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Listening Sessions BR: KL Jay e Dani Pimenta promovem escuta ativa de discos em SP

A música como experiência de escuta, memória e troca cultural ganha protagonismo no Listening Sessions BR, que acontece no próximo 30 de maio, na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. Com entrada gratuita, o projeto propõe um encontro entre público, DJs, pesquisadores e colecionadores para celebrar a cultura do disco, os ritmos que atravessam gerações e suas conexões com movimentos sociais, literatura e história.
Mais do que um evento musical, o Listening Sessions BR é uma experiência cultural e educativa construída a partir da escuta ativa. A programação ocupa diferentes espaços da biblioteca com uma sessão especial conduzida por DJ KL Jay e Dani Pimenta, além de uma Feira de Troca de Vinil acompanhada por discotecagem das DJs Donna e Simmone Lasdenas.
A proposta da Session é oferecer uma audição aprofundada e sensível. Em encontros de 30 minutos, os artistas apresentam álbuns e faixas fundamentais em suas trajetórias, compartilhando histórias, contextos e referências que moldaram suas formações musicais e profissionais. Mais do que ouvir canções, o público é convidado a perceber detalhes de arranjos, timbres e narrativas sonoras, entendendo como determinados discos se transformam em potência criativa e ferramenta de construção cultural. Cada faixa escolhida abre espaço para relatos sobre descoberta, pesquisa musical e paixão pela arte da discotecagem.
O encontro reúne dois nomes fundamentais da cultura musical brasileira: KL Jay é DJ, produtor, pesquisador e fundador dos Racionais MC’s. Dani Pimenta é pesquisadora musical, jornalista e agitadora cultural com duas décadas de atuação, criadora do Groovin Mood, da plataforma Mapa Sound System Brasil e cofundadora do Feminine Hi-Fi.
Após a sessão de escuta, o público participa da Feira de Troca de Vinil, realizada na varanda da biblioteca. O espaço será dedicado ao garimpo de discos, troca de raridades e encontro entre colecionadores, DJs, pesquisadores e amantes da cultura analógica. Na trilha sonora, as DJs Donna (que é idealizadora do Listening Sessions BR ao lado de Marta Crioula) e Simmone Lasdenas, idealizadora do Deejay’s Celebration e produtora das festas Soma+1 e Chilli Black.
Serviço:
Listening Sessions BR
Biblioteca Mário de Andrade – Rua da Consolação, 94 – República – São Paulo/SP
30 de maio – Entrada gratuita
Listening Session – DJ KL Jay e Dani Pimenta – 14h30 às 15h30
Auditório Rubens Borba de Moraes
Retirada de ingressos uma hora antes, na entrada da biblioteca.
Feira de Troca de Vinil + Discotecagem com DJs Donna e Simmone Lasdenas
15h30 às 18h
Varanda da Biblioteca Mário de Andrade
Inscrições para expositores oficiais da feira (10 vagas): link
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Johnny Marr canta contra “idiotas com opiniões duvidosas” (ih, rapaz) em nova música

RESUMO: Johnny Marr transforma It’s time em um chamado contra cinismo e corrupção. A faixa é mais uma prévia de The age of everything, seu quinto álbum solo.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Andy Cotterill / Divulgação
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Como já vi alguém comentando: “olha só, Johnny Marr tá fazendo música pro Moz!”. Enfim, sabe-se lá qual o “muso” da canção, mas Johnny vem com mais uma prévia de seu próximo álbum solo, The age of everything, que é It’s time. Uma música que ele diz ser sobre “os idiotas com opiniões duvidosas”.
Depois de Spin e Ophelia, a nova faixa funciona como um chamado à luta contra o cinismo e a corrupção. Marr fala de temas pesados, mas escolhe uma sonoridade que cria um contraste entre a energia da música e a mensagem da letra. “É a minha maneira de cantar sobre alguns problemas do mundo, mas encontrando resistência no idealismo”, explica Marr.
“Eu queria uma letra que combinasse com a exuberância da música, mas que fosse, na verdade, sobre resistir ao cinismo e à corrupção”, diz ele, que falou na letra em mobilização, em abrir os olhos e buscar a verdade. Já o clipe foi gravado durante o maior show solo de sua carreira, realizado no início deste ano no Castlefield Bowl, em Manchester, cidade natal do músico.
The age of everything é o quinto disco solo do músico, e chega em 2 de outubro. Em novembro, ele vem ao Brasil.
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“É uma jornada pela alma da América do Sul”, dizem Hermanos Gutiérrez sobre “Los Andes”

RESUMO: Hermanos Gutiérrez mergulha nas raízes latino-americanas em Los Andes, faixa instrumental que antecipa Los ojos del cóndor, produzido por Dan Auerbach.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Jackie Lee Young / Divulgação
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Os irmãos suíço-equatorianos Hermanos Gutiérrez estão de volta com Los Andes, faixa que dá nome à cordilheira que serve de eixo para o novo álbum da dupla, Los ojos del cóndor, previsto para 25 de setembro pela Easy Eye Sound.
Estevan e Alejandro Gutiérrez unem guitarras que parecem trilha sonora de um filme que ainda não existe. A interação entre guitarra e lap steel é econômica e atmosférica, criando uma música que tem mais a ver com paisagem e sensação do que com grandes acontecimentos. O clipe, dirigido por Robert Schober, segue essa ideia com uma colagem de imagens e técnicas de mídia mista.
“Mais do que uma música, Los Andes é uma jornada pela alma da América do Sul”, dizem os irmãos. “Carregada pelo espírito do condor, ela desliza sobre picos antigos, vales sagrados e horizontes infinitos, onde o silêncio se torna melodia e as montanhas parecem respirar”.
Los ojos del cóndor foi produzido por Dan Auerbach, do The Black Keys, no estúdio Easy Eye Sound, em Nashville. O álbum reúne dez faixas e olha diretamente para as referências latino-americanas da dupla: o Equador de origem da mãe dos irmãos, a herança peruana da família e a geografia dos Andes.
A ideia é ampliar a fórmula instrumental que tornou o Hermanos Gutiérrez conhecido, misturando o som cinematográfico das guitarras com elementos de surf music, faroeste e música latina. Aparecem ainda referências à milonga argentina, à cumbia peruano-colombiana e a sonoridades tradicionais andinas.
Uma novidade importante está no charango, instrumento de cordas típico dos Andes que Alejandro toca em algumas das faixas. O resultado promete deixar o som da dupla um pouco mais próximo do território que inspirou o disco.
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“Anti-system”: Virus Files faz música para quem não quer se encaixar

RESUMO: Anti-system, do Virus Files, mistura punk, rock, hip-hop e industrial em uma faixa sobre inconformismo, liberdade e a recusa em seguir expectativas e padrões.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Anti-system é o novo single do Virus Files, projeto independente do Brooklyn que mistura punk, rock e hip-hop em uma faixa construída em torno de uma ideia bastante direta: não se encaixar.
A música fala da frustração de quem se sente preso às expectativas da sociedade e transforma esse incômodo em uma espécie de trilha sonora da resistência. Em vez de aceitar tendências ou seguir o que já está estabelecido, Virus Files aposta em uma sonoridade agressiva e sem muita preocupação em caber em um gênero específico.
A música fala de rebeldia, liberdade, individualidade e da recusa em ser controlado, com elementos de hip-hop alternativo, punk e música industrial. É uma música sobre não pertencer – e transformar essa sensação em combustível, como se o questionamento principal fosse: o que acontece quando você para de tentar se adaptar?
O Virus Flies, aliás, se define de maneira bem clínica: “O projeto funde punk, rock e hip-hop em música crua e carregada de emoção, sempre guiada por uma autenticidade destemida”. Não que seja novidade o rock e o hip-hop se encontrarem para falar de inconformismo, mas a ideia é não se prender nem a um, nem a outro. E se a música não precisa obedecer a um formato, quem está ouvindo também não precisa.
Você conhece o som do Virus Flies, que tem na discografia vários singles, além de EPs como Wicked and wild (2017) e 777 EP (2025) aí embaixo.
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