Cultura Pop
Discos da discórdia 5: Mick Jagger, com “She’s the boss”

Um tempo atrás me marcaram no Facebook num desses desafios de “melhores discos”. Eu decidi fazer diferente e resolvi escrever, nessa época, sobre discos controversos que, por algum motivo ou outro, eu achava que as pessoas deveriam dar uma segunda chance. Enfim, discos da discórdia (um belo dum trocadalho do carilho, enfim).
Como recentemente aqui no POP FANTASMA eu pus no ar uma série sobre lendas urbanas e umas das diretrizes editoriais (eita!) do site é fazer mais séries sobre assuntos diversos da cultura pop, resolvi transformar os textos numa série com dez álbuns que não são lá grandes campeões de aceitação por parte da crítica, mas que mereciam um pouco mais da sua atenção. O quinto disco da série deixou muitos fãs de uma certa banda aí putos da vida…
A FARSA DE “SHE’S THE BOSS”, DO MICK JAGGER (1985)

She’s the boss é o primeiro disco solo de ninguém menos que Mick Jagger, lançado em 1985. Eu não conheço ninguém que goste de verdade desse disco. Se tiver alguém, apareça aí. Achar “legalzinho”, “pô, é legal, vai”, conheço muita gente, em especial fãs radicais dos Rolling Stones.
No contrato que a Rolling Stones Records havia assinado com a CBS (hoje Sony) em 1984, havia a possibilidade de todos os integrantes lançarem discos solo. Jagger não deixou nem passar muito tempo após o disco Undercover (1983) e logo caiu dentro de seu primeiro álbum. Que, aliás, não era sua estreia desacompanhado, já que em 1970 ele tinha lançado o single Memo from Turner, da trilha do filme Performance.
Keith Richards fez cara feia porque Jagger estava dando mais atenção a seu novo disco do que a qualquer outro projeto da banda. Aliás, o grupo estava preparando um álbum novo (Dirty work, lançado em 1986, e tido e havido como “pior disco dos Stones” por muita gente). Em sua autobiografia Vida, Keith afirmou que She’s the boss era como Minha luta, livro do desgraçado Adolf Hitler. “Todo mundo tinha uma cópia, mas ninguém ouviu”, escreveu.
JAGGER ROUBOU BOWIE
De modo geral, She’s the boss dá a medida do quanto Jagger ficou impactado pelo retorno multiplatinado de um velho amigo, David Bowie, com Let’s dance (1983). O som do LP de Mick seguia quase a mesma estética R&B-new wave do disco de Bowie. E She’s the boss ainda trazia Nile Rodgers, o mesmo produtor do álbum de Bowie, comandando as gravações com Jagger e Bill Laswell. Carlos Alomar, velho companheiro do cantor de Life on mars?, assinava duas canções com Jagger.
No fim das contas, deu certo: o single Just another night fez sucesso no mundo todo, e virou tema de novela no Brasil (A gata comeu, da Globo). A carreira solo de Jagger ainda teria continuidade com Primitive cool, de 1987, um daqueles discos que é complicado defender, e voltaria às boas com Wandering spirit, de 1993.
Aliás, She’s the boss ainda teve mais dois clipes bem legais. Um, o da balada Hard woman, era um primor de computação gráfica (e foi um dos clipes mais caros já feitos até então). O outro, o de Lucky in love, trazia Mick parecendo encarnar novamente Turner, seu personagem no filme Performance (1970).
Pega She’s the boss aí!
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Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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