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Cultura Pop

Quando o rock brasileiro dos anos 1980 invadiu o Globo Repórter

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Quando o rock brasileiro dos anos 1980 invadiu o Globo Repórter

Não dá pra negar: mudou muita coisa na parada de sucessos lá pra 1982/1983. Bom, mesmo o rádio popular tinha perfil mais “adulto” há uns 40 anos, com direito a sucessos pop internacionais convivendo com canções de Gonzaguinha e Simone. Mas de repente uns nomes que ninguém tinha ouvido falar (Ritchie, Blitz, Lulu Santos) invadiam as paradas, ganhavam rótulos qualquer-nota como “a nova jovem guarda” e eram pedidos pelo público nas rádios. E, ah, apareciam num certo programa de TV aí, que está completando 50 anos em 2023.

Protagonizado por um Pedro Bial jovem e barbudo, o Globo Repórter demorou para descobrir a febre de rock brasileiro dos anos 1980, numa época em que o programa tinha uma pauta um pouco mais diversificada. Apesar de As aventuras da Blitz já estar nas lojas desde 1982, o programa com os principais nomes do estilo musical no começo da década só foi ao ar em 1º de dezembro de 1983. Lulu Santos, que dá algumas das entrevistas mais reveladoras do programa, surge em meio a um ensaio em São Paulo (para um show no Palace) e diz que, em meio à quase-volta da democracia, era o povo que mandava nas paradas de sucesso.

“Antigamente tinha esse negócio de jabá, de pagar para uma música entrar no rádio, mas dessa vez o povo liga para a rádio e pede a música”, afirmava, entre uma brincadeira de ensaio com Emoções, de Roberto Carlos, e uma aparição do histórico DJ Eloy de Carlo atendendo a uma ouvinte que queria escutar Um certo alguém, de Lulu. A realidade era bem diferente, claro: muitas vezes você ligava para uma estação de rádio para pedir uma canção ao vivo e te apresentavam um menu de música para você escolher uma… Mas vale o romantismo fake dos anos 1980, que era bem maior do que o dos anos 2020.

Em outros momentos do programa, a Blitz, com a formação do disco Radioatividade (1983) relaxa à beira-mar e na piscina. Ritchie provoca uivos em Curitiba ao tirar um casaco vermelho à moda de Gary Numan/Michael Jackson em pleno palco (e ficar de camiseta sem mangas). Sobe no palco de um ginásio para dar um show (cercado de seguranças) e passa ao lado de uma tabela de basquete. O jornalista Pepe Escobar, em papo rápido, diz ver mais autenticidade em Lulu Santos, “que coloca uma pose de clown, de palhaço, de entertainer, que é condizente com o que ele pensa”.

As entrevistas do Globo Repórter com sambistas irritados com os roqueiros são hilárias. João Nogueira diz que o rock nacional não é música brasileira e está ligado à mídia (“junto com esse negócio de rock vem o tênis, o jeans…”). Três anos depois zoou impiedosamente os rockstars com Eu não falo gringo, parceria com Nei Lopes (a música aí de cima). Citado como influência por Evandro Mesquita (Blitz), Moreira da Silva rebate dizendo que “é uma forçação de barra. O cara não tem criatividade e apelou pro rock, que é uma música estrangeira”. Alcione reclama que “não tem nada a dizer sobre Ritchie” e que “nunca vi lugar pra dar tanto inglês, sobrou até um pra vir pro Brasil” e… o cantor convida a sambista para ir à Inglaterra gravar um samba em inglês e fazer sucesso por lá (ele anos depois, diria que pegou pesado).

Tá ai o programa.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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