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Dani Bessa transforma memórias em indie pop no novo single “Monocromática”

Dani Bessa já tinha surgido aqui no Pop Fantasma com seu álbum Hiperdrama, de 2024 – e dessa vez ele retorna anunciando um EP previsto para o segundo semestre de 2026 (ou seja, tá pra sair). O disco novo do cantor e compositor da Zona Norte do Rio de Janeiro é aberto com Monocromática, single que marca o início de uma nova fase na sua música. É um indie pop que fala da vontade de esquecer uma pessoa ou relação passada, que Dani diz ser de uma cor só (monocromática, enfim).
Para a nova música, ele convidou Paula Cardeal para fazer vocais de apoio, e Leandro Bessa para providenciar produção, mixagem e masterização. Dani conta que Monocromática tem referências como de Mac DeMarco, Wallows e Bandalos Chinos, além de “atmosfera etérea e guitarras molhadas” nas quais ele quis colocar lembranças da infância. O EP que tá pra sair se chama Manual do tempo, tem cinco faixas, e vem de experiências pessoais.
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“A ideia do novo trabalho é fruto de tentativas frustradas de desafiar o tempo que as coisas levam para acontecer. Por não respeitar o curso natural de alguns acontecimentos em sua vida (ainda não era tempo de acontecer), ele registra as frustrações em seu Manual do tempo, um sketchbook físico que ganha vida para além do papel na forma das 5 músicas que compõem seu EP”, diz o comunicado de lançamento.
Já o clipe da faixa, com fotografia e vídeo de Rian Costa, também é pura recordação, já que há várias referências à gravação em VHS. Você confere o som novo de Dani Bessa aí embaixo.
Foto: Rian Costa / Divulgação
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Neil Young resgata uma de suas primeiras músicas para seu próximo disco

RESUMO: Neil Young resgata Casting me away from you, composta nos anos 1960, e grava a música com o Chrome Hearts para seu próximo álbum, Second song.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução
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Neil Young está desenterrando uma música que ficou esperando por mais de seis décadas para aparecer em um disco de estúdio seu. É Casting me away from you, uma de suas primeiras canções, composta pelo músico ainda nos anos 1960, que ganhou uma nova gravação com o The Chrome Hearts e estará no próximo álbum dele com a banda, Second song, que chega em 18 de setembro pela Reprise Records.
A história é curiosa: quando começou a preparar o disco, Young percebeu que tinha apenas cinco músicas novas e precisava de mais material. Foi então que resolveu vasculhar seus arquivos e encontrou algumas composições de sua primeira fase, escritas quando ainda tocava com sua primeira banda, no começo dos anos 1960.
Na época, ele contou: “Estávamos sem músicas. Precisávamos de mais. Na manhã seguinte, uma música me veio à cabeça e eu a estava tocando. Consultei os arquivos e descobri que era de 1963, inédita”, disse. E havia mais material. “Encontrei outras três junto com ela… também inéditas! Três músicas de 60 anos e cinco totalmente novas!”, afirmou.
Agora, Young apresentou (por enquanto apenas em seu site) a versão de Casting me away from you que gravou com os Chrome Hearts. A música é uma das três composições antigas recuperadas para Second Song.
“CASTING ME AWAY FROM YOU é uma das minhas primeiras músicas. Acho que a escrevi em 64 ou 65. Quando gravamos Second Song, no início deste ano, fiquei sem músicas rapidamente. Eu só tinha as 5 novas, as mais longas, e precisava de mais, então comecei a explorar e surgiu Casting me away – lá do fundo do meu passado.”
Young também encontrou uma gravação antiga da música feita com seu colega de escola Comrie Smith. “Existe uma gravação antiga com meu colega de escola Comrie Smith, em algum lugar nos ARQUIVOS daquela época. Eu a gravei para o álbum Second Song com o Chrome Hearts no dia seguinte.”
A nova versão vem acompanhada de um vídeo recuperado dos arquivos do músico, registrado no Rancho Broken Arrow no início dos anos 1970. Young aparece dirigindo pelo local enquanto Carrie Snodgress, mãe de Zeke Young, cavalga com o cachorro Timer.
“Confiram esse vídeo! A mãe do Zeke, Carrie Snodgress, está cavalgando com o Timer, nosso cachorro, que está comigo enquanto atravessamos o belo rancho por uma estrada nova. Um abraço para vocês.”
Como falamos, por enquanto tá tudo apenas no site do cantor, tanto vídeo quanto áudio. A música já havia aparecido em outra versão na caixa Neil Young Archives Vol. I (1963–1972), lançada em 2009.
Para Second song, portanto, Young está fazendo algo além de simplesmente recuperar material antigo: está colocando músicas de quando tinha pouco mais de 20 anos ao lado de composições feitas agora. É uma conversa entre o Neil Young de 1964 e o de 2026 — com os Chrome Hearts no meio.
Tem mais sobre Second song aqui. Você ouve a versão de 2009 aí embaixo.
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Oasis no Glastonbury 2027? “Não vai acontecer”, esbraveja Liam Gallagher

RESUMO: Liam Gallagher descarta Oasis no Glastonbury 2027, mas rumores sobre novos shows continuam, especialmente após a liberação de Knebworth para grandes eventos.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução
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Se você esperava o Oasis como headliner do festival de Glastonbury em junho de 2027, pode sentar e continuar esperando. Apesar das especulações, o cantor Liam Gallagher descartou que a banda vá ocupar a posição no retorno do evento no ano que vem.
O desmentido rolou numa resposta a uma página de fãs do Oasis no Xwitter. A tal página tinha compartilhado a informação de que os gigantes do Britpop eram os favoritos de uma casa de apostas (sim, turnês de retorno e presença em festivais são temas BEM queridos das bets lá fora).
“Não vai acontecer, então todos vocês, seus idiotas de Crocs e bandeiras na mão, podem se acalmar”, escreveu o cantor. Um fã perguntou com o que Liam tinha sonhado na noite anterior, e ele aproveitou pra descer aos uma vez no remo no festival. “Sonhei que estávamos tocando em Glastonbury e a brigada dos crocodilos invadiu o palco e começou a me chicotear até a morte com suas bandeiras. Demorei uma eternidade para me recuperar, amigo”, escreveu (via Far Out).
Em se tratando de Liam, vai saber o que é verdade e o que é pura implicância. No começo de agosto, a suspeita de que o Oasis iria se apresentar ficou mais forte, porque Emily Eavis, filha do fundador do festival, Michael Eavis, descartou que Madonna iria se apresentar, mas disse que “temos três outros artistas principais e estamos muito animados com isso. Tudo está se encaixando muito bem”, afirmou.
Embora o Oasis possa não voltar ao Glastonbury em 2027, a banda já tem outro possível grande palco no horizonte. No início de agosto, a SJM Concerts, responsável pela turnê de reunião do grupo em 2025, recebeu uma licença para promover shows no Knebworth House.
Segundo a BBC, o Conselho de North Hertfordshire autorizou a realização de eventos no local a partir de 1º de agosto, sem prazo definido para o fim da licença. O novo acordo permite shows para até 125 mil pessoas, com música ao vivo até as 3h da manhã.
Isso, por si só, não significa que o Oasis esteja planejando voltar a Knebworth – mas é difícil ignorar a coincidência, até porque foi ali que a banda realizou dois dos shows mais emblemáticos de sua carreira, em agosto de 1996, diante de cerca de 250 mil pessoas no total. Há rumores de mais shows da banda, e Liam Gallagher disse que a tour de 2025 não seria uma despedida. “É mais tipo: quem diabos quer uma turnê?”, disse.
Outro nome que já tratou de afastar os rumores foi Brian May. O guitarrista do Queen disse ao Daily Mail que não pretende tocar no festival em 2027 por discordar das posições dos organizadores sobre a caça a texugos no Reino Unido.
“Não irei ao Glastonbury no próximo ano devido à política das pessoas que o organizam. A menos que isso mude, não irei”, afirmou. “Eles gostam de matar texugos e acham que é por esporte, e isso é algo que não posso apoiar, porque estamos tentando salvar esses texugos há anos, e eles continuam sendo mortos, por isso estamos perdendo oportunidades”.
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Wet Leg transforma clássico dos Cardigans em jingle de telefônica (e em punk acelerado)

RESUMO: Wet Leg transforma My favourite game, clássico dos Cardigans, em uma versão punk e acelerada para campanha da Deutsche Telekom sobre excesso de estímulos digitais.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Deutsche Telekom
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Rhian Teasdale, cantora da banda britânica Wet Leg, é o rosto de uma campanha da telefônica Deutsche Telekom sobre o excesso de estímulos digitais. E justamente por causa desse comercial, a banda acabou arrumando um jeito diferente de ressuscitar um clássico dos anos 90, já que a trilha do reclame é uma releitura de My favourite game, hit de 1998 da banda The Cardigans.
A gravação ainda não foi lançada oficialmente na íntegra. Por enquanto, dá para ouvir apenas um trecho de um minutinho no filme publicitário Not a passenger, no qual Rhian aparece ao volante enquanto enfrenta uma espécie de enxurrada de estímulos digitais. Influenciadores, gurus de autoajuda e personagens ligados à inteligência artificial aparecem pelo caminho, enquanto placas exibem frases típicas das redes sociais.
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A solução da cantora é simples: acelerar e deixar tudo para trás. Aí surge a versão acelerada e em clima punk do Wet Leg para My favourite game, transformando o hit do The Cardigans em trilha sonora para uma pequena fuga da internet. Rhian diz que a campanha é bastante conectada à sua própria experiência.
“Eu amo estar em uma banda e amo fazer música, mas estamos em 2026, o que significa que também administro algumas redes sociais. E com isso vem um fluxo constante de opiniões sobre mim, meus amigos e a música que fazemos”, diz.
“Sejam essas opiniões super doces e encorajadoras ou assustadoras e carregadas de misoginia, é importante para mim conseguir ignorá-las e me manter na minha própria frequência. Por isso, a mensagem de Not a passenger me tocou profundamente. Constantemente, estranhos online nos dizem quem devemos ser. A vida é curta demais para não estarmos no comando”, completa.
O plot da campanha é: “Acontece que todo mundo quer um lugar no seu carro. E o mais estranho? Todo mundo acha que deveria estar dirigindo. Em algum momento, fica difícil saber quem está realmente no comando. O algoritmo não para de falar. Os comentários não param de chegar. Em meio a todo esse barulho, é fácil perder de vista a sua própria direção. Mas e se você se isolasse do barulho por tempo suficiente para ouvir o seu próprio sinal? Só tem um jeito de descobrir. Agora, silencie os passageiros do banco de trás. Confie nos seus instintos. Assuma o volante”.
O Wet Leg vai tocar My favourite game ao vivo em um evento da Telekom Electronic Beats feito para a campanha – vai rolar em Berlim, nesta quarta-feira (26), com Lava La Rue e Wolfram abrindo para o grupo. Resta saber quando – ou se – essa versão chegará oficialmente às plataformas. Por enquanto, o comercial é o único lugar onde ela pode ser ouvida.
Olha ela aí.
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Ficou com saudade do hit dos Cardigans? Não seja por isso (detalhe que o vídeo do comercial é bastante ligado ao clipe da faixa, com uma “introdução” de rádio e Nina Persson, a cantora, ao volante de um automóvel sem capota).







































