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Cultura Pop

John Tavener: música clássica na gravadora dos Beatles

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Morto em 2013 aos 69 anos, o compositor clássico britânico John Tavener tem vários detalhes interessantes em seu currículo. Um deles, a gente destaca aqui: Tavener responsável pelos únicos lançamentos de música clássica do selo Apple, dos Beatles. Um deles foi a cantata The whale, baseada na alegoria bíblica de Jonas e a baleia, e que foi apresentada em público pela primeira vez em 1968 no Queen Elizabeth Hall, com a Sinfonieta de Londres. O tema saiu em disco pela Apple britânica em 25 de setembro de 1970 (15 de novembro de 1970 nos Estados Unidos).

The whale, de John Tavener, na Apple

Ironicamente, apesar de os créditos “artísticos” dos Beatles sempre ficarem com o revolucionário John Lennon e o frequentador de livrarias e galerias de arte Paul McCartney, quem levou Tavener para a Apple foi ninguém menos que… Ringo Starr. O irmão de Tavener, que trabalhava com construção civil, fazia uma obra na casa do baterista. Ringo conheceu John Tavener por intermédio dele e acabou apresentando o compositor a John Lennon. O autor de Imagine já tinha gostado de uma ópera de Tavener, que conhecera num recital, e facilitou para que The whale saísse.

https://www.youtube.com/watch?v=up6e_zKJcxU

The Whale já passou pelo YouTube algumas vezes e foi retirada de lá, e recentemente foi recolocada de novo (olha aí em cima). A cantata tem oito partes: Documentário, Melodrama e pantomima, Invocação, A tempestade, A deglutição, A reza, Na barriga e O vômito (!). A ideia era mostrar de forma quase científica todas as fases de Jonas na barriga do bicho.

Olha aí o que Tavener tem a falar sobre sua obra. Tirei do site dele, que ainda está no ar e é bastante detalhado a respeito de vida pessoal e trabalho.

The whale representou um novo território para mim. Anteriormente, eu tinha escrito textos bíblicos bem diretos, como Credo, Caim e Abel. Mas a história de Jonas e a baleia foi intercalada com uma seção surrealista, que trazia uma entrada surrrealistica no interior da baiela. Foi ocorrendo ao longo da narrativa bíblica de The whale, no estômago, dentro da barriga da baleia (…) Teve grande impacto no concerto inaugural da cantata, com a Sinfonieta de Londres com Alvar Liddell, que lê a entrada enciclopédica nas baleias” (John Tavener)

Tavener continuou trabalhando com música religiosa até o fim da vida. Em 1977, converteu-se ao Cristianismo Ortodoxo Russo. Em 1991 chocou a sociedade mais conservadora da Inglaterra ao casar-se com uma menina de 20 anos, Maryanna Schaefer, com quem teve três filhos. A ligação do músico com os Beatles não acabou com The whale. Em 1971, ele lançou pela Apple o Celtic requiem, escrito para soprano, coral de crianças e orquestra. Em 1977, Ringo pôs nas lojas de novo The whale pelo seu selo Ring’O Records, com outra capa. The whale e Celtic requiem saíram em um único CD em 2010 pela própria Apple.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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