Cultura Pop
Discos de 1991 #4: “Os grãos”, Os Paralamas do Sucesso

Os grãos, sexto disco dos Paralamas do Sucesso, não foi o plot twist que a banda esperava em sua história. Não tanto quanto Vamo batê lata, disco ao vivo (com um single CD de brinde) lançado em 1995, e que devolveu de vez a banda às paradas. Aliás, o disco de setembro de 1991 do trio carioca (com produção de Liminha) veio numa época em que os primeiros obituários do rock brasileiro dos anos 1980 chegavam à mídia.
Anos depois, na biografia Os Paralamas do Sucesso: Vamo batê lata, de Jamari França, Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone admitiram que não passavam por um momento tranquilo naquela época. Muita coisa tinha sido trazida pronta por Herbert de casa, como os samples de Tribunal de bar, cuja letra falava sobre uma espécie de protocancelamento do qual o cantor tinha sido vítima após uma aparição bêbada num show.
Com vários trabalhos do disco já em andamento, o músico não teve saco de voltar até o começo para refazer e incluir os colegas. Herbert fez questão de ganhar um crédito de co-produção, escondido no pseudônimo de Teabag-V, “por frustração”. As entrevistas subsequentes denotavam (e causavam) certo mal estar, com a banda dizendo coisas como “quem entrar no estúdio hoje vai ter que correr atrás do padrão que estamos estabelecendo com esse disco”.
Não foi muito o que aconteceu e Os grãos sobrou como um exemplo solitário da mistura de MPB e rock no comecinho dos anos 1990, além de permitir outras misturas. A crítica de modo geral foi bem sarcástica com o disco, cheio de climas que lembravam mais a sonoridade tranquila das rádios “adultas”, como em Ah, Maria e Não adianta. Influências que não costumavam aparecer no som do trio davam as caras no álbum novo, como Bruce Springsteen (cuja Used cars foi, incrivelmente, a base da letra do axé Carro velho) e Beach Boys (nos vocais sampleados do grupo americano em Sábado e na capa, com gansos fotografados na zona rural do Rio, que remetiam à capa de Pet sounds).
No fim, a banda ficou ferida por causa da recepção do disco. Mas os Paralamas ocuparam as rádios com Trac trac, versão do argentino Fito Paez, que chegou a ganhar uma vinheta com barulhos de peidos na Transamérica do Rio. E em especial com o hit Tendo a lua, que lembrava bastante Azymuth e soul nacional dos anos 1970 e 1980. Simultaneamente à mixagem do disco, em Los Angeles, a banda gravava os vocais para uma coletânea em espanhol, visando o mercado latino e, mais particularmente, o argentino. Os shows fora do Brasil foram a solução para os Paralamas em tempos de crise da era Collor.
Outros discos de 1991 aqui.
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(agradecimentos a Leïlah Accioly pela lembrança de Tribunal de bar)
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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