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Cultura Pop

Elvis Costello, aquele ~grande~ marketeiro

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Elvis Costello, aquele ~grande~ marketeiro

Quarto álbum de Elvis Costello, e terceiro com sua banda Attractions, Get happy!! tem uma característica incomum para LPs, que geralmente não passam dos 20 minutos de cada lado, divididos em 14 faixas. Para seu disco de 1980, produzido pelo amigo Nick Lowe, Elvis decidiu separar vinte (!) músicas, em quase cinquenta minutos.

Era algo temerário devido ao espaço mínimo entre cada sulco, que poderia resultar num som chinfrim. Ainda mais chegando perto das últimas músicas, local em que o braço do toca-discos fazia um esforço bizarro para alcançar todos os espaços com a agulha. Nick chegou a publicar um texto “do produtor” na contra-capa do disco, garantindo que não houve perda de qualidade sonora.

Um outro detalhe notável no disco é que Elvis decidiu que Get happy!! seria um álbum que traria sua visão particular da soul music, com canções próprias e releituras como I can’t stand up for falling down (Sam & Dave). Houve quem achasse que a opção pelo soul não tinha ocorrido à toa, já que em abril de 1979, Elvis, bêbado feito um gambá, foi flagrado usando expressões racistas para se referir a James Brown e Ray Charles, durante uma conversa com Bonnie Bramlett e Stephen Stills no bar do hotel Holiday Inn, em Ohio.

Bonnie irritou-se pessoalmente com os comentários, saiu dali e contou tudo que escutou de Costello para a imprensa. Restou ao cantor convocar uma coletiva para se desculpar e botar a culpa na cachaça. Na época, deu certo. Só que a ocasião virou ponto baixo em todas as cronologias do artista e volta e meia Elvis ainda tem que se explicar a respeito (sempre se diz arrependido e já declarou que só queria ofender o Stephen Stills e iniciar a tal briga).

Uma reportagem da People, publicada na época, recorda que a tal noite em que Elvis xingou Ray e Brown para Bonnie foi marcada por mais declarações bizarras do cantor. Perguntado sobre o que achava de Elvis Presley, teria dito que “americanos são brancos de segunda classe”. E ainda rolou briga: dois roadies de Costello iniciaram uma porradaria com um road manager de Stephen Stills – que jogou os dois no chão. Elvis entrou em cena armado com uma garrafa de cerveja e foi jogado para longe. Entre a tal festa bêbada e a coletiva, Elvis recebeu 150 ameaças de morte (!) por causa das tais declarações.

Get happy!! saiu sob o signo da porradaria e teve, não exatamente por causa das encrencas em que o cantor se metera (eram outros tempos), uma recepção morna. Críticos reclamaram que o álbum tinha poucas músicas memoráveis. Ou reclamavam das interpretações de Elvis. Mas o disco tem muitos fãs e é bastante cultuado até hoje.

E ainda ganhou um comercial de TV no estilo dos reclames da K-Tel, em que o próprio Elvis Costello dava uma de camelô, brincava com o fato do disco ter uma duração e um número de faixas incomuns e, er, vendia o disco com uma pranchetinha estilo Joel Santana na mão. Curta e relembre esse momento aí embaixo.

Veja também no POP FANTASMA:
Por trás do clipe de Accidents will happen, de Elvis Costello

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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