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Marina Mole une surf rock e estética dos B-52’s no clipe de “Luneta azul”

Fãs de B-52’s fazem muito bem de dar uma ouvida em Luneta azul, single novo de Marina Mole – aliás, mais ainda devem dar uma olhada no clipe da faixa. O vídeo, criado pela própria cantora, compositora e artista visual, mergulha num universo colorido e bem-humorado que tem tudo a ver com a estética da banda americana. Já a música aposta num surf rock leve e ensolarado.
A canção é o primeiro lançamento do próximo álbum de Marina, Azucrim. “Começar a apresentar o álbum com essa música é voltar ao início de tudo, pois ela foi a primeira a ser composta, em 2022, quando eu ainda nem sabia que estava fazendo um álbum”, conta Marina.
No clipe, ela aparece acompanhada dos músicos que ajudaram a construir a sonoridade do álbum: cleozinhu (bateria), Lucas Monch (baixo) e Vitor Wutzki (guitarra). O grupo trabalhou junto no desenvolvimento dos arranjos antes de registrar as músicas no estúdio de Beeau Gomez.
“Nós passamos alguns meses nos reunindo para tocar juntos e lapidar os arranjos, que depois gravamos em fita de rolo no estúdio do Beeau Gomez, o que trouxe toda uma personalidade para o som. Por mais que esse seja um projeto solo, achei significativo ter um clipe com as pessoas que foram responsáveis por moldar a sonoridade das músicas, cada um trazendo um pouco da sua linguagem”, conta.
A mixagem ficou a cargo de Eduardo Possa, o Duds, guitarrista da Exclusive Os Cabides. Já o álbum Azucrim terá dez faixas autorais e gira em torno de um personagem fictício que dá nome ao disco. Na história criada por Marina, trata-se de um anjo inconformado com a distância entre Deus e os seres humanos, que acaba enviado à Terra para experimentar a vida em primeira pessoa.
“O Azucrim é ordenado a descer à Terra para viver como humano, pois só assim ele teria acesso ao conhecimento a respeito da existência. Ao longo desse percurso, ele experencia o amor, a ilusão, a perda e a redenção. O álbum atravessa esses diferentes estados de espírito”, divide a artista.
Foto: Karin Santa Rosa / Divulgação
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Pulp prepara documentário sobre sua trajetória em parceria com a Mubi

Tem documentário sobre o Pulp vindo aí, com direção de Garth Jennings, e em parceria com a plataforma de streaming Mubi. What do you do for an encore? vai ter 90 minutos e vai contar a “jornada extraordinária da banda de Sheffield, da obscuridade ao status de ícone cultural”. A narração é do vocalista Jarvis Cocker e a previsão é a de que o filme saia no outono britânico (entre setembro e novembro).
Não vão faltar histórias surpreendentes, claro. A maioria das pessoas reconhece o Pulp como um clássico do britpop dos anos 1990, graças a discos como Different class (1995) e This is hardcore (1998). Mas o Pulp surgiu em 1978 (!), conseguiu um pouco de fama em 1981 quando participou de uma Peel Session – do radialista John Peel – na BBC, e gravou seu primeiro álbum, It, em 1983.
Nos anos formativos, o Pulp chegou a ser definido em seus anos formativos como um encontro entre ABBA e The Fall – e na época do primeiro álbum, era basicamente uma banda lo-fi com um cuidado a mais. Até o Pulp conseguir fazer sucesso, Cocker chegou a quase largar tudo para estudar cinema, e o grupo passou por experiências bem malsucedidas em selos independentes.
Segundo o New Musical Express, que deu a boa nova em primeira mão, o filme do Pulp vai capturar o espírito do clássico filme-concerto dos Talking Heads, Stop making sense (1984), e do filme-performance da banda The Band, dirigido por Martin Scorsese, The last waltz (1978).
“A apresentação funde o espetáculo de palco brilhantemente coreografado do maior show de arena da história do Pulp – parte da turnê mundial de More, o primeiro álbum da banda em 24 anos – com quatro décadas de material de arquivo colorido e inédito”, acrescenta a descrição. A previsão é de 20 músicas no filme, entre sucessos e lados-B – e o nome é uma brincadeira com a pergunta constantemente feita a eles, “o que vocês tocam no bis?” (More, você talvez recorde, foi resenhado por nós aqui).
Diz também o texto de lançamento que o filme é “uma homenagem vibrante a uma banda de desajustados brilhantes, cuja mistura única de ironia, rebeldia e comentários sociais afiados como uma navalha ressoou com gerações de ouvintes e ajudou a definir uma era da cultura britânica”.
Jennings já é um nome conhecido dos fãs do Pulp: ele dirigiu os clipes de Help the aged (1997) e A little soul (1998). Também foi o criador de clipes de Blur, Radiohead, Beck, R.E.M., Fatboy Slim e Vampire Weekend, além de ter dirigido O guia do mochileiro das galáxias (2005 e as animações Sing e Sing 2. Nos créditos do filme do Pulp estão também Barney Pilling (edição), Danny Gabai, Amy Rattray (VICE Studios) e Jeannette Lee (a co-proprietária da Rough Trade, gravadora atual da banda, é produtora executiva do filme ao lado de outras pessoas, Jarvis Cocker entre elas).
E, ah, como todo grande doc de banda, vai ter disco duplo ao vivo: Live! sai dia 28 de agosto pela Rough Trade e foi gravado nos shows da banda na The O2, em Londres, no ano passado. O repertório reúne músicas de More, com uma série de favoritas dos fãs. Dois singles ao vivo já estão disponíveis nas plataformas de streaming: o clássico Disco 2000 e A sunset, música que encerra o show e faixa final do LP de 2025 do Pulp.
Foto: Tom Jackson / Divulgação
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Maurilio mistura ijexá e memórias da rotina em novo single

Maurilio lança Tristeza na beira do mar, primeira música divulgada de Flecha do avesso, seu álbum de estreia solo, que sai pelo selo Frase Records. A faixa foi composta em parceria com Rael Valinhas e Livia Nery e resume um pouco da mistura de referências que o músico vem acumulando desde os tempos em que tocava em bandas de rock e blues.
Filho de nordestinos e criado no interior de São Paulo, Maurilio também passou parte da vida no Amapá e no Rio Grande do Sul. Essa circulação aparece bastante na música dele, que junta elementos de samba-rock, ijexá, coco e MPB sem ficar presa a um estilo específico.
“Sou filho de um trombonista do exército. Fui criado no Sudeste, mas morei no extremo norte do país e também no extremo sul. Comecei a me interessar por música ouvindo os CDs que tinha em casa, então os primeiros artistas de que gostei foram Blitz, Legião Urbana e Phil Collins. Vendo a MTV, passei a gostar de Kiss e virei um ‘rocker’. Uma mistureba danada”, conta o artista.
Maurilio diz que cresceu ouvindo de tudo e que isso acabou influenciando diretamente sua forma de compor. “Ouço absolutamente de tudo e me deixo influenciar por tudo. Posso estar ouvindo um disco do Deep Purple e em seguida ir ouvir samba enredo ou um disco de forró, sem nenhuma dificuldade. Gosto de consumir e de gostar das coisas. E amo adentrar novos universos dos quais sempre fui estrangeiro”, confessa Maurilio.
Em Tristeza na beira do mar, a percussão ocupa o centro do arranjo, substituindo a bateria tradicional. A música nasceu a partir de um candombe mostrado por Rael Valinhas e acabou tomando um rumo mais próximo do ijexá e de referências da música baiana. A letra fala da tentativa de encontrar algum respiro no meio da rotina pesada, sem transformar isso numa fantasia escapista.
O álbum Flecha do avesso tem produção de Guilherme Ceron. Livia Nery é diretora criativa do disco e, em Tristeza, ela canta e toca sintetizador, além de ser coautora da faixa.
Foto: Ricardo Ara / Divulgação
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O Boto lança “Simples assim” e fala sobre reflexão sobre ansiedade e rotina acelerada

Temas que a gente vive direto, como rotina acelerada, ansiedade e a dificuldade de desacelerar no meio da correria diária, estão em Simples assim, música nova da banda paulista O Boto. “Ela fala sobre algo que muita gente da nossa geração sente: a dificuldade de estar presente”, diz o guitarrista Lucas Benez, um dos autores da faixa, ao lado do baixista Felipe Troccoli. “Vivemos sempre correndo para a próxima tarefa, compromisso ou meta, e a música é uma reflexão sobre a busca por momentos, lugares e pessoas que fazem o tempo desacelerar, nem que seja por alguns instantes”, completa o músico.
Troccoli diz que a faixa tenta equilibrar o ritmo urbano com uma ideia mais simples de viver o cotidiano. “Mesmo sendo um som enérgico, que carrega a velocidade de São Paulo, existe uma busca por leveza e simplificação na forma de enxergar a vida. No fim, é sobre viver o agora, tentar prolongar o que é bom e aceitar que, às vezes, as coisas não se encaixam tão fácil, e talvez nunca seja simples assim”.
- Trompas transforma angústias da pandemia em peso no single Anxiety
A música também fecha a sequência de singles que antecede o álbum de estreia do grupo, Diferente de ninguém, previsto para o segundo semestre, e que terá 11 faixas. Desde Sushi no violão, primeiro lançamento dessa fase, a banda diz ter percebido mudanças na relação com o público. “Acho que uma das mudanças mais legais foi perceber que uma comunidade muito maneira começou a se formar em torno da banda. Pessoas especialíssimas começaram a botar fé, acompanhar de perto e fortalecer o nosso corre de um jeito que a gente nem imaginava”, revela Lucas.
Além de Lucas Benez e Felipe Troccoli, O Boto também tem João Pedro Rydlewski nos vocais e Gabriel Brantes na bateria. Simples assim foi produzida por Hugo Silva.
Foto: Gabriel Freitas / Divulgação








































