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Cultura Pop

The Doors: por onde andam?

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Várias coisas que você já sabia sobre L. A. Woman, dos Doors

Aparentemente não havia nenhuma data redonda a ser comemorada ou lamentada a respeito dos Doors em 1984. Mas os anos 1980 foram bem pródigos de recordações da banda. Isso incluía lançamentos de coletâneas (The best of The Doors, 1985), um disco ao vivo (Alive, she cried, de 1983) e alguns  projetos. Bom, 1984 também foi o ano de Down on us, filme baixa-renda feito por Larry Buchanan. E que aliás falava sobre um bizarro plano do governo dos Estados Unidos para assassinar Jim Morrison, Janis Joplin e Jimi Hendrix, usando uma tropa de elite de assassinos.

De tal forma que a MTV resolveu fazer em 1984 um especial bem interessante de meia hora relembrando os Doors. E mostrando como estavam vivendo Ray Manzarek (teclados), Robby Krieger (guitarra) e John Densmore (bateria) naquela época. O programa se chamou The fire’s still burning. O tecladista, o mais ativo da banda no pós-The Doors, musicalmente falando, tinha lançado um disco solo novo um ano antes, o estranhamente progressivo Carmina Burana, produzido por Philip Glass. Era flagrado pela produção da MTV gravando um curioso clipe no qual aparecia vestido de monge (“como se ele tivesse saído do monastério e abraçado a vida”), e estraçalhava teclados com a perícia de um Carl Palmer.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Várias coisas que você já sabia sobre L. A. woman, dos Doors

Krieger aparecia, para espanto geral, interessadíssimo em música eletrônica e “dance music” (palavras dele), mexendo em babilaques eletrônicos e gravando um disco nesse estilo para vender às gravadoras. Mas o disco subsequente do guitarrista, Robby Krieger (1985), viria na mesma praia jazz rock dos anteriores.

Mas a metamorfose mais surpreendente era mesmo de Densmore, que tinha virado ator e fazia um monólogo chamado Skins, em cartaz no Teatro La Mama, em Nova York. Na peça, de teor autobiográfico, Densmore explorava uma obsessão da cultura oitentista (o uso de televisores em locais que não eram a sala ou o quarto de alguém) e exibia vídeos dos Doors. Aliás, também interagia com sua própria história. Depois que entrou em cartaz, o New York Times chegou a elogiar a peça.

Claro que os ex-integrantes respondem sobre o que achavam de Jim Morrison e o elogios são pródigos. Manzarek fala do caráter rebelde do amigo. “Ele era um ser dionisíaco. Dionísio é o oposto de Apolo, que era o deus da ordem, da música, da propriedade, da coisa certa. Não é à toa que os foguetes que chegaram à lua são chamados de Apolo. A América é um país apolíneo”, conta. Logo após os elogios, aparecem referências às encrencas nas quais Jim se meteu. Entre elas, os shows caóticos da banda em lugares como Seattle e Miami. “Jim não fez nenhuma exposição indecente”, garante Manzarek. Danny Sugerman, biógrafo dos Doors (coescreveu Daqui ninguém sai vivo, que acaba de ser relançado no Brasil), também fala no programa.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Nós somos os Doors da nova geração

Aliás, para quem quer ver Morrison, há as imagens de bastidores do famigerado show que a banda deu em 1968 no The Singer Bowl, no Queens. Uma apresentação que terminou em quebra-quebra, cadeiras voando e uma fã atingida no rosto por pedaços da mobília do teatro – e que acabou sendo socorrida e consolada pelo próprio cantor. Curiosidade: mesmo sendo uma banda mais antiga que The Doors, o Who abriu aquele show, e Pete Townshend inspirou-se no show para compor uma música da ópera-rock Tommy, Sally Simpson.

Infos do livro Jim Morrison: Life, death, legend, de Stephen Davis.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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