O disco que está para sair dos Dirty Projectors é um projeto solo de David Longstreth, que criou a banda. Programado para 24 de fevereiro, vai se chamar apenas “Dirty Projectors”, foi (você deve saber) precedido por dois clipes – “Keep your name” e “Little bubble” – e é o primeiro álbum após a saída da parceira de Longstreth no grupo, Amber Coffman, que anunciou carreira solo.

O site “Pitchfork” passou duas horas no estúdio com Longstreth, ouviu todo o disco e classificou o trabalho como “algo diferente do normal dele”. “É um disco triste, super-triste”, nomeou Longstreth, que classificou “Keep your name” com uma música sobre o Brexit (a polêmica saida do Reino Unido da União Europeia) e ouviu do repórter da “PitchforK” impressões sobre o fato de o disco novo ser menos político e menos voltado para a fórmula básica de guitarra-baixo-bateria.

Um outro detalhe que a matéria revelou é que o percussionista brasileiro Mauro Refosco, que costuma trabalhar com os Red Hot Chili Peppers, está trabalhando no disco. Ele e Longstreth relaxam do trabalhou ouvindo discos de bachatas e nada menos que o clássico “A tábua de esmeraldas”, de Jorge Ben (1974).

O nome do Dirty Projectors foi bastante falado no ano passado, quando a irmã de Beyoncé, Solamge Knowles, lançou o disco “A seat at the table”, com seis músicas produzidas por Longstreth. Bem antes, ela já havia feito uma releitura de “Stillness in the move”, dos DP.

Confira aí uma outra faixa de “Dirty Projectors”, o disco, que é “Up in Hudson”.

E tá aqui a longa matéria do “Pitchfork”.