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Cultura Pop

O mundo maluco de Arthur Brown – descubra!

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O mundo maluco de Arthur Brown - descubra!

“Sem Arthur Brown, não haveria Alice Cooper”, diz o próprio Alice numa aspa liberada hoje pela produção do Rock In Rio – avisando que o roqueiro americano vai dividir o palco com Brown, um de seus maiores ídolos, no Palco Sunset, em 21 de setembro. Enfim, se você fazia troça com a escalação de nomes comuns ao evento, como Frejat e Metallica, pode parar de reclamar: ganhou um puta show de rock para contar para os netos.

O mundo maluco de Arthur Brown - descubra!

Caso você nunca tenha ouvido falar de Arthur Brown, lá vai: numa época em que as forças do sonho hippie pareciam se esgotar e muitos artistas procuravam uma saída estratégica para outro lado (esse caminho, vale citar, gerou o punk e o heavy metal), Brown era um dos papas do rock feito para chocar. Costumava se apresentar maquiado (adiantando em vários anos as corpse paints do black metal) e usava um capacete de metal que soltava fogo, deixando sua cabeça “em chamas”, muitos anos antes dos Red Hot Chili Peppers fazerem o mesmo. E assustava meio mundo com hits como “Fire” e “I put a spell on you” (de Screamin Jay Hawkins), e com o disco “The crazy world of Arthur Brown”, lançado em 1968 pela Track Records por apoio e influência de seu produtor associado – ninguém menos que Pete Townshend, do Who.

Assim como aconteceria depois com Alice Cooper, Arthur Brown em 1968 não era um artista solo – sua banda se chamava The Crazy World Of Arthur Brown e era assim que ele se apresentava. Para completar o circo, Brown sempre foi um performer extremamente teatral, além de um cantor com uma baita voz de barítono. Além de cantar bem e alto, não economizava nos gritos. E unia em seu som influências de rock de garagem sessentista, soul (chegou a gravar “I’ve got money”, de James Brown, em seu LP de estreia) e psicodelia. Seu show, contou ele nessa entrevista aqui, sofreu enorme influência dos documentários que assistia sobre tribos africanas e danças ritualísticas. Brown é tão fascinado pelo assunto que em 1979, bem longe dos tempos de fama, chegou a morar por seis meses no Burundi, até hoje um dos países mais pobres da África. Lá, virou diretor da orquestra local

Olha só o cara em 1968, na tradicional parada de sucessos inglesa “Top of the pops”, lançando o hit “Fire”. Hoje, beleza, isso pode parecer inofensivo. Agora, imagina, naquela época, um sujeito com cara de maluco, maquiado, se apresentando como “o Rei do Fogo do Inferno, que traz para vocês ‘Fire'”?

Atenção para o visual dos integrantes da banda de Arthur. O batera fantasiado de “Dona Morte” é Drachen Theaker, que ironicamente tinha uma certa paranoia de morrer – tanto que tinha medo de avião, dava trabalho nas turnês e acabou deixando o grupo. Cedeu lugar a ninguém menos que Carl Palmer, que depois formaria o Emerson, Lake & Palmer. Antes do ELP existir, Palmer e o tecladista de Brown, Vincent Crane, atenderam aos chamados do hard rock e do rock progressivo e montaram o bom grupo Atomic Rooster. Foi por causa disso que o Crazy World acabou.

Por acaso uma das melhores músicas do Atomic Rooster é “Death walks behind you”.

Quem também tocou bateria uns tempos com Brown (são dele as baterias de “I put a spell on you” e “Child of my kingdom”, ambas do disco de 1968) foi John Marshall, que depois tocaria em grupos jazz-progressivos como Nucleus e Soft Machine (com estes, estabeleceu uma parceria que dura até hoje, em projetos como Soft Machine Legacy). Também tocou com vários jazzistas. Vale dizer que, por causa dessa ligação com supermúsicos desses estilos, Arthur é considerado tanto pai de Alice Cooper e Marilyn Manson, quanto do heavy metal e do rock progressivo.

Olha o Nucleus aí.

E voltando a Arthur Brown, claro que você deve estar pensando: em que encrencas esse cara se meteu durante sua carreira? Bom, acidentes com fogo sempre foram padrão. Ele se queimou no couro cabeludo várias vezes (uma até recentemente, em 2007, alegando que havia “pouco fluido de isqueiro no capacete”). E chocou várias plateias. Em julho de 1970, foi preso e confinado à solitária por quatro dias na Itália. O motivo: deixou horrorizada a plateia do Palermo Pop 70 (festival de rock que muita gente considera uma espécie de Woodstock italiano) ao pôr fogo em seu capacete e tirar a roupa no palco. Foi deportado e considerado persona non grata.

O mundo maluco de Arthur Brown - descubra!

Sem o Crazy World, Arthur Brown montou outro grupo, o ambicioso Kingdom Come (nada a ver com aquela banda de metal dos anos 1980) que pendia para o som pesado e para o progressivo, e pretendia oferecer espetáculos multimídia para o fã. Foi lançado em 1971 com certo barulho no festival de Glastonbury, gravou três discos mas não teve muito sucesso. Em 2007 Brown liberou para o YouTube imagens raras do festival, com a banda tocando “(Eternal) Internal messenger”. Olha aí.

Em 1975, Brown fez o papel de um padre maluco na sequência do “culto a Marilyn Monroe” do filme “Tommy”, de Ken Russell, baseado na ópera-rock do The Who. Olha ele aí, ao lado do Who e de Eric Clapton, tocando “Eyesight to the blind”, de Sonny Boy Williamson (essa sequência foi cortada pela censura quando o filme passou nos cinemas brasileiros, porque uma igreja montada para cultuar Marilyn Monroe deixaria a tradicional família brasileira irremediavelmente desprovida de valores).

Bom, resumindo a história, dos anos 1970 para cá Brown gravou vários discos solo, morou no Burundi (sobre isso você leu lá em cima), formou-se em aconselhamento espiritual (!) e até criou uma empresa de cura pela música (!!), a Healing Songs Therapy. Também fez trabalhos com Alan Parsons Project e Hawkwind. Em 2013, tornou-se um dos artistas da antiga a aderir ao crowdfunding e lançou “Zim zam zim”, disco novo, creditado a Crazy World Of Arthur Brown. Ouça abaixo. E se resolver passar pelo Rock In Rio no dia em que ele dividir o palco com Alice Cooper, prepare-se para um show extremamente demolidor.

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Bono trapalhão? U2 antes da fama, na TV irlandesa, usando fantasias de palhaço

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Bono trapalhão? U2 antes da fama, na TV irlandesa, usando fantasias de palhaço

RESUMO: Antes da fama, o U2 tocou Out of control na TV irlandesa vestido de palhaço. Tem gente achando que é obra da IA, mas não é não.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução

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No comecinho de sua história, prestes a fazer as primeiras gravações, o U2 fez um vídeo de Out of control na TV irlandesa em clima de circo, com maquiagens faciais e roupas de palhaço. Tá aí o vídeo.

O vídeo é de 1979 e pertence aos arquivos da RTÉ, emissora pública irlandesa – e pelo que a emissora diz, apareceu no programa Our times. Já teve gente levantando a hipótese de ser obra de IA. Não é, pelo visto. “Embora a estética crua e a qualidade amadora das possam levar os espectadores a questionar a sua autenticidade, este vídeo específico foi documentado e discutido pela comunidade de fãs do U2 como uma peça genuína da história da banda”, diz um comentário publicado no canal do YouTube @DutchU2Fan.

Não foi a primeira vez que a banda esteve na atração: em 13 de novembro de 1978, tocaram a música The fool, numa apresentação que acabou sendo reprisada em 27 de novembro. Aliás, a primeira vez que Bono, The Edge, Larry Mullen e Adam Clayton foram à RTE rolou em 2 de março de 1978, quando ainda se chamavam The Hype – na ocasião, foram a programa Youngline e cantaram Street mission.

Além das maquiagens, Bono surge usando apetrechos teatrais e fazendo caras e bocas para a câmera – em alguns momentos, tudo parece uma cena de humorístico brasileiro dos anos 1970. E naquela altura, Out of control era praticamente o cartão de visitas do U2. Em agosto de 1979, o radialista Dave Fanning apresentou três músicas do grupo em seu programa na RTÉ — Out of control, Stories for boys e Boy/Girl — e deixou os ouvintes escolherem qual delas deveria ocupar o lado A do primeiro lançamento da banda. Out of control venceu. No mês seguinte, as três músicas apareceram no EP Three, cuja primeira edição teve mil cópias numeradas.

A canção também tinha uma origem bastante pessoal. Bono a escreveu quando completou 18 anos, pensando no desconforto de perceber que dois dos acontecimentos mais importantes da existência estão totalmente fora das nossas mãos: ninguém decide nascer e, em última instância, também não controla a própria morte.

Agora: por que diabos eles estão vestidos daquele jeito?

Bom, não há, pelo menos na documentação conhecida sobre a apresentação, uma explicação de Bono, The Edge, Adam Clayton ou Larry Mullen Jr. para as roupas, mas maquiagens e os apetrechos. Também não aparece nos arquivos disponibilizados pela RTÉ uma justificativa para o figurino. Pode ter sido uma ideia do programa, uma brincadeira da própria banda ou simplesmente parte da estética daquela atração

O vídeo pertence a uma fase realmente embrionária do U2, que ainda traria uma apresentação no programa Aspects Of rock em setembro de 1979, tocando Life on a distant planet. Em janeiro de 1980, a banda chegou ao Late late show com Stories for boys. E pouco depois, aquela banda de garotos que ainda podia surgir fantasiada na televisão começaria a gravar a estreia Boy, lançada em outubro de 1980. Um primeiro passo na construção do U2 que a gente conhece hoje.

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Video Vanguard Award: afinal, que prêmio é esse que o Nirvana recebeu?

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Video Vanguard Award: afinal, que prêmio é esse que o Nirvana recebeu?

RESUMO: O Nirvana recebeu o Video Vanguard Award no VMA e entrou numa história que começou em 1984 com Beatles e David Bowie. Entenda como surgiu e por que o prêmio mudou ao longo das décadas.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução

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O Nirvana voltou ao VMA neste domingo (27) para receber um prêmio que, de certa forma, conta a própria história da MTV. Dave Grohl, Krist Novoselic e Pat Smear subiram ao palco para buscar o Video Vanguard Award, homenagem pelo conjunto da obra audiovisual da banda.

Recebendo a honraria, os mais ilustres três ex-integrantes vivos da baanda entraram numa lista que começou com Beatles e David Bowie e, ao longo de mais de quatro décadas, passou por Madonna, Michael Jackson, R.E.M., Beastie Boys, U2, Beyoncé e vários outros.

Mas o que exatamente é o Video Vanguard? Bom, temos duas respostas, uma curta e uma longa. A resposta curta: é uma espécie de prêmio pelo conjunto da obra do VMA, dedicado a artistas que tiveram impacto importante sobre o videoclipe e a cultura pop. Não está ligado a um vídeo específico lançado naquele ano e nem sequer é entregue em todas as edições.

A resposta longa é… a própria história do prêmio. E é a melhor resposta, já que o prêmio nasceu junto com o próprio VMA, em 1984. E não custa lembrar que nessa época videoclipe ainda era uma linguagem em formação e a MTV tinha apenas três anos. Na primeira cerimônia, só pra você ter uma ideia, David Bowie ganhou o prêmio, e houve menção especial aos Beatles e a Richard Lester, que dirigiu os filmes Help e A hard days night, do quarteto.

No caso dos Beatles e Lester, a escolha reconhecia especialmente a importância dos filmes do grupo para aquilo que, anos depois, se consolidaria como a linguagem do videoclipe – e da mesma forma, Bowie havia desenvolvido muito do idioma dos clipes vários anos antes. Na real, como ainda nem sequer havia uma “história” do videoclipe, era fundamental apontar quem havia ajudado a inventar aquela nova linguagem.

Nos anos seguintes, por sua vez, já estava claro que o grande lance era premiar quem já estava fazendo história ali mesmo, com a linguagem dos clipes. Em 1985, ganharam o prêmio David Byrne (então apenas o líder dos Talking Heads) e os diretores Russell Mulcahy e Godley & Creme. Madonna recebeu em 1986. Peter Gabriel, em 1987.

Detalhe: Michael Jackson ganhou em 1988 e, a partir de 1991, seu nome passou a ser associado oficialmente à honraria, que durante décadas ficou conhecida como Michael Jackson Video Vanguard Award. Em 2019, a MTV silenciosamente, mas nem tanto, tirou o nome do astro do prêmio. Nesse ano, a vencedora foi a rapper Missy Elliott.

Na década seguinte, a lista parece quase um resumo do período em que rock e MTV andavam grudados. Bon Jovi recebeu o Vanguard em 1991; Guns N’ Roses, em 1992; Tom Petty e Rolling Stones, em 1994; R.E.M., em 1995; Red Hot Chili Peppers, em 2000; U2, em 2001; e Duran Duran, em 2003. Exceções à regra: em 1997 o rapper LL Cool J levou a estatueta pra casa. No ano seguinte, os Beastie Boys ganharam o prêmio.

Depois, o perfil foi mudando junto com a própria MTV e com a cultura pop. Britney Spears, Justin Timberlake, Beyoncé, Kanye West, Rihanna, Pink, Jennifer Lopez e Missy Elliott estão entre os homenageados. Nos últimos anos vieram Nicki Minaj, Shakira, Katy Perry e Mariah Carey. Agora o prêmio volta ao rock com o Nirvana.

Dá pra dizer que poucos grupos carregam uma ligação tão evidente com a era clássica da MTV. Smells like teen spirit não apenas virou um dos clipes mais associados aos anos 1990 como ajudou a transformar a imagem do rock no canal. Come as you are, In bloom e Heart-shaped box reforçaram uma identidade visual que misturava estranheza, humor, desconforto e uma boa dose de antipatia pelos padrões do estrelato.

No VMA deste ano, coube a Chuck D, do Public Enemy, entregar o prêmio. Novoselic aproveitou o discurso para colocar Kurt Cobain no centro da história e lembrou que muitas ideias dos vídeos vinham da visão artística do vocalista. Para ele, a permanência do Nirvana também tem relação com uma busca do público por autenticidade.

Grohl, Novoselic e Smear receberam a homenagem sem Cobain, morto em 1994, mas com sua imagem aparecendo durante a cerimônia. A escolha fecha um círculo curioso: uma banda que ajudou a definir a MTV dos anos 1990 recebe, mais de três décadas depois, um prêmio criado justamente para reconhecer quem mudou a maneira de juntar música e imagem.

Mais do que um troféu para quem acumulou clipes famosos, o Video Vanguard começou como uma homenagem a quem empurrou o videoclipe para algum lugar novo. E sua lista de vencedores acabou registrando também as mudanças da própria MTV: dos Beatles e dos diretores pioneiros ao domínio do rock, daí às grandes estrelas do pop e do hip hop.

Agora o Nirvana entrou nessa história. Digamos que, para uma banda que chegou à MTV parecendo não pertencer àquele mundo, demorou bastante.

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Cultura Pop

Qual é a do The Coverups, banda de covers de Billie Joe (Green Day) e amigos?

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The Coverups: Billie Joe recebe Bruce Dickinson (Foto: Reprodução Internet)

Antes de Bruce Dickinson, cantor do Iron Maiden, aparecer de surpresa no palco em Québec, o The Coverups já dava muitos sinais de vida havia anos. O projeto paralelo de Billie Joe Armstrong continua funcionando exatamente como nasceu: como uma desculpa para tocar músicas que seus integrantes amam, sem a pressão de lançar discos ou sair em turnê.

Criado em 2018, o grupo reúne integrantes e colaboradores do Green Day em apresentações pequenas, normalmente em clubes da Califórnia. A formação original contava com Billie Joe Armstrong (voz e guitarra), Mike Dirnt (baixo e voz), Jason White (guitarra), Bill Schneider (baixo) e Chris Dugan (bateria) – Mike e Jason são os únicos que fazem parte também do Green Day, sendo que Jason atua como músico de turnê. Nos últimos anos, porém, Dirnt deixou de participar dos shows, e o The Coverups passou a atuar como quarteto.

O repertório é uma carta de amor ao rock e ao punk. Clássicos de Ramones, David Bowie, The Clash, Cheap Trick, Joan Jett, Tom Petty, Misfits, Nirvana, Rolling Stones e até Strokes costumam aparecer nas apresentações, que muitas vezes são anunciadas poucas horas antes de acontecer. Diferentemente de outros projetos paralelos de Billie Joe, como Foxboro Hot Tubs e The Longshot, o The Coverups nunca teve a intenção de gravar músicas próprias. A proposta é apenas revisitar clássicos em um ambiente intimista, recriando um pouco da atmosfera dos primeiros dias do Green Day nos clubes da região de Berkeley e Oakland.

Mesmo sem lançar um único álbum de estúdio, a banda conquistou um público fiel justamente por isso: oferece a rara oportunidade de ver Billie Joe tocando as músicas que ajudaram a moldar sua formação musical, longe das grandes produções e da rotina de estádios do Green Day.

Nos últimos meses, o The Coverups voltou a fazer apresentações esporádicas na Califórnia, mantendo esse espírito despretensioso. Não havia qualquer indicação de mudanças de rumo, nem anúncios de gravações ou turnês. A maior novidade acabou sendo justamente a participação-surpresa de Bruce Dickinson em um show realizado em Québec. Sem aviso prévio, o vocalista do Iron Maiden subiu ao palco para cantar All the young dudes, clássico do Mott the Hoople escrito por David Bowie, num encontro improvável que reuniu dois dos nomes mais conhecidos do rock em um contexto bastante informal.

Houve uma outra novidade recente, que rolou durante o show da banda no Roxy, na Califórnia, dia 21, uma segunda-feira. Antes de tocar Drain you, clássico do Nirvana (do disco Nevermind, de 1991), Armstrong dedicou a música a Jennifer Finch, baixista do L7, que morreu recentemente. Antes, Adrienne Armstrong, esposa do músico, havia doado US$ 5 mil para uma campanha criada para ajudar a custear o tratamento de Finch.

De qualquer jeito, Bruce fi a primeira participação especial de grande repercussão na história recente do The Coverups e, naturalmente, chamou muito mais atenção do que os próprios shows da banda. Ainda assim, tudo indica que o projeto continuará exatamente como sempre foi: um grupo de amigos reunidos para tocar os discos que mudaram suas vidas, sem maiores pretensões além da diversão.

Ah, sim: importante falar que All the young dudes faz parte do repertório solo de Bruce há bastante tempo. Ele a havia regravado em seu primeiro álbum solo, Tattoed millionaire, de 1990. Na época, teve até clipe da faixa.

Foto: Reprodução Internet

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