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Cinema, literatura, jazz e Mês do Orgulho na Casa Natura Musical

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Nubya Garcia vai fazer show na Casa Natura Musical (Foto: Mariana Pires / Divulgação)

A Casa Natura Musical apresenta em junho uma programação diversa e com diferentes linguagens, que se misturam com as celebrações de grandes datas como São João, Dia dos Namorados e a Parada LGBTQIAPN+ de São Paulo. Com parceria inédita com In-Edit e FLIP, a Casa promove noites que misturam música com literatura e cinema como ferramenta de memória, identidade e valorização da cultura brasileira.

Em 18 de junho, a Casa recebe Odair José em uma apresentação de clássicos. Realizada em parceria com o In-Edit Brasil, a noite promove a exibição do documentário Eu vou tirar você deste lugar antes do show. A noite integra a programação do Festival Internacional de Documentário Musical. A Casa também traz para o palco a literatura e a relação das palavras com a música em uma parceria com a Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), que promove este ano a sua 24ª edição.

No dia 23 de junho, a Casa recebe o espetáculo Nunca crer no que não canta, reunindo Fabiana Cozza e Cleber Silveira em uma celebração da obra da poeta Orides Fontela, autora homenageada desta edição do festival. A apresentação será no formato Sala da Casa, com sofás, mesas e pista livre.

Abrindo a programação, a Casa Natura Musical, em parceria com o festival Queremos! Jazz, traz ao Brasil a saxofonista, compositora e bandleader britânica Nubya Garcia (foto), que se apresenta no dia 3 de junho unindo jazz, música clássica, dub, R&B e outras vertentes contemporâneas. No dia 4 de junho, Vitão sobe ao palco da Casa para uma noite especial revisitando diferentes momentos de sua trajetória musical. Já no dia 5, a banda Pense, referência no cenário do hardcore nacional, apresenta show da turnê Talvez tenhamos tudo.

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Em 6 de junho, a Casa Natura Musical promove uma noite dedicada à força da nova cena independente brasileira. A abertura fica por conta da banda campineira Hoze, que apresenta o recém-lançado single Futebol, faixa que mistura groove, rock, cultura de arquibancada e brasilidade urbana. Na sequência, a Venere Vai Venus para mostrar o single Anjos, entre outras.

A programação segue no dia 11 de junho com YMA e o show de seu mais recente disco, Sentimental palace. No Dia dos Namorados, 12 de junho, Luccas Carlos apresenta um show especial dedicado à data. A música eletrônica e experimental ganha espaço no dia 20 de junho com o retorno do projeto Brime, formado por CESRV, Febem e Fleezus, que lança um novo EP de seis faixas (Brime!!!) misturando diferentes subgêneros da música eletrônica reinterpretados dentro do contexto brasileiro. No dia 21, o projeto Frequências reúne Violeta de Outono, Edgard Scandurra e Emma Stoned.

Ainda em junho, a programação se conecta às celebrações da Parada LGBTQIAPN+ de São Paulo. No dia 26 de junho, Catto e Assucena sobem ao palco. No dia 27, a banda Vanguart apresenta a turnê do álbum Estação liberdade. O clima das festas juninas toma conta da Casa Natura Musical no dia 25 de junho com o projeto Forró na Caixa, que convida Almério e Martins para uma noite inspirada nos bailes de rabeca e nos folguedos populares pernambucanos. Já no dia 28, encerrando a programação, a Casa recebe o Forró Sapatão.

Mais informações e ingressos disponíveis em casanaturamusical.com.br

SERVIÇO
CASA NATURA MUSICAL
Rua Artur de Azevedo, 2134, Pinheiros, São Paulo

Foto (Nubya Garcia): Mariana Pires / Divulgação

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Listening Sessions BR: KL Jay e Dani Pimenta promovem escuta ativa de discos em SP

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Listening Sessions BR: KL Jay e Dani Pimenta promovem escuta ativa de discos em SP

A música como experiência de escuta, memória e troca cultural ganha protagonismo no Listening Sessions BR, que acontece no próximo 30 de maio, na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. Com entrada gratuita, o projeto propõe um encontro entre público, DJs, pesquisadores e colecionadores para celebrar a cultura do disco, os ritmos que atravessam gerações e suas conexões com movimentos sociais, literatura e história.

Mais do que um evento musical, o Listening Sessions BR é uma experiência cultural e educativa construída a partir da escuta ativa. A programação ocupa diferentes espaços da biblioteca com uma sessão especial conduzida por DJ KL Jay e Dani Pimenta, além de uma Feira de Troca de Vinil acompanhada por discotecagem das DJs Donna e Simmone Lasdenas.

A proposta da Session é oferecer uma audição aprofundada e sensível. Em encontros de 30 minutos, os artistas apresentam álbuns e faixas fundamentais em suas trajetórias, compartilhando histórias, contextos e referências que moldaram suas formações musicais e profissionais. Mais do que ouvir canções, o público é convidado a perceber detalhes de arranjos, timbres e narrativas sonoras, entendendo como determinados discos se transformam em potência criativa e ferramenta de construção cultural. Cada faixa escolhida abre espaço para relatos sobre descoberta, pesquisa musical e paixão pela arte da discotecagem.

O encontro reúne dois nomes fundamentais da cultura musical brasileira: KL Jay é DJ, produtor, pesquisador e fundador dos Racionais MC’s. Dani Pimenta é pesquisadora musical, jornalista e agitadora cultural com duas décadas de atuação, criadora do Groovin Mood, da plataforma Mapa Sound System Brasil e cofundadora do Feminine Hi-Fi.

Após a sessão de escuta, o público participa da Feira de Troca de Vinil, realizada na varanda da biblioteca. O espaço será dedicado ao garimpo de discos, troca de raridades e encontro entre colecionadores, DJs, pesquisadores e amantes da cultura analógica. Na trilha sonora, as DJs Donna (que é idealizadora do Listening Sessions BR ao lado de Marta Crioula) e Simmone Lasdenas, idealizadora do Deejay’s Celebration e produtora das festas Soma+1 e Chilli Black.

Serviço:
Listening Sessions BR

Biblioteca Mário de Andrade – Rua da Consolação, 94 – República – São Paulo/SP
30 de maio – Entrada gratuita
Listening Session – DJ KL Jay e Dani Pimenta – 14h30 às 15h30
Auditório Rubens Borba de Moraes
Retirada de ingressos uma hora antes, na entrada da biblioteca.
Feira de Troca de Vinil + Discotecagem com DJs Donna e Simmone Lasdenas
15h30 às 18h
Varanda da Biblioteca Mário de Andrade
Inscrições para expositores oficiais da feira (10 vagas): link

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Pattie Boyd, ex-esposa de George Harrison: “Ninguém desses filmes dos Beatles falou comigo”

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Pattie Boyd: fotógrafa

O machismo e o anedotário do rock empurraram a ex-modelo Pattie Boyd para a condição de ex-esposa de dois roqueiros: George Harrison (que dedicou Something para ela) e Eric Clapton (que escreveu Layla para ela quando Pattie era apenas uma paixão platônica – e acabou se casando com a esposa do mui amigo George). De uns anos para cá, ela vem se dedicando à fotografia, uma paixão que virou profissão, e volta e meia faz reaparições.

E uma novidade dela rolou na semana passada, quando ela apareceu no episódio de estreia de Miss O’Dell: Abbey Road To Tulsa Time, um novo podcast apresentado pela veterana tour manager Chris O’Dell, que trabalhou com artistas como os Beatles, os Rolling Stones e Bob Dylan.

Rolou polêmica, claro: lá pelos 33 minutos de papo, O’Dell perguntou a ela sobre o projeto de cinebiografia dos Beatles dirigido por Sam Mendes, que está em desenvolvimento – até porque existe uma Pattie Boyd no filme, interpretada por Aimee Lou Wood. Acontece que Pattie soube de tudo pela mídia: não foi procurada por Mendes, nem pela produção do filme, nem por Aimee. E você pode imaginar como ela vem se sentindo por causa disso.

“Olha, posso estar completamente enganada, mas eu teria pensado que seria educado me avisar ou me informar que já tinham alguém para me interpretar. Você não acha que eles me avisariam? Bem, ninguém entrou em contato comigo”, disse ela. “Eu poderia ter contado histórias incríveis. Mas acho que eles não querem saber. Acho que eles querem criar algo completamente diferente, uma história diferente”.

Boyd acrescentou que o filme parece não ter “nada a ver com a verdade. Nada a ver com o que realmente aconteceu porque eles não querem falar com ninguém que estava lá”. Em vez disso, é “a criação do cineasta sobre o que ele acha que aconteceu”. E enfim, Aimee, da série Sex education, já vem até dando entrevistas sobre quão louco está sendo interpretar Pattie. Falou disso em março com o The Standard.

“Todos conhecem essas pessoas, então é muito diferente e bastante intimidante. Já fiz as provas de roupa com o cabelo loiro e os olhos azuis. Estou realmente me transformando em uma pessoa diferente”, contou, acrescentando que não poderia recorrer ao truque de “vamos experimentar e ver como é que fica”. “Às vezes, eu penso: ‘Vamos ver como as coisas vão, vamos experimentar e ver o que acontece’, o que é ótimo para certas coisas, mas na verdade não posso fazer isso com a Pattie. Vou ter que me preparar muito bem e ser muito detalhista, porque ela é uma pessoa muito reconhecível, e obviamente não posso fazer uma imitação”.

E ora bolas, não seria mais tranquilo para todos os envolvidos um bate-papo com a pessoa que vai ser retratada no filme? Sim, seria – se Mendes procurasse a fotógrafa, provavelmente Aimee, que sequer deve ter autorização para procurá-la por conta própria (ou deve se sentir constrangida para fazer isso), ficaria bem mais segura. Seja como for, todos podem ficar tranquilos porque a ex-senhora Harrison é de paz.

“Vou me comportar muito bem e não ficar mal-humorada e resmungona”, disse ela, que ou não conhece Mendes ou fingiu desprezar sem dó o diretor de Beleza americana. “Alguém disse que ele era famoso. Aparentemente, ele é famoso, esse homem”, disse ela no papo.

Já quem parece tranquilo em relação ao filme de Sam Mendes é Paul McCartney: ele vai até lançar um documentário do disco novo, The boys of Dungeon Lane (que sai, você deve saber, nesta sexta-feira), baseado em diálogos justamente com o cara que irá interpretá-lo em The Beatles: A four-film cinematic event, Paul Mescal. O Paul mais ilustre fala sobre as memórias, os relacionamentos e o processo criativo por trás de seu próximo álbum, e o xará Mescal conduz a conversa a partir das músicas do álbum.

Ainda sobre Pattie: a modelo e fotógrafa, você deve saber, criou um climão entre os brothers George Harrison e Eric Clapton ao trocar o primeiro pelo segundo. Tinha outras coisas envolvidas: 1) eram os anos 1960/1970, época de doideiras abissais; 2) Harrison estava longe de ser o maior santinho da história: lá pelos anos 1970, estava drogadaço e bêbado, e já tinha traído Pattie várias vezes; 3) Eric – que já tinha feito Layla para Pattie e vinha cantando a mulher do amigo havia anos, no maior esquema fura-olho – estava em rehab e parecia estar melhorando.

De qualquer modo, até Paul e Linda McCartney foram ao casório dela com Clapton. E George também (!). Olha a prova aí.

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Nitamortei: voz e performances unidas para quem curte Laurie Anderson e Slits

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Nitamortei (Foto: Divulgação)

Voz, sons eletrônicos, performance e ambiência como se fossem uma coisa só: Nitamortei, que trabalha entre o Reino Unido e a França, faz um som em que nenhuma dessas coisas serve como limitação. Você pode imaginar um filme, ou seguir uma jornada pessoal na imaginação, ouvindo Armour, novo single, que serve de batedor para um EP a ser lançado em 2027.

O trabalho de Nitamortei é basicamente “a voz como um corpo sonoro em constante evolução”, mas há bem mais do que isso no som do projeto. Nitamortei ama a concepção de punk das Slits (“vale a pena ler a biografia de Viv Albertine”, recomenda num post do Instagram, citando a guitarrista do grupo), além da obra do artista performático holandês “Bas Jan” Ader.

Num papo com site Indie valley music, Nitamortei explica que a nova música “é uma faixa que questiona um estado transitório entre o passado e uma nova pele. Uma forma de dizer adeus a algo precioso, significativo, amado, mesmo consciente de que não pertencemos mais a isso”, diz. O som é um eletrônico quase industrial, de efeitos visuais mesmo que você só ouça a faixa sem assistir ao clipe, que está no YouTube. As vozes de Nitamortei, de longo alcance, têm algo de Laurie Anderson.

O vestido que surge na capa do single tem significado, e ficou como apoio e símbolo detransição. “Ele me foi dado por uma amiga de Berlim em Atenas, há cinco anos, quando terminei de construir um lobo gigante de fantoche para um espetáculo”, recorda. “Depois de cinco anos de viagens e apresentações com esses objetos, eles deixaram de ser proteções e se tornaram um fardo, e eu tive que me desfazer deles”.

O EP que vem por aí se segue a ALLWILDVOICES, disco inicial lançado em 2025. E segundo Nitamortei, o EP “é a história nua e crua do que construiu minha armadura”.

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