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B-52’s desenterra a versão perdida do EP “Mesopotamia” em caixa de luxo

Todo mundo conhece aquelas histórias de discos que “quase” existiram. Poucos, porém, ganham uma segunda chance quarenta e poucos anos depois. O B-52’s resolveu desenterrar justamente um desses casos: Mesopotamia, o EP de 1982 produzido por David Byrne, vai finalmente aparecer do jeito que, ao menos em teoria, sempre deveria ter saído.
A caixa Ancient culture: Mesopotamia revisited chega em 21 de agosto em formatos de 3 LPs, 3 CDs e streaming. A principal novidade é que o primeiro disco transforma Mesopotamia em algo muito mais próximo do terceiro álbum que ele deveria ter sido. As seis faixas originais foram remasterizadas e ganham companhia de músicas gravadas na época para o disco original. Na prática, é a versão “director’s cut” de um disco que passou quatro décadas preso na sala de edição.
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Os outros discos entram no modo arqueologia pop. Um reúne remixes do material expandido, enquanto o terceiro resgata um show da banda no Roseland Ballroom, em Nova York, gravado em 19 de abril de 1982.
A novela de Mesopotamia é quase tão famosa quanto as músicas (contamos essa história certa vez e temos um podcast sobre a banda). Depois dos dois primeiros álbuns, o B-52’s atravessava um bloqueio criativo, e o empresário Gary Kurfirst – que também cuidava de Ramones, Blondie e Talking Heads – teve a brilhante ideia de colocar David Byrne, dos TH, na produção. Daí nasceu uma das lendas mais persistentes da new wave: a de que a banda odiou trabalhar com Byrne e, por isso, um LP virou um EP.
Só que o próprio B-52’s sempre contou outra história. Segundo eles, o problema nunca foi Byrne, mas a correria imposta por Kurfirst e pelas gravadoras Warner (nos EUA) e Island (no Reino Unido). A Island chegou até a lançar uma versão com remixes mais longos de três faixas antes de voltar atrás e recolher tudo das lojas. E, olha que interessante, a caixa recupera esses três remixes cagados (só que rebatizados como “international mixes”) no disco 2 do pacote.
O material original de Mesopotamia vai ser acrescido das músicas Adios desconocida, Big bird e Queen of Las Vegas, gravadas para o disco original – essas duas reapareceriam regravadas no álbum Whammy! (1983), a primeira só existia em demo (sendo que a versão de Queen que sairia em Mesopotamia saiu numa coletânea do grupo). Na lista original de faixas de Mesopotamia tinha também outra música que ficaria guardada e vazaria para Whammy!, que era Butterbean – mas a banda a deixou de fora da caixa.
E aí embaixo você acha toda a lista de faixas do pacote.
Lista de faixas:
Disco 1: Mesopotamia (Versão Completa)
01. Mesopotamia
02. Deep sleep
03. Adios desconocida *
04. Queen of Las Vegas
05. Nip tt in the bud
06. Loveland
07. Cake
08. Throw that beat in the garbage can
09. Big bird *
Disco 2: Remixes
01. Loveland (International mix)
02. Cake (International mix)
03. Throw that beat in the garbage can (International mix)
04. Loveland (Remix de Tom Durack)
05. Deep sleep (Remix de Tom Durack)
06. Mesopotamia (Remix de Tom Durack)
07. Cake (Remix de Tom Durack)
08. Throw that beat in the garbage can (Remix de Tom Durack)
09. Nip it in the bud (Remix de Tom Durack)
Disco 3: Meso-America: Ao vivo no Roseland Ballroom, Nova York, NY, 19 de abril de 1982
01. Party out of bounds *
02. Give me back my man *
03. Big bird *
04. Cake *
05. Lava *
06. Loveland *
07. Mesopotamia
08. Planet claire *
09. 606-0842 *
10. Throw that beat in the garbage can *
11. Dance this mess around *
12. 52 girls *
13. Nip it in the bud *
14. Rock lobster *
15. Private idaho *
* inédito
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Pequeno Cidadão comemora 18 anos com turnê pelos Sescs do Rio

Você piscou o olho e o Pequeno Cidadão completou 18 anos. Uma banda infantil formada por nomes consagrados do rock brasileiro – Edgard Scandurra (Ira!), Taciana Barros (Gang 90 & Absurdettes) e o produtor musical Antonio Pinto, além de seus filhos – e que ainda agrega vários outros músicos, com direito a formações especiais. Como a que vai fazer uma mini-turnê pelos Sescs cariocas a partir deste sábado (11), no projeto SESC RJ Pulsar.
A turma que vai para o Rio inclui Taciana, Lúcio Maia (ex-Nação Zumbi, guitarra) e Luzia Barros no som, além de Wallace Kyoskys nas performances circenses – a ideia continua a mesma, que é celebrar a infância e oferecer um show musical e visual, com “rock educativo para crianças bagunceiras e adultos animados”. O nome do show que vem pro Rio é Vem dançar e no repertório estão sucessos como Meu anjinho, Avô avó e O sol e a lua – esse, o maior hit do grupo, com mais de cem milhões de views no YouTube.
“Eu não vejo diferença quando falo de música para criança, porque gosto de som bom, e, se o tema tratar do universo infantil, bacana, a criança vai se ligar, sabe? Tem muito lixo sendo vendido para criança, mas tem muita coisa de qualidade”, disse recentemente Taciana em entrevista ao site Scream & Yell, afirmando que a música feita para crianças não precisa ser “simples” em comparação com a dos adultos. “Criança ouve de tudo, inclusive música para criança. Toda criança ama Michael Jackson, por exemplo”.
O público do Pequeno Cidadão, afirma ela, se renova – mas as crianças que ouviam o som do grupo há mais de uma década ainda fazem parte desse público. “Essa é a magia de fazer som pra criança. Elas surgem todo ano pequenininhas, novas crianças vêm curtir seu primeiro show todo ano que passa e, paralelamente, as que vão crescendo muitas vezes seguem ouvindo”, disse. “O sol e a lua é uma música que, no nosso YouTube, atinge mais de um milhão de views todo mês e percebo, pelos comentários, que muitos vão lá ouvir pela saudade, pelo tanto que a música marcou uma época deles e, pra alguns, ainda marca”.
SERVIÇO
PEQUENO CIDADÃO | Circulação Sesc RJ Pulsar
(atenção para os horários diferentes de cada unidade)
11 de julho (sábado), às 11h
Centro Cultural Sesc Quitandinha
Av. Joaquim Rolla, 2 – Quitandinha – Petrópolis (RJ)
Venda presencial e online aqui.
12 de julho (domingo), às 16h
Sesc Teresópolis
Av. Delfim Moreira, 749 – Várzea – Teresópolis (RJ)
Venda apenas presenciais
18 de julho (sábado), às 11h
Sesc São Gonçalo
Av. Presidente Kennedy, 755, Estrela do Norte, São Gonçalo (RJ)
Venda apenas presenciais
19 de julho (domingo), às 11h
Sesc Nova Iguaçu
Rua Dom Adriano Hipólito, 10, Moquetá, Nova Iguaçu (RJ)
Venda apenas presenciais
26 de julho (domingo), às 16h
Sesc Nova Friburgo
Av. Presidente Costa e Silva, 231, Duas Pedras, Nova Friburgo (RJ)
Venda apenas presenciais
INGRESSOS
Inteira: R$ 15,00
Meia-entrada: R$ 7,50
Credencial Sesc Plena: R$ 10,50
Credencial Convênio Empresarial: R$ 11,50
Convênio Empresário: R$ 11,50
Programa de Comprometimento e Gratuidade (PCG): gratuito
Menores de 16 anos: gratuito
Foto: Pedro Gadia / Divulgação
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Dani Bessa transforma memórias em indie pop no novo single “Monocromática”

Dani Bessa já tinha surgido aqui no Pop Fantasma com seu álbum Hiperdrama, de 2024 – e dessa vez ele retorna anunciando um EP previsto para o segundo semestre de 2026 (ou seja, tá pra sair). O disco novo do cantor e compositor da Zona Norte do Rio de Janeiro é aberto com Monocromática, single que marca o início de uma nova fase na sua música. É um indie pop que fala da vontade de esquecer uma pessoa ou relação passada, que Dani diz ser de uma cor só (monocromática, enfim).
Para a nova música, ele convidou Paula Cardeal para fazer vocais de apoio, e Leandro Bessa para providenciar produção, mixagem e masterização. Dani conta que Monocromática tem referências como de Mac DeMarco, Wallows e Bandalos Chinos, além de “atmosfera etérea e guitarras molhadas” nas quais ele quis colocar lembranças da infância. O EP que tá pra sair se chama Manual do tempo, tem cinco faixas, e vem de experiências pessoais.
- Feralkat une bossa nova e noise music em homenagem a Ryuichi Sakamoto
“A ideia do novo trabalho é fruto de tentativas frustradas de desafiar o tempo que as coisas levam para acontecer. Por não respeitar o curso natural de alguns acontecimentos em sua vida (ainda não era tempo de acontecer), ele registra as frustrações em seu Manual do tempo, um sketchbook físico que ganha vida para além do papel na forma das 5 músicas que compõem seu EP”, diz o comunicado de lançamento.
Já o clipe da faixa, com fotografia e vídeo de Rian Costa, também é pura recordação, já que há várias referências à gravação em VHS. Você confere o som novo de Dani Bessa aí embaixo.
Foto: Rian Costa / Divulgação
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Anthony Hopkins tira da gaveta 60 anos de composições e prepara álbum clássico

Se a única coisa que você sabia sobre Anthony Hopkins era que ele interpretou Hannibal Lecter (em O silêncio dos inocentes) e ganhou dois Oscars, aí vai mais uma: o homem também passou décadas compondo música clássica em silêncio. Agora, aos 88 anos, resolveu finalmente mostrar esse lado ao mundo.
Hopkins acaba de lançar Bracken road, primeiro single de Life is a dream, álbum que sai em 21 de agosto pela Decca Classics. É o primeiro trabalho do ator com uma gravadora como compositor e reúne peças escritas ao longo de mais de 60 anos. Algumas delas compostas muito antes de ele virar um dos atores mais respeitados de Hollywood.
“A música foi meu primeiro desejo, minha primeira aspiração”, disse Hopkins em um comunicado. “Tenho composto música durante toda a minha vida. Algumas dessas peças me acompanham há décadas e ainda hoje me pego voltando a elas”.
A história da faixa de estreia é particularmente boa: Hopkins escreveu Bracken road em 1963, quando era um jovem ator da companhia Liverpool Playhouse. Antes dos ensaios, costumava sentar ao piano e improvisar. Uma dessas improvisações acabou virando a música.
O disco vai passear por diferentes momentos da vida do ator. Há homenagens ao sul do País de Gales, onde ele cresceu (caso de My fatherland), lembranças da infância, referências a pessoas próximas e até peças inspiradas pelo cinema que alimentou sua imaginação quando era menino.
Se alguém ainda duvidava da ambição do projeto, basta olhar os créditos: Life is a dream foi gravado pela Philharmonia Orchestra sob regência de Gustavo Dudamel. Não é exatamente um hobby de celebridade.
“Foi um verdadeiro privilégio colaborar com a ilustre Orquestra Philharmonia e com os solistas virtuosos, o violoncelista Gregorio Nieto e o pianista clássico Sergio Tiempo”, disse Hopkins. “Minha mais profunda gratidão e respeito vão para o maestro Gustavo Dudamel, cuja arte é parte integrante dessa jornada musical. Com a precisão graciosa de sua batuta, ele transformou cada nota com um significado profundo e indelével, criando uma paisagem pictórica que convida o ouvinte a sentir e imaginar algo singularmente pessoal”.
No fim das contas, Hopkins parece ter passado a vida inteira escondendo um álbum de música clássica na gaveta. E, considerando que ele começou a tocar piano aos quatro anos e compunha para peças de teatro ainda adolescente, talvez esse disco estivesse sendo preparado desde antes de Hannibal aprender a gostar de favas e um bom Chianti.







































