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Feralkat une bossa nova e noise music em homenagem a Ryuichi Sakamoto

Música brasileira e música japonesa? Não tem combinação mais tranquila e ao mesmo tempo… mais ruidosa. Afinal japoneses amam bossa nova, amam música eletrônica e há uma cena de sons barulhentos bem conhecida no Japão. cantora, compositora, produtora musical e multi-instrumentista Feralkat – codinome artístico de Natasha Durski – se ligou nisso e acaba de lançar o single Sakamoto bossa noise サカモトボッサノイズ. É o segundo single de seu próximo álbum, Karukasy, previsto para o segundo semestre.
“Eu quis trazer uma reflexão sonora sobre os caminhos que fazem a música brasileira e japonesa se encontrarem e convergirem. No nome da canção já estão os elementos que busquei tomar como base para compor e também como todos eles colidem com o universo sonoro da Feralkat”, conta ela, que assina produção musical, composição, gravação de vozes, sintetizadores, guitarra, beat e theremin, além de participar da mixagem – e fez da música uma dualidade entre tensão e tranquilidade musical. Antes, ela havia lançado o single Tsunami, mais dream pop (e você lê a resenha do álbum Corpo no mundo // Corpo que habito, de 2023, aqui).
Nem precisa falar que a grande referência da faixa é o compositor japonês Ryuichi Sakamoto, além de seu grupo Yellow Magic Orchestra. Estilos como synthpop, city pop e noise rock existem no som dele, e atravessam toda a canção nova de Natasha. O theremim e os synths, na faixa, promovem um encontro que ela compara a uma reunião entre Kodamas, espíritos protetores da natureza presentes no imaginário japonês, e os Encantados das cosmologias indígenas brasileiras.
“Resolvi desenhar o que poderia ser uma possível ‘bossa noise’, relacionando a bossa nova com influências que ela trouxe para gêneros japoneses e também com minha paixão pelo noise rock e pela forte cultura noise do Japão”, comenta ela. Os teclados já abrem dando um clima meio bossa, meio techno, mas a faixa ainda tem muito balanço no baixo, tocado por Fellipe Dantas – além de guitarras que vão do melódico ao ruidoso. Com o tempo, dá pra entender que a ideia de Feralkat é trabalhar a música como se fosse uma passagem do vento, ou das marés – aliás o texto de comunicação avisa que a música é “um portal sensorial”. E é mesmo.
Foto: Maicon Garcia / Divulgação
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L7 resgata demo feita durante hiato da banda, em 2003, e lança “Loma Linda”

RESUMO: O L7 lança Loma Linda, faixa iniciada em 2003, quando a banda oficialmente estava em hiato. Finalizada agora, a música marca a volta de Janis Tanaka para a turnê de despedida.
Texto: Ricardo Schott – Foto: William Howard / Divulgação
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Quem está acostumado / acostumada com o L7 furioso de discos como Bricks are heavy (1992) vai descobrir um lado até mais tranquilo da banda no novo single, Loma Linda – uma música que chega a lembrar o som dos trabalhos solo de John Frusciante (Red Hot Chili Peppers). A faixa saiu nesta segunda (5). um dia antes da banda encarar a turnê de despedida, The Last Hurrah tour, que abre terça (6) em San Diego.
A música tem um pouco a ver com o som do álbum Slap happy (1999), que era o último disco da banda até essa faixa ser gravada. Sim, porque Loma Linda é uma faixa iniciada em 2003, com Janis Tanaka no baixo – a musicista havia entrado no lugar da saudosa Jennifer Finch, que ficou afastada da banda de 1999 a 2001. Apesar de Slap happy ser um disco bem pesado e bem punk, é também o álbum de músicas meio “psicodélicas” como Lackey, e de canções mais “de boa”, musicalmente falando, como Livin’ large.
Janis, por sinal, voltou para a banda para fazer a última tour, novamente no lugar de Jennifer, morta em 18 de julho, vítima de câncer no cérebro, aos 59 anos. Jennifer tinha dado sua bênção para que a banda continuasse sem ela e fizesse a turnê de despedida. “Este novo single marca o retorno de Janis Tanaka ao L7 como baixista, após a tristeza da saída de Jennifer Finch há alguns meses”, disse Donita Sparks em um comunicado.
“Eu estava vasculhando os arquivos da banda e encontrei essa faixa inacabada da época em que Janis fazia parte do grupo. Ela ainda soava bem atual e com a cara do L7, então gravamos novos vocais, novas letras e algumas outras faixas adicionais, e finalizamos tudo em poucos dias, antes da próxima turnê”, disse.
Um lance que ainda tá bem mal explicado é que, tendo sido uma música gravada em 2003, Loma Linda simplesmente… foi gravada quando o L7 não era nem mais uma banda, já que o grupo, descontente com a pouca atenção que vinha recebendo, havia entrado em hiato por tempo indeterminado em 2001.
A The Last Hurrah tour começa com duas noites no Casbah, em San Diego, antes de seguir para Phoenix, Austin, Nova York, Toronto, Chicago, Denver, Seattle e outras cidades. A etapa norte-americana termina em 14 de novembro no The Wiltern, em Los Angeles.
A história de Jennifer também continuará em formato impresso, com o lançamento póstumo de seu livro de memórias, Shooting up and making out: A Memoir of my life in LA and L7, previsto para janeiro.
Ouça Loma Linda abaixo.
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Agenda RJ: Semana do Rock ocupa a Villa-Lobos com música e conversas

A Escola de Música Villa-Lobos, no Rio, entra no clima das guitarras a partir de amanhã, com a Semana do Rock 2026. De terça (6) a sexta (9), a escola recebe uma programação gratuita com shows, workshops, palestras e rodas de conversa — e bastante gente que conhece essa história por dentro. A entrada é gratuita.
A lista de convidados junta jornalistas, escritores, produtores e músicos de várias gerações. Estão por lá Guto Goffi (Barão Vermelho), Tico Santa Cruz (Detonautas), George Israel e Constança Scofield (estúdio Toca do Bandido), além de Selma Boiron, primeira voz feminina ouvida na Fluminense FM, rádio que teve papel fundamental na explosão do rock brasileiro nos anos 1980.
E eu, Ricardo Schott, editor do POP FANTASMA, também vou estar nessa. Na quarta (7), das 14h às 16h, participo de um papo sobre o rock nos dias de hoje, ao lado da banda Drenna e do produtor musical Bernardo Palmeira. A mediação fica por conta do jornalista Lucas Vieira, da Veja Rio.
Mas a Semana do Rock não vai viver só de lembranças. Os encontros passam pela cena independente, formação de bandas, composição, criação de hits, produção musical e pelos caminhos possíveis para quem pretende trabalhar com música hoje, no Brasil ou fora dele.
Claro que a Legião Urbana também aparece na conversa. Na terça (6), das 14h às 16h, Chris Fuscaldo, autora de Discobiografia Legionária (e criadora da Garota FM, editora especializada em livros sobre música), o músico Fred Nascimento, que tocou com a Legião, e o produtor Mayrton Bahia conversam sobre os 30 anos sem Renato Russo.
Logo depois, das 16h às 18h, Mayrton volta à programação para falar sobre Legião Urbana Dois (1986) ao lado do cantor Alberto Kury e do jornalista Bernardo Araújo. E Kury fecha o primeiro dia, das 18h30 às 19h, cantando músicas da Legião Urbana.
Mais do que apenas celebrar o rock, a proposta é justamente misturar quem está começando agora com quem já passou por estúdios, palcos, redações e diferentes momentos do mercado musical. Durante quatro dias, a Villa-Lobos vira espaço para essas histórias se cruzarem. E a programação inteira você conhece aí embaixo.
Programação completa
06/10 – TERÇA-FEIRA
11h às 13h – Alex Rocha – Workshop O Baixo no Rock
14h às 16h – Fred Nascimento e Mayrton Bahia – 30 Anos Sem Renato Russo – Roda de conversa. Mediação: Chris Fuscaldo
16h às 18h – Mayrton Bahia e Alberto Kury – Análise do Disco 2 da Legião Urbana – Roda de conversa. Mediação: Bernardo Araújo
18h30 às 19h – Alberto Kury canta Legião Urbana – Apresentação musical
07/10 – QUARTA-FEIRA
11h às 13h – Lucas Sgreccia – Workshop A Guitarra no Blues – Onde Tudo Começou
14h às 16h – Ricardo Schott e Banda Drenna – O Rock Hoje – Roda de conversa com música. Participantes: Drenna Rodrigues, Milton Rock e Bruno Moraes. Mediação: Lucas Vieira
16h às 18h – Tico Santa Cruz, Felipe Rodarte (Toca do Bandido) e Pedro Azevedo (Audio Rebel) – Underground – Perspectivas das Novas Bandas. Mediação: Melvin Ribeiro
18h30 às 19h – Kim Carvalho e banda – Rocks Clássicos Nacionais e Internacionais
08/10 – QUINTA-FEIRA
11h às 13h – Abraão Santana – Workshop Panoramas da Improvisação.
14h às 16h – Maria Juçá e Lencinho – Circo Voador: A História e a Cena Mediação: Natália Boere.
16h às 18h – George Israel, Felipe Rodarte e Constança Scofield – Como Nasce um Hit Mediação: Gabriel Gutierrez.
18h30 às 19h – Fred Chico e banda – Canta Beatles.
09/10 – SEXTA-FEIRA
11h às 13h – Thiago Marujo, ex-aluno da Escola – Explorando a Carreira Internacional em Terra e Alto-Mar – Bate-papo interativo e musical.
14h às 16h – Guto Goffi, baterista do Barão Vermelho, com participação do Mestre Riko – Bateria: Puro Êxtase.
16h às 18h – Selma Boiron, locutora da Rádio Fluminense FM, e Tetê Mattos, diretora do documentário A Maldita: Bastidores da Fluminense FM – Roda de conversa. Mediação: Natália Boere.
18h30 às 21h – ENCERRAMENTO NA RUA Rua Ramalho Ortigão, em frente à Escola de Música Villa-Lobos. Fred Chico e banda – Rocks clássicos Banda Villa Metal, com participação da Fina Batucada – Rocks clássicos.
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Mogwai celebra 30 anos com coletânea e música inédita com Iggy Pop

RESUMO: O Mogwai comemora três décadas com Happy tears, coletânea de sucessos, raridades e inéditas. A primeira novidade é Underground, parceria sombria com Iggy Pop.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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O Mogwai está completando três décadas de carreira e resolveu comemorar olhando para trás, mas trazendo algumas coisas novas no pacote. A banda escocesa lança em 8 de janeiro, pelo selo próprio Rock Action Records, a coletânea Happy tears, que mistura faixas conhecidas, raridades e gravações inéditas. Uma delas já saiu: Underground, parceria com Iggy Pop.
E não é simplesmente um Mogwai instrumental com Iggy chegando para colocar a voz. O ex-Stooges escreveu a letra da faixa e gravou os vocais, num encontro bastante adequado entre o lado mais sombrio da banda e a interpretação do cantor.
“Sempre gostei do Mogwai. A abertura da faixa me lembrou da esmagadora solidão moderna. O vocal, arranjado por Matt Sweeney, pareceu feito para alguém que está puto da vida e não se importa em dizer isso”, contou Iggy em nota divulgada à imprensa, segundo a Consequence.
O encontro tem ainda um componente afetivo para Stuart Braithwaite. O guitarrista já havia falado da importância de Iggy Pop e dos Stooges em sua formação musical nas memórias que publicou em 2022.
Happy tears vai percorrer diferentes fases dos 30 anos do Mogwai e terá formatos diferentes. A edição expandida, em quatro LPs, acrescenta 13 faixas à seleção principal, seis delas inéditas.
Entre as raridades recuperadas está também uma nova versão de New paths to helicon 1, gravada com a Budapest Art Orchestra. A orquestração ficou a cargo de Adam Wiltzie, músico do A Winged Victory for the Sullen e do Stars of the Lid.
O lançamento será acompanhado ainda por Happy tears: The story of Mogwai, documentário em áudio no qual os próprios integrantes contam a história da banda. Underground, por sua vez, já ganhou clipe e está disponível nas plataformas digitais.
E abaixo você confere Underground, a capa da coletânea e a lista de faixas.
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LISTA DE FAIXAS:
01. Yes! I am a long way from home
02. I’m Jim Morrison I’m dead
03. Hunted by a freak
04. Take me somewhere nice
05. Boltfor
06. CODY
07. Brand new paths to helicon 1
08. How to be a werewolf
09. Auto rock
10. Remurdered
11. Ritchie Sacramento
12. Lion Rumpus
13. Underground (feat. Iggy Pop)
4xLP & 2xCD Additional Tracks:
01. Angels vs aliens
02. Die 1 dislike!
03. Ether (with The KNDS Fairey Band – Live)
04. The sun smells too loud (Holden remix)
05. If not destroyed: True
06. Full blast Michael
07. Hingmy malmsteen
08. Dracula family
09. Harry patter
10. Ritchie Sacramento (Other Two remix)
11. Nick Drake
12. Owl mince
13. Mogwai fear satan (Live)








































