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Cultura Pop

A briga do De La Soul com os Turtles

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Jogaram o vídeo de divulgação de "3 Feet..." do De La Soul, no YouTube

Em 1996, a série Dancing in the street: a rock and roll history, exibida pelos canais PBS (nos Estados Unidos) e BBC (na Inglaterra) chegou até ao hip hop e à união entre pop e dance music no décimo e último episódio, The perfect beat. Com o objetivo de não ficar presa apenas a clássicos do estilo musical, a série passou pelo blues de Chicago, pela psicodelia de San Francisco e de Londres, pelo crescimento do soul e do funk nas paradas e chegou até a arte do sampling, no ano em que o De La Soul lançava seu quarto disco, Stakes is high. Por acaso um disco no qual o grupo refletia sobre a cultura hip hop e praticamente fazia um documentário em forma de álbum sobre a importância do estilo musical.

O primeiro disco do De La Soul, 3 feet high and rising (1989) trazia uma boa biblioteca de samples, e nem tudo ali rolou na tranquilidade. O grupo sessentista The Turtles, por exemplo, odiou saber que na vinheta Transmitting live from Mars havia um sample de um antigo single do grupo, You showed me.

Os ex-membros do Turtles, Howard Kaylan e Mark Volman (os populares Flo & Eddie) decidiram meter um processo no De La Soul e companhia. E não foi só um processinho – foi coisa de US$2,5 milhões, em 1991, quando o disco já tinha dois anos de loja, o que abria precedentes bem complexos para quem quisesse usar qualquer trecho de música. O caso foi resolvido fora dos tribunais, o De La Soul amargou um prejuízo de US$ 1,7 milhão, Volman soltou declarações idiotas como “sampling é apenas um termo mais longo para roubo” e que “qualquer um que diga que samplear é algum tipo de criatividade nunca fez nada criativo”.

A música dos Turtles havia sido lançada em 1969 num disco quase tão diversificado quanto 3 feet. Era The Turtles present the Battle of the Bands, álbum no qual os Turtles adotavam 12 nomes diferentes de bandas, cada uma com um estilo próprio. You showed me era “de” um grupo chamado Nature’s Children. Estranhamente, a canção nem sequer era dos Turtles, mas sim de dois integrantes dos Byrds, Gene Clark e Roger McGuinn. Foi gravada pelos Byrds e nunca lançada, e depois foi parar no repertório da banda de Howard e Mark.

Mais curioso ainda: em 1990, ano anterior ao processo, um outro grupo de rap, o Salt N Pepa, gravou You showed me com direito a samples. Mas a questão com o De La Soul foi mais complexa porque Flo & Eddie não curtiram o fato de não terem sido creditados e do sample não ter sido citado. Coisa corriqueira na música do fim dos anos 1980, quando sampling era tendência e novidade.

No papo abaixo, tirado do Dancing in the street, o De La Soul dá uma demonstração de como sampleava sons nos anos 1990 e explica um pouco sobre a história: era o começo da banda, ninguém sabia direito como lidar com samples e, com o tempo, as coisas foram mudando – embora houvesse um listão de artistas com os quais ninguém devesse mexer ou ia dar problema. Também recordam a época em que eram vistos como o grupo de rap que traziam um pouco da “era de Woodstock” para a música do fim dos anos 1980. E se preocupavam com o fato de haver gente que era “contra” o hip hop (o que aumentaria bastante a régua dos processos).

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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