de Gui, sai em breve.

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Brunê transforma paixão secreta em bedroom pop no single “Eu tenho medo”

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Brunê - Foto: Julia Lemes / Divulgação

RESUMO: Em Eu tenho medo, Brunê transforma o medo de revelar uma paixão pelo melhor amigo em folk e bedroom pop — e cria um cartão virtual para quem vive esse dilema.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Julia Lemes / Divulgação

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Cantora e compositora radicada em Goiás, Brunê não apenas lançou o single Eu tenho medo – que fala sobre uma pessoa que se apaixona pelo melhor amigo, mas prefere não revelar o sentimento para não estragar a amizade – como também decidiu ajudar quem vive o mesmo problema. No site dela, eusoubrune.com, você pode mandar um cartão postal virtual para a pessoa que você ama em segredo.

O cartão é interativo, pode ser compartilhado nas redes e baixado. Antes do lançamento, Brunê publicou um trecho da canção nas redes sociais. A prévia recebeu compartilhamentos e comentários de pessoas que se identificaram com a história.

“A resposta mostrou que esse medo não era só meu. Muita gente já viveu essa dúvida entre falar o que sente e colocar uma amizade em risco”, diz Brunê, cuja música une camadas de vozes e synths ao lado do violão, compondo um ambiente sonoro que transita entre folk e bedroom pop. A produção da faixa é de Arthur Ornelas, e os arranjos são de Ornelas, Brunê e Douglas Sá.

“É uma música sobre carregar um sentimento grande demais para continuar escondido, mas assustador demais para ser dito. Existe o medo de abrir o jogo e perder alguém que já ocupa um lugar importante na sua vida”, afirma Brunê, que é artista independente desde os 17 anos.

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