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Sua playlist tem músicas criadas por IA? A Deezer quer mostrar

A inteligência artificial já está compondo, gravando e lançando músicas em escala industrial. E, pelo visto, muita gente nem percebe. A plataforma de streaming Deezer anunciou uma ferramenta gratuita que promete mostrar aos usuários se suas playlists incluem faixas criadas totalmente por inteligência artificial – mesmo que elas estejam hospedadas em outros serviços de streaming.
O detector online, lançado em 27 idiomas, funciona de maneira simples: o usuário conecta sua conta de streaming, deixa a plataforma analisar suas playlists e recebe um relatório indicando a presença (ou não) de músicas geradas por máquinas. A novidade surge num momento em que a discussão sobre transparência no streaming musical está cada vez mais quente.
A iniciativa vem apoiada por uma pesquisa realizada pela Deezer em parceria com a Ipsos, em oito países, incluindo o Brasil. Segundo o levantamento, 80% dos entrevistados acreditam que músicas criadas integralmente por inteligência artificial deveriam ser identificadas de forma clara. Além disso, 73% gostariam de saber quando uma plataforma está recomendando esse tipo de conteúdo.
TESTE CEGO
O dado talvez mais impressionante seja outro: em um teste cego, 97% dos participantes não conseguiram distinguir uma música feita por IA de uma criada por seres humanos. Entre os brasileiros, o índice foi exatamente o mesmo.
Para Alexis Lanternier, CEO da Deezer, a ideia é ampliar uma política de transparência que a empresa vem adotando há mais de um ano. Segundo ele, quase metade dos usuários que chegam à plataforma vindos de outros serviços de streaming têm músicas geradas por IA em suas playlists sem necessariamente saber disso. “A grande maioria das pessoas quer saber se está recebendo recomendações desse tipo”, afirma.
No Brasil, Rodrigo Vicentini, gerente-geral da Deezer para a América Latina, afirma que a ferramenta pretende ajudar os usuários a entender melhor o que estão ouvindo. Segundo ele, oferecer mais transparência se torna cada vez mais importante à medida que conteúdos criados por inteligência artificial passam a ocupar espaço maior nas plataformas.
MUITA IA
A preocupação não é exatamente pequena. Atualmente, a Deezer afirma receber cerca de 75 mil músicas totalmente geradas por IA por dia. Isso representa mais de 44% de todos os uploads diários recebidos pela plataforma. Desde o início de 2025, a empresa diz ter identificado mais de 13,4 milhões de faixas desse tipo.
A plataforma também informa que remove músicas inteiramente produzidas por IA de seus sistemas de recomendação e de playlists editoriais. A justificativa é evitar que esse material interfira na distribuição de royalties para artistas humanos. Segundo a companhia, entre 1% e 3% das execuções totais da plataforma já vêm de músicas sintéticas — e boa parte delas estaria ligada a esquemas de fraude para geração artificial de streams.
A discussão vai além da simples identificação. Um estudo citado pela Deezer, realizado pela CISAC e pela PMP Strategy, estima que quase 25% da renda dos criadores musicais pode estar em risco até 2028 devido ao avanço da inteligência artificial generativa. Em valores, isso representaria cerca de 4 bilhões de euros.
SEM PROBLEMA?
Ao mesmo tempo, o público parece dividido. Se 73% dos brasileiros querem transparência sobre recomendações feitas por IA, 52% não veem problema em músicas criadas por máquinas disputarem espaço nas paradas ao lado de faixas feitas por artistas humanos. Só que parte desse grupo defenda que elas apareçam devidamente identificadas.
Curiosamente, o Brasil aparece como um dos países mais abertos à novidade: 65% dos entrevistados dizem ter curiosidade sobre músicas criadas por inteligência artificial e 76% afirmam já ter ouvido esse tipo de conteúdo ao menos por curiosidade.
A guerra entre músicos, plataformas, gravadoras e empresas de tecnologia ainda está longe de terminar. Mas, enfim, daqui para frente, saber se uma música foi feita por gente ou por algoritmos vai virar uma informação tão importante quanto saber o nome do artista.
Imagem: Alexander Shatov / Unsplash
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RJ: Tatá Aeroplano faz show intimista na Audio Rebel neste sábado

Uma das figuras mais inquietas e criativas da música independente brasileira, Tatá Aeroplano chega na Audio Rebel neste sábado (18) para uma apresentação especial no formato voz e violão. O show se chama Andarilho urbano e reúne músicas de toda a sua trajetória artística, além das canções de seu recém-lançado álbum Lendas e sol (2026). Os ingressos custam R$ 30 (antecipados) e R$ 40 (na porta) e já podem ser adquiridos online.
No repertório também entram canções emblemáticas de sua autoria, como Pareço moderno e Cama, lançadas com a banda Cérebro Eletrônico, e, pra noite ficar ainda mais especial, o músico paulista recebe André Paixão e Marcelo Callado no palco. Um encontro especial entre psicodelia, canção brasileira, poesia e liberdade criativa, marcas registradas de sua obra.
A apresentação faz parte do Programa Funarte Ações Continuadas, com produção da Bacafest e da Sensacional – Associação Nacional de Produtores Independentes. Cantor, compositor, DJ e agitador cultural, Tatá se tornou referência na cena alternativa paulistana ao longo das últimas duas décadas, liderando projetos fundamentais como Cérebro Eletrônico, Jumbo Elektro e Frito Sampler.
Em sua carreira solo, iniciada em 2012, lançou uma sequência de álbuns elogiados pela crítica, explorando temas como afetos, transformações urbanas, espiritualidade e questionamentos existenciais. Entre seus trabalhos mais recentes estão Boate invisível (2023, resenhado pela gente aqui) e Lendas e sol (2026, resenhado em breve!).
SERVIÇO:
Tatá Aeroplano apresenta Andarilho urbano
participações de André Paixão e Marcelo Callado
Data: 18/07/2026
Horário: 20h (abertura da casa) | 21h (show)
Link dos ingressos antecipados aqui
R$ 30,00 antecipado / R$ 40 na porta
Gratuidade CadÚnico e Lista Trans
Audio Rebel – Rua Visconde de Silva, 55 – Botafogo – Rio de Janeiro
Foto: Luiz Romero / Divulgação
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Robert Smith mete o pau na “ideia absurda de um show de intervalo na final da Copa do Mundo” e em Trump

Errado não tá, não. Aliás tá certíssimo: Robert Smith (The Cure) odiou a ideia de haver um show de intervalo na final da Copa do Mundo – como já acontece há vários anos no Super Bowl (via Consequence Of Sound). Mas pro cantor, tem mais coisas ruins do que a ideia de um show de intervalo: tipo o presidente dos EUA, Donald Trump, entregando a taça para os vencedores do torneio ao lado do presidente da FIFA, Gianni Infantino.
Smith fez uma postagem no Instagram reclamando disso tudo e ainda deu uma zoada master em Infantino, trocando o sobrenome dele. “O show do intervalo, que foi idealizado por Chris Martin, do Coldplay, contará com Madonna, Justin Bieber, Shakira e a boyband de K-pop BTS”, escreveu.
“O presidente da Fifa, Gianni Infantosser, descreveu o show do intervalo como um ‘espetáculo inovador’ que ‘celebrará o futebol, a música e nossos valores compartilhados, garantindo um legado que transcende o apito final'”, continuou. E depois completou: “AAAAAAAAAAAAAAAAAAGH… #Breadandcircuses #MUGWANK #pleasejustfuckoff”.
Pouco depois, Smith publicou outra mensagem esclarecendo que não estava criticando especificamente Chris Martin ou os artistas. Ele também criticou Infantino por entregar o troféu da Copa do Mundo aos vencedores do torneio ao lado do presidente dos EUA, Donald Trump, de quem Smith também não é fã.
“Suspiro… PARA AQUELES QUE NÃO ENTENDERAM: A QUESTÃO NÃO É QUEM ESTÁ FAZENDO A CURADORIA OU SE APRESENTANDO, MAS SIM A IDEIA ABSURDA DE UM SHOW DE INTERVALO NA FINAL DA COPA DO MUNDO… SE AGORA VOCÊ ENTENDE MELHOR MEU ‘AAAAAAAGH!’, MAS AINDA NÃO CONCORDA, POR FAVOR, AJUSTE SEU BONÉ VERMELHO, SUA CAMISETA ‘EU 🖤 JANNY + DONNY + $$$’ E… FIQUE À VONTADE? AVANTE… RSX PS. “Infantosser disse que ele e o presidente dos EUA, Trumpton, entregarão o troféu no domingo”. INFELIZMENTE, NÃO SOBRARAM A’S SUFICIENTES PARA O ‘ARGH’ QUE DEVERIA VIR EM SEGUIDA… #breadandcircuses #pleasejustfuckoff #fuckfifa #justlookuplostworld”.
Você já deve saber mas não custa lembrar: a final da Copa do Mundo acontece domingo, 19 de julho, entre Espanha e Argentina. Inglaterra e França disputarão o terceiro lugar amanhã, sábado, dia 18. As mensagens de Smith seguem abaixo (ja curtimos ambas).
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E tem música nova de Fiona Apple. É o tema da série “Lucky”

Fiona Apple tem andado sumi… bom, não exatamente sumida. Ela aparece às vezes, mas sem aviso prévio. Há alguns dias, sua melhor amiga Zelda Hallman postou em seu canal vídeo da cantora falando sobre as dificuldades que tem enfrentado para compor novas músicas sobre a “enxurrada interminável de horrores” que afetam o mundo hoje. No ano passado, ela lançou o single Pretrial (Let her go home), inspirado em sua experiência como observadora judicial, especialmente de mulheres afetadas pela prisão preventiva. E agora saiu mais uma música nova.
A faixa nova é a a curtinha Horns of a bull, tema da série Lucky, da Apple TV+, que já está disponível para streaming. A faixa tem um som que faz lembrar bastante o clima esparso do disco mais recente dela, Fetch the bolt cutters (por acaso, igualmente lançado de surpresa na pandemia, em 2020): percussão, piano, ruídos, voz (que voz, aliás!) e clima soturno e tenso, especialmente quando a velocidade da música vai aumentando.
Lucky estreou no Apple TV+ na última quarta-feira (15). Baseada no romance homônimo de Marissa Stapley, a minissérie acompanha uma golpista vivida por Anya Taylor-Joy, que tenta escapar tanto da polícia federal quanto de uma temida chefe do crime interpretada por Annette Bening. O elenco também reúne Clifton Collins Jr., Aunjanue Ellis-Taylor e Timothy Olyphant.
E a tal mensagem de vídeo divulgada por Fiona traz a cantora falando que “talvez esteja deixando a busca pela perfeição atrapalhar o que é bom”, disse ela. “É difícil me concentrar e quando consigo, fico me questionando se sou a pessoa certa para dizer aquilo ou se estou dizendo da maneira correta”.
“Eu só não queria que você pensasse que eu estava fingindo que não via nada, que eu não percebia o que estava acontecendo ou que eu não me importava. Eu me importo, sim. Sei que nem todo mundo espera algo de mim, mas eu espero algo de mim mesma”, continuou.
Além de Pretrial, ela lançou em 2025 uma versão de Heart of gold, de Neil Young, para um álbum beneficente da Bridge School – e fez uma participação na música Letter from an unknown girlfriend, da banda The Waterboys. E abaixo você confere Horns of a bull.






































