Andy Warhol, de acordo com o livro Popismo – Os anos 1960 segundo Andy Warhol, coletânea de diários do artista multimídia creditada a ele e a Pat Hackett, era bastante criticado e discriminado por artistas plásticos dos anos 1960. O criador da Factory não tinha dilema algum quanto a aceitar trabalhos comerciais e a fazer coisas exclusivamente para levantar uma grana. Isso o deixava extremamente mal visto nas altas rodas da época. Sem problemas para um cara que certa vez afirmou que havia começado como artista comercial e queria terminar como artista comercial. “Ser um bom negócio é o tipo de arte mais fascinante. Durante a era hippie, as pessoas derrubaram o conceito de negócios. Eles diziam que ‘o dinheiro é ruim’ e ‘o trabalho é ruim’. Mas ganhar dinheiro é arte e trabalhar é arte – e o bom negócio é a melhor arte”, afirmou.

E olha só que legal: em 1983 cinco anos antes de morrer, Andy – que sempre foi fascinado por televisão e, na época, estava trabalhando em projetos para a telinha – topou fazer comerciais para a TDK, exibidos no Japão e falados em japonês. Na época, a empresa divulgava sua linha de fitas VHS virgens e Warhol, que vinha investindo bastante em televisão, parecia o garoto-propaganda certo – dois anos depois disso, ele começaria até um programa na MTV, Andy Warhol’s 15 minutes, que durou até sua morte em fevereiro de 1987.

Por sinal, alguém fez (e está vendendo) uma camiseta com a icônica imagem de Warhol no comercial da TDK. Aceitamos de presente.

Via Boing Boing (e leia mais sobre Andy Warhol aqui).