A Vanusa foi a primeira celebridade que eu vi na vida. Mais do que isto, foi a primeira celebridade que eu “conversei”.

Eu estudava na Escola Municipal Minas Gerais, na Praia Vermelha, e, no final das aulas, dava uma escapadinha pra Urca. Pra quem não sabe, a Urca é um dos bairros mais bonitos (e burgueses) do Rio. Tem até uma música do Nando Reis que enaltece a sua beleza.

Mais eis que eu e a molecada do colégio avistamos uma galera em torno de uma loira num MP Lafer, carro esporte dos anos 1980 que se assemelhava a um calhambeque. Chegamos perto e percebemos que a “galera” era uma equipe de filmagem e a loira, a Vanusa.

Como eles estavam em algum período de intervalo, tivemos a permissão de nos aproximar. Chegamos perto e todos nós a rodeamos embasbacados, não acreditando que estávamos diante de uma cantora famosa. Não dávamos um pio sequer e o silêncio começou a ficar constrangedor. Até que ela falou algo pra descontrair:

– Vcs estão vendo como um artista sofre?

– Imagina então um dublê! – disse eu.

E sei lá porque eu disse isso. Só sei que fiz voltar o mesmo silêncio constrangedor. Acho que quis mostrar erudição, deixando claro que eu já sabia o que era um dublê. Eu tinha, sei lá, menos de 10 anos de idade. Durante algum tempo, principalmente na adolescência, me arrependi desta minha intromissão, hehehe.

Nossos olhares curiosos foram interrompidos, pois a equipe requisitou a Vanusa pra filmar, mas continuamos assistindo ao longe. Ela fazia par romântico no vídeo com o Eduardo Conde, que também era famoso, mas nos chamou menos atenção – talvez por sua fisionomia um tanto sinistra e/ou por fazer papel de vilão em muitas ocasiões. Só sei que, desde este dia em diante, tive bastante simpatia por tal cantora, pois não tinha a ideia de que uma celebridade podia ser algo alcançável e até mesmo gente boa.

E o clipe, pasmem, vi pela primeira vez hoje. Nem sabia que era uma versão de Sinal fechado, clássico de Paulinho da Viola (feita, por sinal, para o programa Bar Academia, da Rede Manchete). Confira abaixo você também:

Veja também no POP FANTASMA
A única vez que falei com Vanusa na vida