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Pulp prepara documentário sobre sua trajetória em parceria com a Mubi

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Pulp. Foto: Tom Jackson / Divulgação

Tem documentário sobre o Pulp vindo aí, com direção de Garth Jennings, e em parceria com a plataforma de streaming Mubi. What do you do for an encore? vai ter 90 minutos e vai contar a “jornada extraordinária da banda de Sheffield, da obscuridade ao status de ícone cultural”. A narração é do vocalista Jarvis Cocker e a previsão é a de que o filme saia no outono britânico (entre setembro e novembro).

Não vão faltar histórias surpreendentes, claro. A maioria das pessoas reconhece o Pulp como um clássico do britpop dos anos 1990, graças a discos como Different class (1995) e This is hardcore (1998). Mas o Pulp surgiu em 1978 (!), conseguiu um pouco de fama em 1981 quando participou de uma Peel Session – do radialista John Peel – na BBC, e gravou seu primeiro álbum, It, em 1983.

Nos anos formativos, o Pulp chegou a ser definido em seus anos formativos como um encontro entre ABBA e The Fall – e na época do primeiro álbum, era basicamente uma banda lo-fi com um cuidado a mais. Até o Pulp conseguir fazer sucesso, Cocker chegou a quase largar tudo para estudar cinema, e o grupo passou por experiências bem malsucedidas em selos independentes.

Segundo o New Musical Express, que deu a boa nova em primeira mão, o filme do Pulp vai capturar o espírito do clássico filme-concerto dos Talking Heads, Stop making sense (1984), e do filme-performance da banda The Band, dirigido por Martin Scorsese, The last waltz (1978).

“A apresentação funde o espetáculo de palco brilhantemente coreografado do maior show de arena da história do Pulp – parte da turnê mundial de More, o primeiro álbum da banda em 24 anos – com quatro décadas de material de arquivo colorido e inédito”, acrescenta a descrição. A previsão é de 20 músicas no filme, entre sucessos e lados-B – e o nome é uma brincadeira com a pergunta constantemente feita a eles, “o que vocês tocam no bis?” (More, você talvez recorde, foi resenhado por nós aqui).

Diz também o texto de lançamento que o filme é “uma homenagem vibrante a uma banda de desajustados brilhantes, cuja mistura única de ironia, rebeldia e comentários sociais afiados como uma navalha ressoou com gerações de ouvintes e ajudou a definir uma era da cultura britânica”.

Jennings já é um nome conhecido dos fãs do Pulp: ele dirigiu os clipes de Help the aged (1997) e A little soul (1998). Também foi o criador de clipes de Blur, Radiohead, Beck, R.E.M., Fatboy Slim e Vampire Weekend, além de ter dirigido O guia do mochileiro das galáxias (2005 e as animações Sing e Sing 2. Nos créditos do filme do Pulp estão também Barney Pilling (edição), Danny Gabai, Amy Rattray (VICE Studios) e Jeannette Lee (a co-proprietária da Rough Trade, gravadora atual da banda, é produtora executiva do filme ao lado de outras pessoas, Jarvis Cocker entre elas).

E, ah, como todo grande doc de banda, vai ter disco duplo ao vivo: Live! sai dia 28 de agosto pela Rough Trade e foi gravado nos shows da banda na The O2, em Londres, no ano passado. O repertório reúne músicas de More, com uma série de favoritas dos fãs. Dois singles ao vivo já estão disponíveis nas plataformas de streaming: o clássico Disco 2000 e A sunset, música que encerra o show e faixa final do LP de 2025 do Pulp.⁠

Foto: Tom Jackson / Divulgação

 

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Maurilio mistura ijexá e memórias da rotina em novo single

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Maurilio (Foto: Ricardo Ara / Divulgação)

Maurilio lança Tristeza na beira do mar, primeira música divulgada de Flecha do avesso, seu álbum de estreia solo, que sai pelo selo Frase Records. A faixa foi composta em parceria com Rael Valinhas e Livia Nery e resume um pouco da mistura de referências que o músico vem acumulando desde os tempos em que tocava em bandas de rock e blues.

Filho de nordestinos e criado no interior de São Paulo, Maurilio também passou parte da vida no Amapá e no Rio Grande do Sul. Essa circulação aparece bastante na música dele, que junta elementos de samba-rock, ijexá, coco e MPB sem ficar presa a um estilo específico.

“Sou filho de um trombonista do exército. Fui criado no Sudeste, mas morei no extremo norte do país e também no extremo sul. Comecei a me interessar por música ouvindo os CDs que tinha em casa, então os primeiros artistas de que gostei foram Blitz, Legião Urbana e Phil Collins. Vendo a MTV, passei a gostar de Kiss e virei um ‘rocker’. Uma mistureba danada”, conta o artista.

Maurilio diz que cresceu ouvindo de tudo e que isso acabou influenciando diretamente sua forma de compor. “Ouço absolutamente de tudo e me deixo influenciar por tudo. Posso estar ouvindo um disco do Deep Purple e em seguida ir ouvir samba enredo ou um disco de forró, sem nenhuma dificuldade. Gosto de consumir e de gostar das coisas. E amo adentrar novos universos dos quais sempre fui estrangeiro”, confessa Maurilio.

Em Tristeza na beira do mar, a percussão ocupa o centro do arranjo, substituindo a bateria tradicional. A música nasceu a partir de um candombe mostrado por Rael Valinhas e acabou tomando um rumo mais próximo do ijexá e de referências da música baiana. A letra fala da tentativa de encontrar algum respiro no meio da rotina pesada, sem transformar isso numa fantasia escapista.

O álbum Flecha do avesso tem produção de Guilherme Ceron. Livia Nery é diretora criativa do disco e, em Tristeza, ela canta e toca sintetizador, além de ser coautora da faixa.

Foto: Ricardo Ara / Divulgação

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Marina Mole une surf rock e estética dos B-52’s no clipe de “Luneta azul”

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Marina Mole (Foto: Karin Santa Rosa / Divulgação)

Fãs de B-52’s fazem muito bem de dar uma ouvida em Luneta azul, single novo de Marina Mole – aliás, mais ainda devem dar uma olhada no clipe da faixa. O vídeo, criado pela própria cantora, compositora e artista visual, mergulha num universo colorido e bem-humorado que tem tudo a ver com a estética da banda americana. Já a música aposta num surf rock leve e ensolarado.

A canção é o primeiro lançamento do próximo álbum de Marina, Azucrim. “Começar a apresentar o álbum com essa música é voltar ao início de tudo, pois ela foi a primeira a ser composta, em 2022, quando eu ainda nem sabia que estava fazendo um álbum”, conta Marina.

No clipe, ela aparece acompanhada dos músicos que ajudaram a construir a sonoridade do álbum: cleozinhu (bateria), Lucas Monch (baixo) e Vitor Wutzki (guitarra). O grupo trabalhou junto no desenvolvimento dos arranjos antes de registrar as músicas no estúdio de Beeau Gomez.

“Nós passamos alguns meses nos reunindo para tocar juntos e lapidar os arranjos, que depois gravamos em fita de rolo no estúdio do Beeau Gomez, o que trouxe toda uma personalidade para o som. Por mais que esse seja um projeto solo, achei significativo ter um clipe com as pessoas que foram responsáveis por moldar a sonoridade das músicas, cada um trazendo um pouco da sua linguagem”, conta.

A mixagem ficou a cargo de Eduardo Possa, o Duds, guitarrista da Exclusive Os Cabides. Já o álbum Azucrim terá dez faixas autorais e gira em torno de um personagem fictício que dá nome ao disco. Na história criada por Marina, trata-se de um anjo inconformado com a distância entre Deus e os seres humanos, que acaba enviado à Terra para experimentar a vida em primeira pessoa.

“O Azucrim é ordenado a descer à Terra para viver como humano, pois só assim ele teria acesso ao conhecimento a respeito da existência. Ao longo desse percurso, ele experencia o amor, a ilusão, a perda e a redenção. O álbum atravessa esses diferentes estados de espírito”, divide a artista.

Foto: Karin Santa Rosa / Divulgação

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O Boto lança “Simples assim” e fala sobre reflexão sobre ansiedade e rotina acelerada

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O Boto (Foto: Gabriel Freitas / Divulgação)

Temas que a gente vive direto, como rotina acelerada, ansiedade e a dificuldade de desacelerar no meio da correria diária, estão em Simples assim, música nova da banda paulista O Boto. “Ela fala sobre algo que muita gente da nossa geração sente: a dificuldade de estar presente”, diz o guitarrista Lucas Benez, um dos autores da faixa, ao lado do baixista Felipe Troccoli. “Vivemos sempre correndo para a próxima tarefa, compromisso ou meta, e a música é uma reflexão sobre a busca por momentos, lugares e pessoas que fazem o tempo desacelerar, nem que seja por alguns instantes”, completa o músico.

Troccoli diz que a faixa tenta equilibrar o ritmo urbano com uma ideia mais simples de viver o cotidiano. “Mesmo sendo um som enérgico, que carrega a velocidade de São Paulo, existe uma busca por leveza e simplificação na forma de enxergar a vida. No fim, é sobre viver o agora, tentar prolongar o que é bom e aceitar que, às vezes, as coisas não se encaixam tão fácil, e talvez nunca seja simples assim”.

  • Trompas transforma angústias da pandemia em peso no single Anxiety

A música também fecha a sequência de singles que antecede o álbum de estreia do grupo, Diferente de ninguém, previsto para o segundo semestre, e que terá 11 faixas. Desde Sushi no violão, primeiro lançamento dessa fase, a banda diz ter percebido mudanças na relação com o público. “Acho que uma das mudanças mais legais foi perceber que uma comunidade muito maneira começou a se formar em torno da banda. Pessoas especialíssimas começaram a botar fé, acompanhar de perto e fortalecer o nosso corre de um jeito que a gente nem imaginava”, revela Lucas.

Além de Lucas Benez e Felipe Troccoli, O Boto também tem João Pedro Rydlewski nos vocais e Gabriel Brantes na bateria. Simples assim foi produzida por Hugo Silva.

Foto: Gabriel Freitas / Divulgação

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