Cultura Pop
Blondie e o disco que quase se chamou “Coca-Cola”

Você considera certos discos como “malucos”, “anticomerciais” ou “doidos” demais porque nunca ouviu Autoamerican, quinto disco do Blondie, lançado em 1980. “Nós lançamos um álbum excêntrico, com todo tipo de doideira para abrir um pouco a cabeça de todo mundo, e metade dos críticos teve um troço”, contou o guitarrista Chris Stein em declaração reproduzida na biografia Blondie – Vidas paralelas, de Dick Porter e Kris Needs.
A gravadora da banda (Chrysalis), quando ouviu, subiu pelas paredes. O selo esperava tudo, menos um disco que em vez da new wave à qual os fãs da banda estavam acostumados, tinha psicodelia, jazz, hip hop antes do estilo entrar nas paradas e um pouco de disco music.
O grupo já havia abarcado uma série de estilos com Eat to the beat (1979), mas aquilo era estranho demais para o script de Debbie Harry e seus amigos. Pior que, ao contrário do que acontece com os “discos esquisitos” de alguns artistas, boa parte da crítica não gostou nem um pouco do álbum. No New Musical Express, Cynthia Rose classificou o disco como “uma refeição congelada meio crua, cheia de conservantes nada saudáveis e adoçantes artificiais’.
Rapture, o segundo single (The tide is high, o primeiro, era releitura de um reggae das antigas) foi tido por muita gente séria como o primeiro vislumbre do hip hop nas paradas. Era uma faixa autoral, de Debbie e Chris, que unia disco, funk e hip hop e durava mais de seis minutos. Acabou se tornando a primeira faixa de hip hop (ok, ainda que feita por uma banda de rock branca) a invadir a MTV, em 1981. O clipe teve participações como as do dançarino William Barnes e do grafiteiro e historiador do hip hop Fab Five Freddie. A música chegou a ficar no topo das paradas, apesar de a Chrysalis ter dito que “não ouviu single nenhum” quando escutou o disco.
Uma novidade na história do Blondie foi que a banda gravou Autoamerican no mesmo estúdio em que os Beach Boys gravaram Pet sounds. O grupo se mudou temporariamente de Nova York para Los Angeles, e invadiu o estúdio United Western. Debbie diz que mesmo com o título sendo Autoamerican, eles não tinham a ideia de fazer um disco exatamente conceitual. Stein chegou a afirmar que havia ali um comecinho de interesse sobre a história da vida americana, a ponto de a última música, a triste balada Follow me, ter lá suas inspirações na história de ninguém menos que John Kennedy. Aliás, o interesse nesse assunto era tanto que a banda quase chamou o disco de Coca-Cola.
Originally, when releasing their 1980 album, Blondie toyed around with the idea of titling it "Coca-cola". Ultimately they landed on "Autoamerican".
Photo by @chrissteinplays pic.twitter.com/SBirDiEbL2
— Debbie Harry/BLONDIE (@BlondieOfficial) December 24, 2020
“Originalmente, o conceito que tínhamos era chamar o disco de Coca-Cola . Porque pensamos que era muito americano. Fomos à Coca-Cola e perguntamos a eles e eles disseram que não. Hoje em dia, alguém pode fazer isso com todas as marcas e besteiras que acontecem. Nesse ponto, eles não estavam prontos para isso”, contou Stein.
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Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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