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“Fenian”: clipe novo do Kneecap mostra a balaclava do grupo virando moda

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Kneecap (Foto: Divulgação)

Recorremos ao Google para explicar isso direito: fenian (feniano) era o nome dado aos irlandeses anti-britânicos, que lutavam pela independência de seu país. A série House of Guinness, levada ao ar ano passado pela Netflix, além de contar a história da companhia cervejeira, fala também dos combatentes fenianos, que lutavam contra as injustiças do governo inglês.

Enfim, se você não entendia o significado do nome do próximo disco do Kneecap, Fenian, agora já sabe. E a faixa-título do álbum acaba de ganhar um clipe, dirigido por Thomas James. Detalhe: assim como rolou recentemente no clipe novo do Daft Punk, Human after all – que, aproveitando cenas do filme Electroma, dirigido pelo duo, mostrava uma cidade em que todos usavam capacetes iguais aos deles – a balaclava tricolor do DJ Provai aparece em tudo quanto é canto possível e imaginável.

Dá para dizer que o texto de lançamento não está brincando quando diz que Fenian é a típica música de festival, para gerar corais na plateia – o refrão traz o nome da faixa soletrado. “Um hino para abraçar nosso passado feniano e curar nossa ressaca colonial, reconectando os guerreiros do folclore irlandês com os ‘fenianos’ do Norte da Irlanda de hoje”, diz o Kneecap, sempre envolvido em lutas políticas (temas como a liberdade da Palestina surgem volta e meia nos shows do grupo).

Até o momento já saíram três singles do álbum Fenian: a faixa-título, Smugglers & scholars e Liar tale. Fenian, o disco, sai no dia 1º de maio pela Heavenly Recordings. O álbum tem produção de Dan Carey. E o clipe de Fenian tá aí!

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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“Traqueia”: Bruna Vilela transforma luto e risco em peso e beleza

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Bruna Vilela - Foto: Francielle Cota / Divulgação

RESUMO: Traqueia, novo single de Bruna Vilela, mistura MPB, jazz, shoegaze e math rock em uma faixa ao mesmo tempo sensual e assustadora. Gravada ao vivo em BH, ela transforma luto em experimentação.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Francielle Cota / Divulgação

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Um som que, ao mesmo tempo, parece sexy e assustador. É o que rola em Traqueia, novo single de Bruna Vilela, que continua explorando o terreno aberto por sua faixa anterior, Rima da glote. Se a estreia solo já aproximava MPB, jazz e rock alternativo, a nova faixa pesa a mão sem abandonar a delicadeza, criando uma atmosfera densa que, em alguns momentos, ganha ares de shoegaze (não custa lembrar que ela foi integrante de uma banda do estilo, Miêta) e math rock.

Gravada ao vivo no Estúdio Central, em Belo Horizonte, Traqueia nasceu de quatro encontros de ensaio e improvisação entre Bruna e um grupo de musicistas da cena independente mineira e paulistana.. Participam da gravação Lúcia Vulcano (baixo), Bê Moura (bateria), Ana Júlia Gabriel (sax tenor) e Paola Rodrigues (sintetizadores e programações).

A música alterna passagens de MPB e jazz com guitarras pesadas, climas explosivos e texturas experimentais – destacando o sax de Ana Júlia Gabriel. Entre as referências citadas por Bruna estão Jeff Buckley, Maria Beraldo, Metá Metá, DIIV e Nigéria Futebol Clube. A turma que foi para o estúdio com Bruna é exclusivamente formada por artistas mulheres e pessoas não binárias – um diálogo com sua pesquisa sonora e sua vivência como pessoa LGBTQIAPN+.

Já a letra foi escrita há cerca de seis anos e usa imagens fragmentadas para falar de um processo de luto. E na hora de produzir, a ideia foi manter a onda coletiva que rola numa session ao vivo – depois dos ensaios, a faixa foi registrada ao vivo em uma única sessão. O texto de lançamento até aponta que nada teria acontecido sem um grande desejo pelo risco. Um risco que virou criatividade, peso, susto e beleza, tudo junto.

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“Eu sei”: Gui Hope faz pop distorcido com universo próprio

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Gui Hope - Foto: Isabella Ibrahim / Divulgação

RESUMO: Gui Hope estreia solo misturando funk, hip hop, eletrônica, R&B e referências latinas em Eu sei, que antecipa seu álbum Hope. A faixa apresenta novos universos em vez de gêneros e fórmulas.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Isabella Ibrahim / Divulgação

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A autoconfiança é o ponto de partida de Eu sei, primeiro single da carreira solo de Gui Hope. A música antecipa o álbum Hope, previsto para setembro, e apresenta um som fora de gêneros ou fórmulas.

Logo nos primeiros versos, Gui deixa claro o tom da faixa: “Falo tudo que eu quero, compro tudo que eu quero. Faço tudo porque eu posso. É sim ou não”. A partir daí, a música mistura funk, hip hop, eletrônica e referências latinas em uma produção marcada por graves fortes, sintetizadores e um pop distorcido.

“Essa música fala sobre chegar num lugar onde a opinião dos outros deixa de ser o centro das decisões. Existe uma certeza interna ali. Um entendimento sobre quem eu sou e sobre a liberdade que eu tenho para construir meu próprio caminho”, explica Gui.

  • Uma música de seis minutos, um público fiel e a aposta da Lighthouse

Natural de Belo Horizonte e criade em Santa Luzia (MG), Gui Hope traz para o projeto influências que passam pelo emo, nu metal, R&B dos anos 2000 e música eletrônica. Em Eu sei, essas referências aparecem unidas, com uma espécie de “cola” sonora mais próxima do rock e do eletrocore. Não que isso seja uma definição fechada.

“Eu gosto de pensar menos em gêneros e mais em universos. Minha música conversa com artistas latinos, não só com a música brasileira. Eu gosto quando referências diferentes se encontram e viram uma coisa nova”, diz.

Antes da carreira solo, Gui integrou a banda Chico e o Mar e também desenvolveu trabalhos com produção, engenharia de mixagem e direção criativa. Em Eu sei, assina composição, produção, arranjos, mixagem e masterização, além de ter feito a produção do clipe da faixa, dirigido por Guz.

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Nada acontece de verdade na internet? Gurriers fala dessa sensação em novo single

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Gurriers (Foto: Steve Gullick / Divulgação)

RESUMO: O Gurriers transforma a sensação de que “nada acontece” na internet em um pós-punk nervoso. Nothing happens twice fala de alienação digital, bots e paralisia enquanto anuncia o novo álbum, Nobody’s coming to save you.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Steve Gullick / Divulgação

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O Gurriers, banda de Dublin, acaba de lançar Nothing happens twice, terceiro aperitivo de Nobody’s coming to save you, segundo álbum do grupo, que chega em 25 de setembro pela Play It Again Sam.

A música parte de uma situação cada vez mais familiar: passar horas na internet cercado por informação e, ao mesmo tempo, ter a impressão de que nada realmente acontece. A banda mistura essa sensação de estagnação com referências à peça Esperando Godot, de Samuel Beckett, e à chamada teoria da “internet morta”, que imagina uma rede cada vez mais ocupada por bots e conteúdos produzidos artificialmente.

Guitarras nervosas e uma interpretação bastante intensa do vocalista Dan Hoff acompanham uma letra que passa por alienação digital, desconforto político e uma dose considerável de humor ácido. O refrão repete “aqui nunca acontece nada, nada acontece duas vezes”, transformando a sensação de paralisia em um daqueles trechos que ficam na cabeça.

  • Jonabug transforma bloqueio criativo no single Rascunho

O clipe foi dirigido por Thomas James, que já trabalhou com Kneecap, Bring Me The Horizon e Young Fathers. A música chega depois da faixa-título Nobody’s coming to save you e de Party lines, dois outros sinais do que o Gurriers está preparando para o novo disco.

Gravado entre os estúdios Attica, em Donegal, e Holy Mountain, em Londres, o álbum teve produção de Mark Bowen, do Idles, e Loren Humphrey, que já trabalhou com Geese e Cameron Winter. Chris Fullard ficou responsável pela engenharia de som e John Congleton, conhecido por trabalhos com St. Vincent, Modest Mouse e Swans, pela mixagem.

Nobody’s coming to save you amplia a sonoridade que o Gurriers apresentou na estreia, com mudanças mais marcadas de dinâmica e uma produção maior. O álbum chega em 25 de setembro. Abaixo você ouve o novo som deles, vê a capa de Nobody is coming to save you e vê também a tracklist do disco.

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Capa do álbum Nobody’s coming to save you, da banda Gurriers

LISTA DE FAIXAS:

01. Nobody’s coming to save you
02. Party lines
03. Shades
04. Pins
05. Today is not enough
06. Drones
07. Nothing happens twice
08. Waiting for fisher
09. I wish I was
10. Crybaby

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