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Urgente!: Foo Fighters anunciam novo álbum “Your favorite toy” e soltam faixa-título

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Foo Fighters (Foto: Elizabeth Miranda / Divulgação)

Se alguém ainda tinha dúvida de que o Foo Fighters ia mesmo voltar logo, acabou: Dave Grohl e companhia oficializaram um novo disco, Your favorite toy. É o 12º álbum de estúdio da banda, o sucessor de But here we are (2023) e chega dia 24 de abril. E já vem puxado pela faixa-título.

O anúncio não caiu exatamente do nada. Nos últimos meses o grupo vinha deixando migalhas pela internet — primeiro dizendo que o álbum já estava pronto, depois soltando pistas meio enigmáticas. A coisa ficou mais evidente quando o site oficial virou uma página interativa cheia de trechinhos de músicas novas. Agora deu pra entender: era aquecimento.

  • Resenhamos But here we are aqui.
  • Temos episódio do nosso podcast Pop Fantasma Documento sobre FF aqui.

Um dos anúncios do grupo rolou no dia 24 de janeiro, durante o show dos FF no Estádio UTAS em Launceston, Tasmânia (Austrália). Durante o bis, eles tocaram Exhausted, do álbum de estreia homônimo de 1995, e Grohl avisou ao público no meio da música: “Voltaremos aqui mais cedo do que vocês imaginam. Eu sei quando voltaremos! Será antes do meu próximo aniversário (14 de janeiro de 2027), só para vocês saberem”, disse. “E talvez tenhamos um álbum inteiro novo com músicas que acabamos de terminar outro dia. Sei lá!”.

Agora, junto com a confirmação, eles liberaram a faixa-título, que está bem longe de um “só pra avisar que estamos vivos”. A música funciona como cartão de visitas do disco inteiro e, diz a própria banda, indica uma fase nova – menos ligada ao luto explícito que atravessava o álbum anterior e mais focada em energia direta, quase física. Rock de estádio, com muito senso melódico, e Grohl parecendo bastante influenciado pela energia do pós-punk, bem mais até do que pelo som dos anos 1990 que sempre marcou o grupo (embora tudo seja bem ruidoso e a música seja algo como um combinado The Cure + Hüsker Dü).

“A música foi realmente a chave que desbloqueou o tom e a direção energética do novo álbum”, explicou Grohl. “Nós a encontramos por acaso depois de experimentar diferentes sons e dinâmicas por mais de um ano, e no dia em que ela tomou forma, eu soube que tínhamos que seguir o seu exemplo. Foi o pavio para o barril de pólvora de músicas que acabamos gravando para este disco. Parece novo”.

Your favorite toy sai pela Roswell/Columbia. Ao contrário dos últimos três discos, em que o grupo teve Greg Kustin como produtor, dessa vez o próprio Foo Fighters produziu tudo ao lado do engenheiro de som Oliver Roman. Ilan Rubin, ex-Nine Inch Nails, ocupa a bateria depois da demissão de Josh Freeze (que já deu declarações sobre nunca ter entendido o pé na bunda que levou do grupo).

O álbum parece seguir a tradição do Foo Fighters: quando parece que vão desacelerar, eles aparecem com mais um capítulo grande. Resta ver se é reinvenção mesmo ou apenas a banda sendo… a banda — o que, para boa parte do público, já basta. Abaixo, você confere a lista de faixas e a capa do álbum.

01. Caught in the echo
02. Of all people
03. Window
04. Your favorite toy
05. If you only knew
06. Spit shine
07. Unconditional
08. Child actor
09. Amen, caveman
10. Asking for a friend

Texto: Ricardo Schott – Foto: Elizabeth Miranda / Divulgação

Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

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Urgente!: Michael Stipe reaparece em Os Simpsons e reacende papo de volta do R.E.M.

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O site Stereogum jogou um veneninho esperançoso no retorno de Michael Stipe à Springfield: o eterno vocalista do R.E.M. participou de Homer? A Cracker Bro?, o último episódio da 37ª temporada de Os Simpsons. Detalhe: 25 anos após o grupo aparecer num episódio de Ação de Graças, quando Homer Simpson convenceu o R.E.M. a tocar num bar de garagem com uma desculpa ambiental meio fajuta.

Tom Breiham, do Stereogum, mandou essa: “Quantas vezes Os Simpsons trouxeram de volta participações especiais sem escalá-las como personagens recorrentes, como Phil Hartman ou Kelsey Grammer? Devem ter feito isso pelo menos algumas vezes nos últimos anos, mas não estou por dentro dos episódios recentes dos Simpsons nesse sentido”.

Nem foi só o Stereogum: Alexandre Matias escreveu no insta de seu site Trabalho Sujo que “o R.E.M. é outra ex-banda que está só ciscando repercussão pra ver se vale a pena voltar aos palcos”. Seja lá o que vem por aí, no último domingo, o final da temporada mostrou o ex-R.E.M. cantando uma versão zoeira de Everybody hurts. O hit anti-suicídio do grupo foi transformado em jingle sobre biscoitos sem migalhas (“Everybody Kirks, crumb times”), com o avatar de Stipe vestido igual ao clipe original da música.

A versão amalucada rola porque o episódio mostra Homer e Kirk Van Houten, pai do personagem Milhouse, abrindo juntos uma empresa de biscoitos sem farelo. Só que, mesmo com o sucesso da empreitada, a vida de Kirk “vira de cabeça para baixo depois de sofrer um episódio maníaco que o deixou deprimido” (segundo a sinopse original). Stipe ficou felizão de aparecer no desenho: “Fiquei extremamente lisonjeado por ser convidado a retornar ao universo de Os Simpsons, e particularmente com essa grande mensagem de esperança”, escreveu Stipe no insta da banda.

 

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Um post compartilhado por R.E.M. (@rem)

Michael não foi a única celebridade retratada no final da temporada de Simpsons. O episódio duplo (!) trouxe no primeiro dia Marge indo à Filadélfia para inscrever o Ajudante de Papai Noel na Exposição Nacional de Cães, e contou com participações especiais de vozes famosas da Filadélfia, como Questlove, Boyz II Men e Quinta Brunson, além de Noah Wylie, Katherine LaNasa e Taylor Dearden, da banda The Pitt.

O episódio de 2001 você recorda abaixo.

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Urgente!: Fcukers solta “Beatback”, mais um single do álbum de estreia previsto para março

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Fcukers (foto: Jeton Bakalli)

O duo nova-iorquino Fcukers (visto aí em foto de Jeton Bakalli) resolveu acelerar 2026: saiu na sexta-feira (13) Beatback, single novo com clipe dirigido pela própria vocalista Shanny Wise, típico futuro hit de pista indie. A faixa é mais um aperitivo do álbum de estreia Ö, que chega em 27 de março pela Ninja Tune, selo que anda escolhendo bem seus novos nomes. Antes disso o Fcukers já tinha liberado L.U.C.K.Y, então dá para entender o caminho: synths brilhando, refrões curtos e uma estética bem pop – sem o menor dilema por ser pop, vale dizer.

O momento é claramente de subida. O grupo tocou DJ set na festa do Grammy organizada pela revista W, entrou nos radares de artistas novos de Spotify e Amazon e ainda caiu no listão de criativos do ano de 2026 da Adidas, com direito a show numa loja da marca em Nova York. Ah, e sim: eles abrem shows do Harry Styles na turnê Together together no Brasil – tiveram enfim, o tipo de vitrine que muda carreiras.

Ö foi produzido por Kenneth Blume (o Kenny Beats), mixado por Tom Norris (Lady Gaga, The Weeknd) e tem toques do Dylan Brady, do 100 gecs, em três faixas. Gravaram tudo em duas semanas intensas logo depois de se conhecerem — o que talvez explique a sensação de banda recém-formada, só que já funcionando. Se Beatback for indicativo, vem aí um pop eletrônico feito para tocar alto.

  • Resenhamos o EP Baggy$$, de 2024, aqui.

 

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Urgente!: Nova exposição sobre David Bowie vai te levar pra dentro da mente dele

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Urgente!: Nova exposição sobre David Bowie vai te levar pra dentro da mente dele

David Bowie virou um daqueles artistas que já não cabem mais só em discos, biografias ou camisetas vintage. O legado dele acabou virando um lugar – meio mental, meio estético – onde gente de gerações diferentes entra e reconhece alguma coisa ali. Agora Londres resolveu levar isso ao pé da letra: a exposição imersiva David Bowie: You’re not alone rola no Lightroom, casa de shows imersivos em King’s Cross, de 22 de abril a 28 de junho.

A ideia não é exatamente contar a história do artista, ou focar em seus personagens (Ziggy Stardust, Thin White Duke e companhia), mas colocar o visitante dentro da cabeça dele, e mostrar o Bowie curioso, o cara interessado em arte, espiritualidade, composição e no poder transformador da criatividade. E toda a perspectiva dele em relação a esses e outros temas.

  • Mais David Bowie no Pop Fantasma aqui.
  • Mais sobre David Bowie: You’re not alone no site do Lightroom

O percurso usa projeções gigantes em todas as paredes (e até no chão) e um sistema de áudio espacial que faz a voz do próprio Bowie conduzir a experiência, construída a partir de entrevistas ao longo de décadas. Em vez de um guia tradicional, é como se o artista fosse comentando a própria trajetória enquanto imagens, desenhos, manuscritos e gravações surgem ao redor. Tudo é estruturado em capítulos temáticos, exibidos como num loop, de forma contínua.

O material vem do enorme arquivo mantido em Nova York e inclui coisas bem conhecidas e outras bem raras – destacando uma filmagem rara de 1978, feita no Earl’s Court Arena, remontada e returbinada a partir de material descoberto no arquivo do artista. Tem fotos pessoais, anotações, registros de estúdio e trechos raros de TV, como a entrevista de 1975 com Russell Harty (um papo via satélite que rolou com certo delay e que impressionou pelo desconforto do cantor). Uma surpresa é a reconstrução do cenário da turnê Diamond dogs. Além disso, performances de músicas como Space oddity, Diamond dogs, Heroes e Blackstar foram recriadas exclusivamente para a mostra.

A mostra tem produção do próprio Lightroom, criação do estúdio de design 59 e direção de Mark Grimmer, que já tinha sido diretor criativo da exposição David Bowie Is, do V&A, ao lado de Tom Wexler – aquela exposição, por sinal, que passou pelo Museu da Imagem e do Som de SP em 2014. Grimmer diz que todo o trabalho foi norteado pela ideia de derrubar o mito do “Bowie alienígena”, do mito intocável.

“Ao longo de sua carreira, Bowie resistiu a ser visto como algo além de humano. Em vez de diminuir seu mistério, queríamos celebrá-lo como um defensor da criatividade humana. Alguém que acreditava que a arte nos ajuda a entender o que significa estar vivo”, explica.

No fundo, a exposição parece partir de uma conclusão simples: Bowie nunca foi só uma sequência de fases, mas um processo contínuo. E talvez funcione justamente porque não tenta explicar totalmente o artista. Só te coloca dentro do universo e deixa você circular por ali, meio perdido / perdida. Mas livre – e essa sempre foi a melhor forma de entender Bowie.

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