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Camping de produção musical gera primeiro lançamento do coletivo M_AI

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Camping de produção musical gera primeiro lançamento do coletivo M_AI (Foto: Marcos Bacon / Divulgação)

Uma experiência coletiva de criação musical deu origem a Por aí, primeiro lançamento ligado ao Camping de Produção Musical promovido pelo clube Música Que Não Toca Por Aí. O encontro, idealizado por Monique Dardenne, reuniu cinco produtores com trajetórias diferentes: L_cio, Nelson D, Nina Maia, Yann Dardenne e Julio Torres. Além da produção, todos atuam também como instrumentistas, compositores ou DJs.

A proposta era simples: criar uma música de forma colaborativa, sem uma liderança definida dentro do estúdio. O processo aconteceu ao longo de quatro encontros presenciais, complementados por trocas de ideias à distância. Parte dos participantes sequer se conhecia antes do projeto, já que vieram de cenas musicais distintas.

Por aí inaugura também o M_AI, coletivo que pretende reunir artistas em edições desses campings criativos. A ideia é repetir o formato com novos participantes, ampliando as conexões entre músicos e produtores.

Na faixa, a voz e a letra de Nina Maia conduzem uma composição baseada em repetição e atmosfera. As melodias foram construídas coletivamente e seguem um caminho próximo ao de um mantra, sem grandes mudanças de direção ao longo da música.

“Viver um processo de co-produção a muitas mãos é algo que sempre tive interesse. Estar ao lado de Nelson, Laércio e Yann criando a partir das nossas intuições, sob a direção afetiva e libertadora da Monique, foi realmente um presente. Por aí me move e me enche de orgulho – pelo resultado, mas principalmente pelo processo!”, conta Nina.

Monique Dardenne conta que o projeto nasceu da vontade de valorizar os processos criativos e incentivar a convivência entre artistas. Por aí, lançado pela Seloki Records com distribuição da Virgin Music Brasil, é o primeiro resultado dessa proposta. “É um laboratório vivo, com curadoria ativa, encontros pequenos e intensos, conversas profundas, experiências presenciais e conexões que geram impacto real para muito além do networking”, conta ela.

Além de música, tem papo, já que dentro do M_AI nasce também o videocast Música que Não Toca por Aí,  ocupando o bar Matiz, no centro de São Paulo, nesta primeira temporada. Gravado em um ambiente especial e composto por 7 episódios, o programa revela quem “são as pessoas da música e não apenas o que elas fazem”.

Em cada episódio, Monique vai entrevistar artistas e agentes fundamentais do mercado em um “papo profundo e divertido, guiado por histórias do coração contadas por 5 vinis da coleção pessoal do convidado, bastidores, aprendizados técnicos e momentos raros que permeiam a conversa e música de fundo”.

Foto: Marcos Bacon / Divulgação

 

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Terminal Guadalupe reflete sobre avanço da extrema direita em novo álbum

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Terminal Guadalupe (Foto: Maicon Garcia / Divulgação)

RESUMO: No álbum Ensaio sobre a urgência, a Terminal Guadalupe mistura rock alternativo, folk-punk e rock latino para refletir sobre o avanço da extrema direita e a crise política no Brasil e na América Latina. Conheça os singles.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Maicon Garcia / Divulgação

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A Terminal Guadalupe nunca foi uma banda de fazer rock olhando para o próprio umbigo. E Ensaio sobre a urgência, sexto álbum do grupo curitibano, será seu trabalho mais diretamente conectado ao momento político. O disco chega às plataformas em 13 de agosto, às vésperas do início da campanha eleitoral, trazendo um olhar sobre o avanço da extrema direita e seus reflexos no Brasil e no mundo.

Os singles já lançados deixam claro o caminho. O bebê de Mussolini fala da ascensão da extrema direita digital, enquanto Cristão, esposo, pai e patriota reconstrói o dia em que o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior matou a tiros o gari Laudemir de Souza Fernandes, em agosto de 2025, em Belo Horizonte. O título reproduz exatamente a forma como o autor do crime se apresentava nas redes sociais.

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Antes da chegada do álbum ainda sai mais um single, mas o lançamento mais recente foi Mundo sin dueño. Cantada em espanhol, a música amplia o foco para a América Latina e funciona como um manifesto de solidariedade e resistência diante do avanço de governos ultraconservadores na região. Musicalmente, aproxima o rock latino da energia de bandas como Pixies, enquanto o restante do disco também passeia por referências de folk-punk e rock alternativo que remetem a nomes como Violent Femmes e Billy Bragg.

O conceito e a produção de Ensaio sobre a urgência ficaram nas mãos de Dary Jr. (voz) e Allan Yokohama (guitarra, teclados e vocais). A formação se completa com Gabe Salmazo (baixo, escaleta e vocais) e Luciano Vassão (bateria), enquanto Matheus Bittencourt, do estúdio Casa do Fundo, assinou a mixagem e a masterização. Gravado de forma remota e doméstica, o álbum transforma essa limitação em parte da proposta: um disco feito com poucos filtros, tentando responder ao presente enquanto ele ainda acontece.

E olha os singles já lançados aí.

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Direto de Atenas, Commuter amplia o caos no novo single “Guilt beats hate”

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Commuter (Foto: Divulgação)

RESUMO: O Commuter retorna com Guilt beats hate, single que mistura noise punk e pós-punk em um som cru e caótico, antecipando o segundo álbum da banda grega formada em Atenas.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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A vida não melhora muito com o tempo — você só aprende a aguentar mais pancada. É com essa filosofia pouco otimista que o Commuter apresenta Guilt beats hate, primeiro single inédito da banda de Atenas desde o álbum de estreia Guilt eraser (2024). Também é a primeira gravação do grupo com o guitarrista Kostas Bariamis, novo integrante da formação.

A faixa mantém o barulho organizado que o quarteto vem cultivando desde o início: noise punk, pós-punk e guitarras que parecem prestes a sair dos trilhos a qualquer momento. Gravada ao vivo no estúdio, sem muita preocupação em esconder as imperfeições, Guilt beats hate tenta capturar exatamente o que o Commuter faz no palco: um som alto, caótico e direto. A música já antecipa o segundo álbum da banda, ainda sem título ou data de lançamento.

O single foi gravado, mixado e produzido por Alex Bolpasis, no Suono Studio, em Atenas, e masterizado por Greg Obis, do Chicago Mastering Service. O clipe, dirigido por Christos Lianopoulos, segue a mesma estética crua da faixa.

O Commuter surgiu em Atenas em 2019 como projeto solo do vocalista e guitarrista Dionysis Koutavas, tornando-se uma banda em 2021. Desde então, o grupo vem misturando influências do pós-punk canadense, da nova geração britânica e do noise rock mais abrasivo. Em 2025, fez sua primeira turnê europeia e dividiu palco com nomes como Dry Cleaning, Protomartyr, A Place to Bury Strangers, DITZ, Heavy Lungs e bandas gregas como The Steams e Deaf Radio.

Antes do álbum Guilt eraser, lançado de forma independente em 2024, o Commuter havia estreado com um EP homônimo em 2023, lançado em cassete pela Bitter Tea Records. Se Guilt beats hate servir de amostra, o próximo disco deve seguir ampliando o caos. Só que agora com uma banda ainda mais afiada.

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Tem edição expandida de “Rubber soul”, dos Beatles, vindo aí

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The Beatles, 1965. CREDIT: Apple Corps

Os Beatles vão relançar um de seus discos mais importantes. Rubber soul, clássico de 1965, ganha uma edição expandida no dia 2 de outubro, pela UMG e Apple Corps, trazendo novas mixagens em estéreo e Dolby Atmos assinadas por Giles Martin e Sam Okell, além de uma série de raridades inéditas.

O destaque da caixa é a inclusão de Little girl, demo caseira composta e gravada por John Lennon que permaneceu inédita por mais de 60 anos. A reedição também reúne gravações de estúdio nunca lançadas, demos domésticas e o compacto duplo Day tripper / We can work it out, lançado na mesma época do álbum.

A nova edição chega em diferentes formatos. A versão Standard reúne as 14 faixas originais do disco, enquanto a Deluxe amplia o repertório para 30 músicas. Já a edição em Blu-ray inclui 16 faixas e quatro vídeos.

Para os colecionadores, haverá ainda a Special Edition Super Deluxe, disponível em box com cinco LPs ou quatro CDs. O pacote reúne 68 faixas, incluindo a nova mixagem de Rubber Soul, dois discos de sessões e demos, a mixagem mono original, a versão americana lançada pela Capitol Records e o single em vinil de sete polegadas.

E como se não bastasse, o box também traz um livro de capa dura com 88 páginas, contendo uma nova introdução escrita por Paul McCartney e um prefácio montado a partir de declarações de John Lennon.

Gravado ao longo de quatro semanas entre outubro e novembro de 1965, logo após a histórica apresentação dos Beatles para mais de 55 mil pessoas no Shea Stadium, em Nova York, Rubber soul marcou uma virada artística da banda.

O álbum apresentou um grupo mais interessado em experimentações sonoras e letras introspectivas, abrindo caminho para a sequência criativa que culminaria em discos como Revolver (1966) e Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967). E é o disco que tem clássicos como Norwegian Wood (This bird has flown), Nowhere man, In my life e Michelle.

Foto: Apple Corps / Divulgação

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