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Rodrigo Campello transforma a arte de Banksy (e os textos de Maíra Knox) em caos urbano eletrônico

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O que mais tem por aí é jornal querendo revelar a identidade do artista de rua Banksy – a agência Reuters, uma das mais interessadas no assunto, acredita que ele pode ter adotado um novo nome legal para continuar trabalhando. Uma turma enorme diz que a verdadeira identidade dele é Robin Gunningham, um britânico de 51 anos, do qual se conseguiu até uma foto de escola.

Verdade ou não, a identidade do artista continua sendo um dos segredos mais bem guardados do mundo – na real, melhor que seja assim. Essa combinação de criatividade e ligação com vida urbana foi uma das inspirações para que o músico Rodrigo Campello resolvesse dedicar a Banksy o terceiro volume de sua série de EPs Peças de uma exposição (Luna Music).

E, bom, o misteriosíssimo grafiteiro britânico foi uma das inspirações de Campello, porque o ponto de partida mesmo foram os textos da DJ, chef de cozinha e compositora Maíra Knox (foto ao lado), cuja voz narra todas as histórias contadas nas três faixas.

“A colagem dadaísta dos textos de Maíra me levam direto ao trabalho e à posição desse artista fantástico, atual, que joga com a própria identidade (quem é Banksy?) e com a eterna luta entre o velho, passado e o novo. Mas, como disse o poeta, o novo sempre vem”, explica Rodrigo.

E de fato, os textos de Maíra soam como colagens de sentimentos, situações e visões, sempre pela perspectiva feminista – e sempre pelo ponto de vista de quem enxerga a opressão nos padrões da sociedade, nas superficialidades de Coisa fútil (“ela se fudeu com a sua vaidade / gastou um monte de beijos, grana, tempo e volta no mesmo lugar”), nas incertezas do dance-punk Pra quê?, e nos desejos e ambiguidades de Désirs incertains. Essa última, por sinal, a melhor faixa: uma canção experimental e falada feita sobre uma inversão da melodia de Je t’aime… moi non plus, de Serge Gainsbourg.

Já no disco como um todo, Rodrigo, que cuidou de produção, gravação e masterização, acrescentou vários outros sons, desde uma arminha de brinquedo até transmissões radiofônicas. Maira, por sua vez, ficou com a função de traduzir a vida urbana e todo o caos do dia a dia em várias “verdades inconvenientes” – como um grafite no muro que põe todo mundo pra pensar, e como a obra do próprio Banksy,

Texto: Ricardo Schott – Fotos Rodrigo e Maíra: Divulgação

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Al Jardine (Beach Boys): “Aquela cabra branca da capa de ‘Pet sounds’ me mordeu”

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Al Jardine (Beach Boys): "Aquela cabra branca da capa de 'Pet sounds' me mordeu"

Ninguém (ou melhor, talvez só Alex James, baixista do Blur) discute a qualidade de Pet sounds, disco histórico dos Beach Boys que chegou aos 60 anos neste sábado (16) e ainda ganhou uma reedição definitva, The Pet Sounds sessions (Deluxe edition), com 90 faixas – já nas plataformas, e em edições físicas.

Al Jardine, um dos fundadores do grupo, disse certa vez que no começo achou o disco uma mudança muito radical, mas passou a gostar, até por ter pais que amavam música clássica. “Eu levava as partituras (do disco) para casa e tocava para meus pais, dizendo: ‘Não é ótimo?’. Eles respondiam: ‘Não entendi, mas soa ótimo'”, contou em 2000. E num papo publicado nesta sexta no jornal The Independent, contou que tem ótimas recordações da gravação do álbum. Só não tem nenhuma lembrança boa da capa do disco.

“Aquilo é uma bagunça. Capa de álbum horrível. Simplesmente estúpido”, contou Al, que diz ter recebido um comentário até de Paul McCartney, que lhe disse para ficar mais de olho nas capas dos discos da banda. “É uma bobagem, sabe? Mas às vezes o departamento de arte não se comunica com o departamento de música. Acho que foi provavelmente isso que aconteceu. Poderia ter sido muito melhor”.

A capa de Pet sounds (a da foto aí de cima) você já viu trilhões de vezes: da esquerda para a direita, os três irmãos Wilson (Carl, Brian e Dennis, nessa ordem), Mike Love e Jardine alimentam cabras com maçãs no zoológico de San Diego – faltou só Bruce Jonhston, que na época ainda fazia parte do staff de produtores da Columbia Records, e não podia aparecer na capa nem ganhar créditos. A foto parece mostrar uma tarde tranquila, mas rolou até um sanguinho: aquela cabra grande e branca que Jardine alimenta, diz o músico, sapecou-lhe uma mordida.

Já sobre o disco, ele só tem coisas boas a dizer: “Parece que foi ontem. É difícil acreditar que todo esse tempo já passou”, contou o músico, de 83 anos, recordando que Brian, então ausente dos shows da banda após ter tido uma crise de pânico durante um voo para Houston (ataque esse que, por sinal, rolou ao lado de Jardine), ligou para ele do Japão pedindo pra banda retornar imediatamente pra Califórnia.

“Ele estava muito entusiasmado com esse novo projeto e, claro, nós estávamos ansiosos para saber do que se tratava”, disse Jardine, que observou logo que a composição das músicas de Pet sounds era “um pouco mais sombria” do que os fãs estavam acostumados.

“Para ser sincero, era realmente um álbum do Brian Wilson. Era o sentimento dele, principalmente, a criação dele, e ele estava experimentando”, disse. “Era o álbum dele, e nós éramos apenas os backing vocals. Estávamos lá para ajudá-lo. Sempre respeitamos a abordagem criativa de Brian, tudo o que ele trazia para a mesa – e ele nos respeitava”.

Jardine conta até que entrada da canção folclórica Sloop John B, uma das músicas mais populares do disco – e que depois entrou na trilha do filme Forrest Gump (1994) – foi ideia dele. Ele já vinha sugerindo a música havia anos e só conseguiu convencer Brian na época de Pet sounds.

“Finalmente, tive a oportunidade de fazer isso e disse: ‘Brian, vamos transformar isso em uma música dos Beach Boys, porque tem um grande potencial de harmonia’. Mas acabou entrando no álbum, porque ele não queria colocar Good vibrations no disco, o que eu achei um erro. Essa foi a única vez em que realmente tivemos uma divergência. Mas eu tinha uma opinião muito forte sobre Good vibrations“, recordou.

Falando nisso, desde 2025, Jardine vem fazendo shows com a Pet Sounds Band, uma versão reformada da banda de apoio de Brian Wilson. A partir de junho, Al e banda estarão em turnê.

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Vacations: reuniões chatas por zoom inspiraram o novo single, “Holy grail”

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Vacations (Foto: Andrew Boyle / Divulgação)

Dizem por aí que palavras como branding e rebranding estão na moda – aliás estão na moda a ponto de surgirem por aí montes de picaretas enriquecendo ao oferecer consultorias de branding bem salafrárias. O clipe do novo single da banda australiana Vacations, Holy grail – uma música bem delicada e leve, mas com momentos de peso – traz justamente a banda fazendo uma chamada de zoom com um especialista em branding, que começa a sugerir mudanças na imagem do grupo. Bom, o sujeito acende o alerta vermelho logo no começo, compartilhando a tela dele e mostrando as palavras “Vacations” e “Holy grail” escritas na fonte Comic Sans…

A tal reunião é tão entediante que cada integrante desliga sua câmera e começa a se imaginar fazendo o que tem vontade: andar de moto, de skate, jogar bola… Por acaso o vocalista e principal compositor Campbell Burns abre vários mapas no Google Maps e começa a viajar neles – e acaba indo parar em Copacabana, “andando” virtualmente por ruas como Domingos Ferreira e Nossa Senhora de Copacabana. O single, que anuncia o álbum Pursuit of anything (com lançamento marcado para o dia 2 de outubro pela gravadora Nettwerk) surgiu mesmo de um papo desagradável pela internet.

“Ela foi baseada em uma chamada de zoom estressante que tivemos como banda no ano passado”, reflete Burns. “Estávamos nesse período de querer escrever e gravar material novo, mas também presos em um ciclo de turnês insustentáveis. Tantas pessoas que conheço dedicaram suas vidas inteiras à música e, ainda assim, às vezes pode parecer que você está em busca de qualquer coisa  (a frase Pursuit of anything significa exatamente isso, “em busca de qualquer coisa”) apenas para fazer dar certo”.

“Essa dinâmica de atração e repulsão de algo que amo tanto é fascinante para mim. Posso passar por dificuldades às vezes, mas sempre voltarei a isso porque me traz muita alegria e realização, e no final supera qualquer ponto negativo”, conta o vocalista, que divide o grupo com o baixista Jake Johnson, o guitarrista Nate Delizzotti e o baterista Joseph Van Lier. Burns também adianta que no disco, há casamentos, famílias, reflexões sobre o passado e esperança em relação ao futuro. “É sobre a felicidade como um ciclo de feedback”, diz Burns a respeito do título do disco. “Sobre como você continua perseguindo a próxima coisa”.

O disco já tem capa e lista de músicas liberadas – tá tudo aí embaixo. E mais abaixo, você confere o clipe de Holy grail.

Foto: Andrew Boyle / Divulgação

1 Congratulations
2 Yesterday
3 Holy grail
4 Ready or not
5 Last call
6 Fooling you
7 Punchline
8 So suddenly
9 I see myself in you
10 Lucky Forever

Capa do disco Pursuit of Anything, do Vacations

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Nick Valensi faz uma “pausa temporária” e não vai estar na tour dos Strokes

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Nick Valensi, dos Strokes (Foto: Raph_PH / Wikimedia Commons)

E os Strokes estão perto de lançar o sétimo álbum, Reality awaits, e embarcar numa nova turnê que começa dia 12 de junho. Aliás, perdão: nem todos os Strokes estão prestes a fazer isso: a banda surpreendeu os fãs ao avisar na quinta (14) que o guitarrista Nick Valensi fará uma “pausa temporária” na tal nova tour (que por sinal vai passar pelo Brasil no Primavera Sound São Paulo).

O anúncio foi discreto: rolou apenas nos stories do instagram do grupo, e os Strokes se limitaram a dizer que esperam o retorno do músico para breve. E aparentemente só rolou porque a banda se apresentou no The Late Show With Stephen Colbert, e tocou o single Falling out of love, sem Valensi. Enquanto isso, quem assume a guitarra nos shows é Steve Schiltz, velho conhecido da cena indie nova-iorquina dos anos 2000 (é fundador da banda Longwave) e chapa antigo da banda.

Vale dizer que, ao que consta, a situação de Nick na banda já andava pela bola sete há um tempo, por motivos não revelados. O vocalista Julian Casablancas participou em novembro do The Lonely Island and Seth Meyers Podcast, e deu a entender que não fala mais com Nick Valensi – pelo menos, ao falar da banda, referiu-se aos “três caras de quem sou amigo, trabalho e ainda converso” e completou com um “desculpa, Nick, brincadeira!”.

Reality awaits chega ao público no dia 26 de junho pelo selo Cult (criado pelo vocalista Julian Casablancas) em parceria com a RCA Records. O disco foi gravado na Costa Rica em parceria com o produtor Rick Rubin (Gossip, Beastie Boys, Kanye West), e envolveu uma… piadinha de 1º de abril.

No dia da mentira, a banda soltou um link nos stories, com uma ilustração em 8-bit que trazia uma fita K7 sendo puxada por cavalos. Você clicava lá, colocava seu número de celular, chegava um formulário por SMS (SMS!) e… aconteceu que cem pessoas que preencheram o tal cadastro receberam pelo correio uma fita K7 com o primeiro single do disco, Going shopping. O segundo single, Falling out of love, também já foi lançado.

Foto: Raph_PH / Wikimedia Commons

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