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Rivers Cuomo solta (acidentalmente?) várias covers no YouTube

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Rivers Cuomo (Foto: Birgit Fostervold / Wikimedia Commons)

Tem gente achando que isso aconteceu sem querer – mas não parece. Rivers Cuomo (Weezer) publicou no YouTube Randum cuverz, uma playlist de áudio com 15 versões acústicas solo, algumas delas com poucos segundos de duração.

O que dá um aspecto de error404 à situação é que ele avisa que se trata de “upload privado”. Mas no momento em que escrevemos este texto, já vai fazer 24 horas que as músicas estão lá e ninguém até agora tomou nenhuma providência.

As gravações são de voz e violão, e Rivers basicamente brinca de transformar todo o material em canções do Weezer – já que sua voz e sua pegada no violão dão uma cara power pop e mágica a tudo. O material parece ter sido feito todinho com um smartphone, e há músicas datadas de 2018 e 2019.

Algumas não têm indicação de data, e há outras, como a releitura de Creep, do Radiohead, que soam como se tivesse sido gravada em algum backstage. Isso porque boa parte do material tem pinta de ter sido gravado no aconchego do lar, talvez no quarto mesmo.

O site Stereogum, por sua vez, diz que algumas gravações do rol são realmente antigas e “remontam a mais de 20 anos”. Uma delas seria Without you, de Harry Nilsson, que teria surgido no MySpace, e cujo som é bastante antigo e estourado – e a releitura de Drain you, do Nirvana, abre com o que parece ser o barulho de um gravador sendo ligado.

Hey ya, do Outkast, traz o vocal de Rivers dobrado, vozes cochichando ao longo da faixa, e backing vocals no refrão, o que indica que aquilo poderia ser a base para uma gravação mais profissa (e tanto Hey ya quanto parte dessas músicas já foram tocadas pela banda em shows). Já a releitura de Jolene, de Dolly Parton, tem violão, guitarra, voz, bateria e uma percussãozinha – e uma mixagenzinha.

O Stereogum conta também que no Reddit, já tem fãs conjecturando que Cuomo estava tentando “arquivar algumas demos caseiras do seu Dropbox de forma privada”, mas fez cagada e acabou publicando tudo.

E olha a lista das músicas aí: Billie Jean (Michael Jackson), Body like a back rad (Sam Hunt), Congratulations (Post Malone e Quavo), Country outta my girl (Morgan Evans), Creep (Radiohead), Drain you (Nirvana), Enter sandman (Metallica), Hey ya (Outkast), Hotel California (Eagles), I wanna dance with somebody (Who loves me) (Whitney Houston), Jolene (Dolly Parton), Lithium (Nirvana), Sweet child o’mine (Guns N’Roses), When I come around (Green Day) e Without you (Harry Nilsson). E aí, será que vai ficar no ar?

Foto: Birgit Fostervold / Wikimedia Commons

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“Curious subject”: Chaka Khan faz perguntas sobre si mesma em single novo

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RESUMO: Chaka Khan transforma a própria identidade em mistério em Curious subject, terceiro single de Chakzilla, álbum que chega em setembro com produção de Greg Kurstin.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Nick Nelson / Divulgação

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Depois de cinco décadas sendo interrogada pelo público – em entrevistas, músicas, shows e, provavelmente, até andand na rua – Chaka Khan resolveu admitir que também não sabe exatamente quem é Chaka Khan. Curious subject, seu novo single, parte justamente dessa ideia.

A faixa é o terceiro aperitivo de Chakzilla, próximo álbum da cantora, previsto para 18 de setembro pela EarthSong Records/BMG. Chaka divide a composição com Sia e Greg Kurstin, que também produz a música. E Curious subject mostra que Chaka aceita que, mesmo com o passar dos anos, algumas coisas continuaem sem explicação. Tem até o verso “the more I grow, the less I know” (“quanto mais eu cresço, menos eu sei”) como resumo de tudo – além de versos indicando que conhecer melhor a si mesmo não necessariamente significa encontrar respostas.

  • Live at Carnegie Hall: Cameron Winter em disco ao vivo, só com voz e piano

Curious subject também ganhou uma apresentação na plataforma A Colors Show, divulgada um dia antes do lançamento. É a segunda participação de Chaka na plataforma: anteriormente, ela havia aparecido cantando Through the fire, clássico de 1984 que ganhou uma nova onda de atenção nas redes sociais.

O lyric video da canção, e o vídeo do A Colors Show, tão aí. Tá na espera por Chakzilla também? Porque a gente tá.

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“Live at Carnegie Hall”: Cameron Winter em disco ao vivo, só com voz e piano

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Cameron Winter ao piano - Foto: Lewis Evans / Divulgação

RESUMO: Cameron Winter, vocalista do Geese, anuncia Live at Carnegie Hall, registro de seu show solo de voz e piano em Nova York, com três músicas inéditas.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Lewis Evans / Divulgação

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O que mais tem por aí é desconfiança a respeito do Geese – lembra daquela história do quase-jabá? Que a banda tem discos legais e Cameron Winter, como vocalista, tem um baita carisma, ninguém duvida. E o cantor acaba de anunciar seu primeiro álbum ao vivo, Live at Carnegie Hall (é, ele não chuta baixo).

O disco (que chega no dia 9 de setembro via Partisan Records/ Play It Again Sam) documenta a apresentação de Winter dada lá em dezembro de 2025, quando ele se tornou um dos artistas solo mais jovens a ser a atração principal do local, e se apresentar no auditório principal da lendária casa de shows. Foi um show de voz-e-piano, em que ele recordou as músicas de seu disco solo, Heavy metal (2024, resenhado pela gente aqui).

Para quem curte ler elogios rasgados dados a artistas que já recebem elogios demais (ok, a gente às vezes faz isso também…), vale dizer que a revista GQ disse que o álbum é “um dos discos de cantor e compositor mais audaciosos e donos de si deste século até agora, um sonho febril de sentimentos de alguém que entendia as regras o suficiente para saber que quase não se importava com elas”.

O show trouxe também três faixas inéditas: It all fell in the river, Emperor XIII in shades e If you turn back now (a primeira aparece lá em cima num vídeo de fã) Abaixo você confere a capa do álbum e a lista de músicas de Live at Carnegie Hall.

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Capa do álbum Live at Carnegie Hall, de Cameron Winter

LISTA DE FAIXAS:

01. It all fell in the river
02. Try as I may
03. Emperor XIII in shades
04. The Rolling Stones
05. Love takes miles
06. Cancer of the skull
07. If you turn back now
08. Nina + Field of cops
09. $0
10. Take it with you
11. Vines

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O bicho-papão cresceu: Adult Leisure encara os medos adultos em novo single

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Adult Leisure (Foto: Divulgação)

RESUMO: View from our window, do Adult Leisure, transforma o medo infantil do bicho-papão em uma reflexão sobre insegurança, solidão e os monstros que mudam na vida adulta.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Devagarinho, o Adult Leisure, uma banda que a gente adora, tá soltando outros materiais que vão além de The things you don’t know yet, álbum de estreia lançado em 2025 e e cheio de vibes melancólicas e referências a bandas como The Cure. Primeiro veio o single The light you attract, sobre aqueles relacionamentos em que todo mundo sabe que algo está errado, mas ninguém consegue ir embora. Logo em seguida o grupo britânico retornou com o pós-punk atmosférico de View from our window.

A nova faixa olha para medos que começam na infância e continuam mudando de forma ao longo da vida. Segundo o vocalista e letrista David Woolford, a música parte da imagem de um “bicho-papão” que representa os pesadelos de criança, mas logo amplia essa ideia para falar das inseguranças da vida adulta. “À medida que você cresce, os monstros mudam. Na verdade, o que muda são os seus medos”, explica.

Essa sensação aparece em versos que descrevem um mundo enorme diante de alguém que ainda se sente pequeno para provocar mudanças, inclusive em si mesmo. Ao mesmo tempo, View from our window fala do impulso de manter as pessoas à distância por medo de se machucar, enquanto a solidão também se transforma em algo assustador.

Musicalmente, a faixa mantém a identidade que o Adult Leisure vem construindo desde o início: guitarras envolventes e algo bem próximo de um pós-punk contemplativo e meio maquínico. A produção ficou novamente nas mãos de Ollie Searle, colaborador frequente da banda, com masterização de John Webber, que já trabalhou com David Bowie e Duran Duran.

O lançamento chega num momento de crescimento do grupo. Depois de uma boa sequência de shows, incluindo apresentações no SXSW, o Adult Leisure anunciou recentemente um contrato mundial de agenciamento com a WME, enquanto prepara os próximos passos após The things you don’t know yet. A julgar pelos singles lançados desde então, a banda parece decidida a expandir aquele universo melancólico sem ficar presa ao formato do primeiro disco.

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