Cultura Pop
Todos os samples de Paul’s boutique, dos Beastie Boys, num vídeo

Paul’s boutique (1989) poderia ter representado a síndrome do segundo disco para os Beastie Boys. Representou um difícil recomeço. A banda retornava às lojas de discos três anos depois da estreia com Licensed to ill, o trio voltava bastante amadurecido (em todos os aspectos), os Beastie Boys deixavam a Def Jam e voltavam contratados pela Capitol/EMI a peso de ouro… E ainda assim foi um disco bastante complicado para ser feito e lançado.
Segundo Adam “Ad-Rock” Horovitz (um dos três do grupo, ao lado de Mike “Mike D” Diamond e do saudoso Adam “MCA” Yauch), o presidente da Capitol que havia contratado a banda foi demitido justamente por gastar muita grana no disco. Não era à toa: Paul’s boutique era um disco extremamente ambicioso, construído basicamente por samples (cerca de 104).
Como eram outros tempos, todo mundo que comandou as gravações (os produtores foram o próprio grupo, ao lado de Mario Caldato Jr e dos Dust Brothers) se recorda de que o ato de samplear músicas era uma novidade tão grande, que muitas amostras foram conseguidas sem muitos estresses e a custos bem mais baixos que o da indústria musical de hoje. Ainda assim foram gastos cerca de um milhão de dólares só em amostras.
“E quando o disco saiu, ouvimos grilos. Fui na (loja) Tower Records e eles nem tinham o disco. Achei um pouco estranho”, contou Ad-Rock. Ainda assim, a banda conseguiu fazer ações bem malucas para promover o disco na Capitol. Como a ocasião em que subiram uma bandeira americana com o nome “Beastie Boys” escrito, no topo da torre da gravadora. Na ocasião, deram uma baita festa no local.
Wait…does that flag on the roof say Beastie Boys? Oh sh!t…it doeshttps://t.co/7aObBnyFZs#BeastieBoysBook #BeastieBoys pic.twitter.com/FdXoeeiiMq
— Beastie Boys (@beastieboys) November 2, 2018
“E a festa coincidiu com a campanha do George Bush (presidente) para proteger a bandeira americana. Nós éramos os caras multiplatinados do ‘fight for your right to party’, nos achávamos e queríamos que o mundo soubesse disso. Veja, o prédio da Capitol era a casa de Frank Sinatra e agora era a nossa casa”, contou Ad-Rock no livro Beastie Boys book, escrito por ele e Mike D.
De qualquer jeito a banda achava que Paul’s boutique venderia um milhão de cópias por causa do sucesso do primeiro disco – nada disso aconteceu e nem a gravadora parecia disposta a trabalhar por isso. Estava tudo tão esquisito que a banda solicitou uma reunião com o novo presidente da gravadora, Hale Milgram, para saber o que poderia ser feito.
Depois de semanas aguardando uma chance, o grupo encontrou-se com Milgram, que deu a eles a notícia de que os Beastie Boys teriam que esperar “por uma próxima vez”, porque a Capitol estava botando toda sua equipe para trabalhar no retorno triunfal de Donny Osmond. “E nós não sabíamos o que ‘próxima vez’ significava, e era como ‘Você sabe, próximo álbum'”, contou Ad.
O tal disco de Donny, que se chamava simplesmente Donny Osmond, saiu naquele mesmo ano e tinha esse hit aí, Soldier of love.
Já Paul’s boutique, longe de ser esquecido rapidamente, foi crescendo em vendagens e em prestígio com o passar dos anos. Os Beastie Boys, cientes de que não poderiam depender muito da EMI, começaram a fazer seu próprio merchandising, com a própria banda tirando suas fotos ou criando seu material de divulgação. E passaram a privilegiar menos os samples e mais a formação de guitarra, baixo e bateria em discos posteriores.
E olha só o que subiram recentemente no YouTube: todos os samples de Paul’s boutique, incluindo onde cada um deles foi utilizado no disco. Bom proveito.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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