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Deftones: união de pós-punk, reggae e The Cure (!) no começo, em 1992

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Deftones: união de pós-punk, reggae e The Cure (!) no começo, em 1992

Um passado dos Deftones que pouca gente se recorda, é que a banda surgiu em 1988, no finzinho da onda new wave, e que dentre as primeiras influências do grupo estavam o heavy metal da época, hip hop, hardcore e também bandas como The Cure e Duran Duran, que o cantor Chino Moreno adorava. Obviamente isso foi bem antes de integrantes da banda começarem a dizer coisas como “a Terra é plana”.

Na época, era complicado unir todos esses tipos de som e, mais ainda, fazer com que as gravadoras ouvissem – até porque o fim da década serviria para angariar atenções para o hard rock formal e as grandes misturas musicais surgiriam de vez nas paradas durante os anos 1990.

Já em 1992, o Deftones ainda era uma tentativa vinda de Sacramento (Califórnia), com integrantes pós-adolescentes e influências de pós-punk e reggae, além de um certo design musical que lembrava um The Cure mais pesado. Era a fonte dos vocais de Chino Moreno na época, ao que parece, embora alguns fãs apostem em Morrissey e o próprio Chino tenha citado o ex-cantor dos Smiths em entrevistas.

Olha só eles aí aparecendo naquele ano num programa de TV a cabo de Sacramento, o Sacre Active Rock. No começo, John Taylor (bateria), o saudoso Chi Cheng (baixo), Chino Moreno (voz) e Stephen Carpenter (guitarra) são mostrados pela apresentadora e começam uma pequena discussão por conta da pergunta “de onde vem o nome da banda?”.

Chino diz que o nome surgiu quando ele estava “em casa”, e começa a apertar a barriga de Stephen. Só que John reclama e diz que ele mesmo deu o nome. Chi, descendente de chineses, diz que “Deftones é um nome chinês!” e encerra a resposta. Aliás, a banda passa boa parte do tempo avacalhando as perguntas (sobre as inspirações das músicas, sobre quem faz as canções, sobre as demo tapes do grupo)

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A lista das músicas apresentadas pela banda: Like Linus, Hogburg hop, Plastic, Slinky e Answers. Outra coisa interessante é o tema de abertura do programa: Pigs in zen, do Jane’s Addiction.

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Cultura Pop

Beastie Boys invadiram hotel e jogaram água em crítico musical

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Beastie Boys invadiram hotel e jogaram água em crítico musical

Na época em que os Beastie Boys eram uma banda de hip hop bem inconsequente – e mais chegada a brincadeiras bem selvagens – quem sofreu na mão deles foi um dos principais críticos musicais dos Estados Unidos. Chuck Eddy, que passou por publicações como Rolling Stone, Spin, Entertainment Weekly e outras, tinha ido entrevistar o grupo para a revista Creem, quando os Beastie Boys estavam surfando uma onda maneira por causa do primeiro disco, Licensed to ill (1986). O disco desse hit aí.

O tal papo de Eddy com os BB ocorreu no comecinho de 1987, em Los Angeles. E pelas lembranças do jornalista, deve ter sido a primeira entrevista do grupo para uma publicação de circulação nacional. “Depois de uma discussão divertida durante a qual eles agiram como Bob Dylan sendo entrevistado pela revista Time em Don’t look back – minha atuação foi exatamente da mesma maneira – eles fizeram sua aparição arrogante no The Joan Rivers’ Show. Eu tinha me retirado para o meu quarto de hotel para que eu pudesse pegar um voo de volta para Detroit pela manhã”, contou Eddy ao site The Vinyl District.

O que Eddy não esperava era que os Beastie Boys resolvessem pedir a chave de seu quarto no Hotel Le Parc, dizendo que ele fazia parte da equipe da banda. Não só isso: eles resolveram invadir o quarto do jornalista e jogaram um balde d’água na cabeça dele, que estava dormindo na ocasião. Eddy ficou mais calmo do que a situação pedia: pôs cadeiras na porta para impedir uma nova invasão e dormiu no lado seco da cama. E esqueceu a história.

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O que Eddy TAMBÉM não esperava era que os Beastie Boys lançassem uma versão em VHS de Licensed to ill em que uma das atrações principais era… o grupo invadindo seu quarto no hotel e jogando água nele. Sim, a banda tinha filmado tudo e o jornalista tinha virado uma das maiores atrações das videolocadoras naquele momento.

A história quase toda, além do texto original de Eddy, está aqui. O jornalista já havia até esquecido do assunto quando reconheceu sua cara sendo regada pela banda na TV, mas aí complicou: ele processou a banda, a área de vídeo da gravadora CBS, o selo Def Jam, o hotel e todos os envolvidos. Pediu logo 500 mi dólares (resta saber se conseguiu). Eddy aparentemente não tem mágoas da história: gostava da banda na época, eventualmente fala sobre o assunto e contribui para matérias sobre o grupo. “Mais tarde, eles se converteram ao budismo tibetano ou algo assim e lançaram vários álbuns que não eram tão bons quanto o primeiro”, esclareceu.

 

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Cultura Pop

Um documentário de 1994 sobre fãs de fitas 8-track (!)

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Um documentário de 1994 sobre fãs de fitas 8-track (!)

O formato de fitas 8-track já foi assunto diversas vezes aqui no Pop Fantasma. Tem um sujeito que coleciona cartuchos lançados no Brasil, e exibe sua coleção na internet. O grupo Thee Oh Sees chegou a lançar uma caixa com toda a sua coleção no formato (e penou para achar novas fitinhas para fazer os relançamentos). Lá fora, existe pelo menos uma gravadora, a Common Time Tapes, que lança novos discos em cartucho. Mas é um formato que permanece desconhecido para muita gente. E para outros tantos, é uma grande recordação de viagens de automóvel com a família, já que as fitinhas de 8 pistas eram bastante usadas em carros.

Enquanto você pensa sobre o assunto, vale dizer que em 1994, no auge do CD, havia uma turma bastante preocupada não apenas em colecionar cartuchos antigos, como também em ver neles uma atitude política e comportamental. Essa turma aparece num documentário bem curioso lançado naquele ano, So wrong they’re right, e que fizeram o favor de colocar no YouTube.

So wrong they’re right foi lançado na época do esvaziamento da cena de Seattle e no inicinho do auge comercial do brit pop. As pessoas compravam apenas CD, quem comprasse vinil era visto como uma pessoa ligada em coisas antigas e o formato K7 era ultrapassado. E o que sobrava para quem comprasse fitas de 8 pistas? Para começar, os aparelhos para ouvir as fitinhas sequer eram fabricados. As lojas não vendiam mais o formato desde os anos 1970, com alguns poucos revivals nos anos 1980, em que até discos de Michael Jackson e Fleetwood Mac saíram em cartuchos.

Os diretores do filme, Russ Forther e Dan Sutherland, caíram na estrada e descobriram fãs do formato em vários pontos dos Estados Unidos. Os entrevistados têm graus diferentes de devoção às fitas de oito pistas e alguns deles fizeram descobertas bem interessantes. Um sujeito de Chicago chamado Jeff Economy era o feliz detentor de uma cópia em 8-track de Berlin, terceiro disco solo de Lou Reed (1973). Jeff informa que nesse disco havia uma faixa instrumental que era exclusiva do cartucho, e que nunca mais apareceu em nenhum relançamento.

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Uma garota de 20 e poucos anos chamada Marci James impressiona: ela coleciona gravadores de fitas 8-track, incluindo um que tem um microfone. Tem montes de fitinhas preferidas e uma coleção enorme (tentei achar Marci nas principais redes sociais e não achei seu contato, seria bem interessante saber se ela ainda tem isso tudo guardado). No filme, ela é uma das mais indignadas a respeito da maneira como as fitinhas 8-track eram tratadas naquele período. Diz que foi expulsa de uma loja onde costumava comprar cartuchos antigos porque o estabelecimento simplesmente desistiu de vender os itens – apesar de haver um estoque enorme, relegado a um canto sombrio da loja.

Uma história bem interessante do documentário é a do grupo novaiorquino de rock alternativo Gumball, banda liderada pelo músico e produtor Don Fleming, o sujeito que produziu Bandwagonesque, do Teenage Fanclub.

Contratados pela Sony na época em que as gravadoras procuraram um “novo Nirvana” a qualquer custo (chegaram a ter discos lançados no Brasil inclusive), eles tinham uma coleção violenta de 25 mil (!) fitas, guardadas no espaço em que ensaiavam. As fitas foram achadas pelo Gumball no terceiro andar de uma fábrica de doces abandonada, e incorporadas ao acervo do grupo.

E tá aí o filme. Curta e veja várias vezes. A história por trás do nome do filme (“tão errados que estão certos”) também é maravilhosa, mas assista para descobrir.

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Mais infos aqui.

 

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Cultura Pop

The Lucie Arnaz Show: a sitcom da filha de Lucille Ball e Desi Arnaz

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The Lucie Arnaz Show: a sitcom da filha de filha de Lucille Ball e Desi Arnaz

Em 2016, o jornal americano Cape Cod Times entrevistou ninguém menos que Lucie Arnaz, filha de Lucille Ball e Desi Arnaz (já viu Being the Ricardos, sobre a vida do casal, no Amazon Prime?), nomões da cultura pop e da história da televisão nos Estados Unidos. Atriz e cantora revelada pelo programa de seus pais (e pela orquestra do experiente Desi, popularíssima nos EUA), ela acabou passando para o outro lado das câmeras e virou executiva e produtora.

No tal papo, ela chegou a dizer que poderia ter tido várias outras carreiras: “Diretora, escritora, decoradora, professora, apresentadora de talk show…”, contou. Só reclamou de ter que, a todo momento, desempenhar o mesmo papel: a de filha de pais famosos que estava eternamente condenada a ter que responder perguntas a respeito deles em todas as entrevistas, mesmo que ela já tenha feito diversas outras coisas. Ok, I love Lucy é o tipo da série de TV que nunca ninguém esqueceu (nem mesmo no Brasil: foi exibida durante vários anos pelo SBT, com um dublagem que abrasileirava roteiros e colocava personagens como Hebe Camargo e Pelé nos diálogos). Mas dá para entender a aporrinhação. “Acho que nunca fiz uma única entrevista em que não me fizessem mais perguntas sobre meus pais do que sobre mim. Seria bom que isso acontecesse algum dia. Ei, talvez tenha acabado?”, brincou.

O que muita gente talvez mal lembre é que Lucie teve uma pequena (muito pequena, aliás) tentativa de sitcom em 1985. The Lucie Arnaz show teve só uma única temporada, com seis episódios, exibidos pela CBS.

Na sitcom, Lucie interpretava uma psicóloga, Jane Lucas, que respondia perguntas num programa de rádio e numa coluna em revista. Não era uma ideia super original: o plot era a adaptação de uma série britânica, Agony, que foi exibida entre 1979 e 1981 e tinha Maureen Lipman no papel principal (a personagem tinha o mesmo nome). No caso da série de Lucie, o elenco ainda tinha nomes como Bill Nighy, Rosalind Ayres, Miranda Richardson e Phyllida Law – todos interpretando personagens bastante excêntricos e que muito ajudavam a dra. Jane quando não atrapalhavam.

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Segundo o tumblr Paper Moon Loves Lucy, Lucie não estava muito contente com o fato de ter seu nome na série – afinal, ela interpretava uma personagem, que era de fato a estrela do programa. Mas a CBS insistiu, até porque os executivos da estação achavam que o nome Agony era curto demais. O show estreou numa terça (Lucy show era uma atração de segunda-feira, só para constar) e atraiu 20% dos telespectadores. Na sequência, os outros episódios não chegaram a atrair muita gente e a CBS desistiu do programa.

 

 

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