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Maurilio mistura ijexá e memórias da rotina em novo single

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Maurilio (Foto: Ricardo Ara / Divulgação)

Maurilio lança Tristeza na beira do mar, primeira música divulgada de Flecha do avesso, seu álbum de estreia solo, que sai pelo selo Frase Records. A faixa foi composta em parceria com Rael Valinhas e Livia Nery e resume um pouco da mistura de referências que o músico vem acumulando desde os tempos em que tocava em bandas de rock e blues.

Filho de nordestinos e criado no interior de São Paulo, Maurilio também passou parte da vida no Amapá e no Rio Grande do Sul. Essa circulação aparece bastante na música dele, que junta elementos de samba-rock, ijexá, coco e MPB sem ficar presa a um estilo específico.

“Sou filho de um trombonista do exército. Fui criado no Sudeste, mas morei no extremo norte do país e também no extremo sul. Comecei a me interessar por música ouvindo os CDs que tinha em casa, então os primeiros artistas de que gostei foram Blitz, Legião Urbana e Phil Collins. Vendo a MTV, passei a gostar de Kiss e virei um ‘rocker’. Uma mistureba danada”, conta o artista.

Maurilio diz que cresceu ouvindo de tudo e que isso acabou influenciando diretamente sua forma de compor. “Ouço absolutamente de tudo e me deixo influenciar por tudo. Posso estar ouvindo um disco do Deep Purple e em seguida ir ouvir samba enredo ou um disco de forró, sem nenhuma dificuldade. Gosto de consumir e de gostar das coisas. E amo adentrar novos universos dos quais sempre fui estrangeiro”, confessa Maurilio.

Em Tristeza na beira do mar, a percussão ocupa o centro do arranjo, substituindo a bateria tradicional. A música nasceu a partir de um candombe mostrado por Rael Valinhas e acabou tomando um rumo mais próximo do ijexá e de referências da música baiana. A letra fala da tentativa de encontrar algum respiro no meio da rotina pesada, sem transformar isso numa fantasia escapista.

O álbum Flecha do avesso tem produção de Guilherme Ceron. Livia Nery é diretora criativa do disco e, em Tristeza, ela canta e toca sintetizador, além de ser coautora da faixa.

Foto: Ricardo Ara / Divulgação

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Brothers No More transforma fim de relacionamento em pós-punk gelado no single “Days of Summer”

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Brothers No More (Foto: Divulgação)

RESUMO: O Brothers No More estreia uma nova fase com Days of summer, single de pós-punk inspirado por The Cure, Joy Division e The Smiths, que aborda o desgaste dos relacionamentos com clima sombrio e atmosférico.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Cinco músicos italianos vindos de trajetórias diferentes resolveram cruzar referências em 2022 e acabaram chegando a um ponto em comum: nasceu ali o Brothers No More, uma banda ligada ao pós-punk e a clima de forte carga emocional nas letras – com referências como The Cure, Joy Division, The Smiths, The National, Fontaines D.C. e Sonic Youth. Na formação, Gerry Guarino (vocais), D. Guarino (guitarra), Paolo Langella (baixo), Giovanni Gonnella (bateria) e Francesco Rizzo (guitarra e teclados).

Depois do EP de estreia epônimo, lançado em 2024, o quinteto abre uma nova fase com o single Days of summer, produzido por Amerigo Verardi e lançado pelo selo NOS Records. A faixa antecipa um novo EP de seis músicas, previsto para outubro. A nova música tem toques simples e atmosféricos na guitarra, e clima gelado – e a letra, quase toda narrada, fala sobre mudanças e desgastes dentro de relacionamentos.

A ideia é não buscar culpados e inocentes na situação. Na real, talvez nem dê pra entender que parte do casal diz o quê na letra, que aliás começa com os dois notando que ambos gostam de The Smiths (por aí dá pra entender o clima de perdição emocional que vai tomando conta da música, aliás).

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Terminal Guadalupe reflete sobre avanço da extrema direita em novo álbum

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Terminal Guadalupe (Foto: Maicon Garcia / Divulgação)

RESUMO: No álbum Ensaio sobre a urgência, a Terminal Guadalupe mistura rock alternativo, folk-punk e rock latino para refletir sobre o avanço da extrema direita e a crise política no Brasil e na América Latina. Conheça os singles.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Maicon Garcia / Divulgação

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A Terminal Guadalupe nunca foi uma banda de fazer rock olhando para o próprio umbigo. E Ensaio sobre a urgência, sexto álbum do grupo curitibano, será seu trabalho mais diretamente conectado ao momento político. O disco chega às plataformas em 13 de agosto, às vésperas do início da campanha eleitoral, trazendo um olhar sobre o avanço da extrema direita e seus reflexos no Brasil e no mundo.

Os singles já lançados deixam claro o caminho. O bebê de Mussolini fala da ascensão da extrema direita digital, enquanto Cristão, esposo, pai e patriota reconstrói o dia em que o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior matou a tiros o gari Laudemir de Souza Fernandes, em agosto de 2025, em Belo Horizonte. O título reproduz exatamente a forma como o autor do crime se apresentava nas redes sociais.

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Antes da chegada do álbum ainda sai mais um single, mas o lançamento mais recente foi Mundo sin dueño. Cantada em espanhol, a música amplia o foco para a América Latina e funciona como um manifesto de solidariedade e resistência diante do avanço de governos ultraconservadores na região. Musicalmente, aproxima o rock latino da energia de bandas como Pixies, enquanto o restante do disco também passeia por referências de folk-punk e rock alternativo que remetem a nomes como Violent Femmes e Billy Bragg.

O conceito e a produção de Ensaio sobre a urgência ficaram nas mãos de Dary Jr. (voz) e Allan Yokohama (guitarra, teclados e vocais). A formação se completa com Gabe Salmazo (baixo, escaleta e vocais) e Luciano Vassão (bateria), enquanto Matheus Bittencourt, do estúdio Casa do Fundo, assinou a mixagem e a masterização. Gravado de forma remota e doméstica, o álbum transforma essa limitação em parte da proposta: um disco feito com poucos filtros, tentando responder ao presente enquanto ele ainda acontece.

E olha os singles já lançados aí.

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Direto de Atenas, Commuter amplia o caos no novo single “Guilt beats hate”

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Commuter (Foto: Divulgação)

RESUMO: O Commuter retorna com Guilt beats hate, single que mistura noise punk e pós-punk em um som cru e caótico, antecipando o segundo álbum da banda grega formada em Atenas.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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A vida não melhora muito com o tempo — você só aprende a aguentar mais pancada. É com essa filosofia pouco otimista que o Commuter apresenta Guilt beats hate, primeiro single inédito da banda de Atenas desde o álbum de estreia Guilt eraser (2024). Também é a primeira gravação do grupo com o guitarrista Kostas Bariamis, novo integrante da formação.

A faixa mantém o barulho organizado que o quarteto vem cultivando desde o início: noise punk, pós-punk e guitarras que parecem prestes a sair dos trilhos a qualquer momento. Gravada ao vivo no estúdio, sem muita preocupação em esconder as imperfeições, Guilt beats hate tenta capturar exatamente o que o Commuter faz no palco: um som alto, caótico e direto. A música já antecipa o segundo álbum da banda, ainda sem título ou data de lançamento.

O single foi gravado, mixado e produzido por Alex Bolpasis, no Suono Studio, em Atenas, e masterizado por Greg Obis, do Chicago Mastering Service. O clipe, dirigido por Christos Lianopoulos, segue a mesma estética crua da faixa.

O Commuter surgiu em Atenas em 2019 como projeto solo do vocalista e guitarrista Dionysis Koutavas, tornando-se uma banda em 2021. Desde então, o grupo vem misturando influências do pós-punk canadense, da nova geração britânica e do noise rock mais abrasivo. Em 2025, fez sua primeira turnê europeia e dividiu palco com nomes como Dry Cleaning, Protomartyr, A Place to Bury Strangers, DITZ, Heavy Lungs e bandas gregas como The Steams e Deaf Radio.

Antes do álbum Guilt eraser, lançado de forma independente em 2024, o Commuter havia estreado com um EP homônimo em 2023, lançado em cassete pela Bitter Tea Records. Se Guilt beats hate servir de amostra, o próximo disco deve seguir ampliando o caos. Só que agora com uma banda ainda mais afiada.

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