Urgente
Camping de produção musical gera primeiro lançamento do coletivo M_AI

Uma experiência coletiva de criação musical deu origem a Por aí, primeiro lançamento ligado ao Camping de Produção Musical promovido pelo clube Música Que Não Toca Por Aí. O encontro, idealizado por Monique Dardenne, reuniu cinco produtores com trajetórias diferentes: L_cio, Nelson D, Nina Maia, Yann Dardenne e Julio Torres. Além da produção, todos atuam também como instrumentistas, compositores ou DJs.
A proposta era simples: criar uma música de forma colaborativa, sem uma liderança definida dentro do estúdio. O processo aconteceu ao longo de quatro encontros presenciais, complementados por trocas de ideias à distância. Parte dos participantes sequer se conhecia antes do projeto, já que vieram de cenas musicais distintas.
Por aí inaugura também o M_AI, coletivo que pretende reunir artistas em edições desses campings criativos. A ideia é repetir o formato com novos participantes, ampliando as conexões entre músicos e produtores.
Na faixa, a voz e a letra de Nina Maia conduzem uma composição baseada em repetição e atmosfera. As melodias foram construídas coletivamente e seguem um caminho próximo ao de um mantra, sem grandes mudanças de direção ao longo da música.
“Viver um processo de co-produção a muitas mãos é algo que sempre tive interesse. Estar ao lado de Nelson, Laércio e Yann criando a partir das nossas intuições, sob a direção afetiva e libertadora da Monique, foi realmente um presente. Por aí me move e me enche de orgulho – pelo resultado, mas principalmente pelo processo!”, conta Nina.
Monique Dardenne conta que o projeto nasceu da vontade de valorizar os processos criativos e incentivar a convivência entre artistas. Por aí, lançado pela Seloki Records com distribuição da Virgin Music Brasil, é o primeiro resultado dessa proposta. “É um laboratório vivo, com curadoria ativa, encontros pequenos e intensos, conversas profundas, experiências presenciais e conexões que geram impacto real para muito além do networking”, conta ela.
Além de música, tem papo, já que dentro do M_AI nasce também o videocast Música que Não Toca por Aí, ocupando o bar Matiz, no centro de São Paulo, nesta primeira temporada. Gravado em um ambiente especial e composto por 7 episódios, o programa revela quem “são as pessoas da música e não apenas o que elas fazem”.
Em cada episódio, Monique vai entrevistar artistas e agentes fundamentais do mercado em um “papo profundo e divertido, guiado por histórias do coração contadas por 5 vinis da coleção pessoal do convidado, bastidores, aprendizados técnicos e momentos raros que permeiam a conversa e música de fundo”.
Foto: Marcos Bacon / Divulgação
Urgente
Terminal Guadalupe reflete sobre avanço da extrema direita em novo álbum

RESUMO: No álbum Ensaio sobre a urgência, a Terminal Guadalupe mistura rock alternativo, folk-punk e rock latino para refletir sobre o avanço da extrema direita e a crise política no Brasil e na América Latina. Conheça os singles.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Maicon Garcia / Divulgação
- Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.
A Terminal Guadalupe nunca foi uma banda de fazer rock olhando para o próprio umbigo. E Ensaio sobre a urgência, sexto álbum do grupo curitibano, será seu trabalho mais diretamente conectado ao momento político. O disco chega às plataformas em 13 de agosto, às vésperas do início da campanha eleitoral, trazendo um olhar sobre o avanço da extrema direita e seus reflexos no Brasil e no mundo.
Os singles já lançados deixam claro o caminho. O bebê de Mussolini fala da ascensão da extrema direita digital, enquanto Cristão, esposo, pai e patriota reconstrói o dia em que o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior matou a tiros o gari Laudemir de Souza Fernandes, em agosto de 2025, em Belo Horizonte. O título reproduz exatamente a forma como o autor do crime se apresentava nas redes sociais.
- Baixista de Liniker e Maria Gadú, Ana Karina Sebastião lança primeiro single solo com feat de Rincon Sapiência
Antes da chegada do álbum ainda sai mais um single, mas o lançamento mais recente foi Mundo sin dueño. Cantada em espanhol, a música amplia o foco para a América Latina e funciona como um manifesto de solidariedade e resistência diante do avanço de governos ultraconservadores na região. Musicalmente, aproxima o rock latino da energia de bandas como Pixies, enquanto o restante do disco também passeia por referências de folk-punk e rock alternativo que remetem a nomes como Violent Femmes e Billy Bragg.
O conceito e a produção de Ensaio sobre a urgência ficaram nas mãos de Dary Jr. (voz) e Allan Yokohama (guitarra, teclados e vocais). A formação se completa com Gabe Salmazo (baixo, escaleta e vocais) e Luciano Vassão (bateria), enquanto Matheus Bittencourt, do estúdio Casa do Fundo, assinou a mixagem e a masterização. Gravado de forma remota e doméstica, o álbum transforma essa limitação em parte da proposta: um disco feito com poucos filtros, tentando responder ao presente enquanto ele ainda acontece.
E olha os singles já lançados aí.
- Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
- E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.
Urgente
Direto de Atenas, Commuter amplia o caos no novo single “Guilt beats hate”

RESUMO: O Commuter retorna com Guilt beats hate, single que mistura noise punk e pós-punk em um som cru e caótico, antecipando o segundo álbum da banda grega formada em Atenas.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
- Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.
A vida não melhora muito com o tempo — você só aprende a aguentar mais pancada. É com essa filosofia pouco otimista que o Commuter apresenta Guilt beats hate, primeiro single inédito da banda de Atenas desde o álbum de estreia Guilt eraser (2024). Também é a primeira gravação do grupo com o guitarrista Kostas Bariamis, novo integrante da formação.
A faixa mantém o barulho organizado que o quarteto vem cultivando desde o início: noise punk, pós-punk e guitarras que parecem prestes a sair dos trilhos a qualquer momento. Gravada ao vivo no estúdio, sem muita preocupação em esconder as imperfeições, Guilt beats hate tenta capturar exatamente o que o Commuter faz no palco: um som alto, caótico e direto. A música já antecipa o segundo álbum da banda, ainda sem título ou data de lançamento.
O single foi gravado, mixado e produzido por Alex Bolpasis, no Suono Studio, em Atenas, e masterizado por Greg Obis, do Chicago Mastering Service. O clipe, dirigido por Christos Lianopoulos, segue a mesma estética crua da faixa.
O Commuter surgiu em Atenas em 2019 como projeto solo do vocalista e guitarrista Dionysis Koutavas, tornando-se uma banda em 2021. Desde então, o grupo vem misturando influências do pós-punk canadense, da nova geração britânica e do noise rock mais abrasivo. Em 2025, fez sua primeira turnê europeia e dividiu palco com nomes como Dry Cleaning, Protomartyr, A Place to Bury Strangers, DITZ, Heavy Lungs e bandas gregas como The Steams e Deaf Radio.
Antes do álbum Guilt eraser, lançado de forma independente em 2024, o Commuter havia estreado com um EP homônimo em 2023, lançado em cassete pela Bitter Tea Records. Se Guilt beats hate servir de amostra, o próximo disco deve seguir ampliando o caos. Só que agora com uma banda ainda mais afiada.
- Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
- E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.
Urgente
Tem edição expandida de “Rubber soul”, dos Beatles, vindo aí

Os Beatles vão relançar um de seus discos mais importantes. Rubber soul, clássico de 1965, ganha uma edição expandida no dia 2 de outubro, pela UMG e Apple Corps, trazendo novas mixagens em estéreo e Dolby Atmos assinadas por Giles Martin e Sam Okell, além de uma série de raridades inéditas.
O destaque da caixa é a inclusão de Little girl, demo caseira composta e gravada por John Lennon que permaneceu inédita por mais de 60 anos. A reedição também reúne gravações de estúdio nunca lançadas, demos domésticas e o compacto duplo Day tripper / We can work it out, lançado na mesma época do álbum.
A nova edição chega em diferentes formatos. A versão Standard reúne as 14 faixas originais do disco, enquanto a Deluxe amplia o repertório para 30 músicas. Já a edição em Blu-ray inclui 16 faixas e quatro vídeos.
Para os colecionadores, haverá ainda a Special Edition Super Deluxe, disponível em box com cinco LPs ou quatro CDs. O pacote reúne 68 faixas, incluindo a nova mixagem de Rubber Soul, dois discos de sessões e demos, a mixagem mono original, a versão americana lançada pela Capitol Records e o single em vinil de sete polegadas.
E como se não bastasse, o box também traz um livro de capa dura com 88 páginas, contendo uma nova introdução escrita por Paul McCartney e um prefácio montado a partir de declarações de John Lennon.
Gravado ao longo de quatro semanas entre outubro e novembro de 1965, logo após a histórica apresentação dos Beatles para mais de 55 mil pessoas no Shea Stadium, em Nova York, Rubber soul marcou uma virada artística da banda.
O álbum apresentou um grupo mais interessado em experimentações sonoras e letras introspectivas, abrindo caminho para a sequência criativa que culminaria em discos como Revolver (1966) e Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967). E é o disco que tem clássicos como Norwegian Wood (This bird has flown), Nowhere man, In my life e Michelle.
Foto: Apple Corps / Divulgação








































