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The Days Away mistura Smiths e Cure em pós-punk melancólico

“Os vestígios emocionais que permanecem depois que os momentos íntimos desaparecem, quando as fotografias se tornam o único testemunho de algo que um dia pareceu real”, diz a banda The Days Away sobre seu novo single, Fotos em mi celular. O trio vem de Chicago, e é formado por três músicos com raízes portorriquenhas e equatorianas: Danny Maldonado (voz e guitarra), Joanna Maymó (baixo) e Justin German (guitarra solo), acompanhados por uma bateria eletrônica.
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Em Fotos, o grupo mantém o clima meio Smiths de seu single anterior, No one around, só que com uma onda bem minimalista, com guitarra limpinha e vocais tranquilos – é a melodia do pós-punk, só que com o despojamento do indie rock, e algumas lembranças da fase inicial do The Cure. Apesar da banda ter adotado o inglês no single passado, Danny, Joanna e Justin voltam ao espanhol na nova música, com direito à hashtag #rockenespanol no Instagram e tudo.
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Goromax: stoner paraibano cantado em português, com dois singles

Ainda é só o começo pro Goromax. A banda paraibana surgiu ano passado com a ideia de fazer stoner rock unido a referências de metal e hard rock (uma receita associável diretamente ao começo do estilo, com bandas como Masters Of Reality e Kyuss). A ideia é soar pesado, mas ao mesmo tempo em que rola uma busca pela experimentação, com guitarras e baixos afinados da forma mais grave possível.
Kobal Ferrer (vocalista e guitarrista), Uyl Aires (baixo e backing vocal) e Thamires Ellis (bateria) também exploram climas bem graves nas letras, que falam de temas como “ansiedade, valores humanos, degradação social, colapso emocional”, sempre do lado da introspecção. E nada de letras em inglês: o lance do trio é compor em português mesmo.
Por enquanto, Kobal, Uyl e Thamires têm só dois singles. O mais recente, Vai além, tem clima metálico e e épico, e abre com uma introdução bem ligada a Children of the grave, do Black Sabbath – embora se estabilize num andamento bem mais lento. Ataque, que abriu os trabalhos do grupo, tem metal, groove e punk misturados, e clima trevoso na letra e na melodia. Além dos singles, tem um EP do trio vindo aí: em maio, a banda avisou no Instagram que o disco já estava sendo finalizado.
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Barragem encerra hiato e lança “Pinole”, inspirada por jornada indie nos EUA

Depois de quase dois anos em pausa, a banda paulista Barragem voltou com a inédita Pinole. O single nasceu a partir da experiência da banda numa turnê independente pela Califórnia, realizada em 2024 de maneira improvisada e autofinanciada.
Na época, Isabella Velleda, Guilherme Jorge e MX Rosa passaram por cidades das regiões de San Francisco e Los Angeles, dividindo shows com bandas locais e se aproximando de iniciativas ligadas a acesso à cultura e combate à desigualdade. A viagem acabou influenciando diretamente o rumo da banda depois da volta ao Brasil.
“O momento da música independente é de isolacionismo e tribalismo. Parece que cada banda está cada vez mais fechada em si mesma, com menos troca e menos construção conjunta. Mas voltamos da turnê com os olhos num futuro onde a comunidade e o suporte mútuo voltarão a ser o foco”, explica Guilherme Jorge.
Musicalmente, Pinole mistura country com vibe punk-pop e estradeira – há até cordas e metais. MX Rosa diz que a faixa foi ganhando influências diferentes ao longo do processo de composição e gravação. “A afinação da guitarra foi inspirada no banjo americano, a bateria incorpora diferentes elementos de percussão, e ao longo de um ano e meio entre a composição e a gravação, tem mais influências do que dá pra lembrar”.
O clipe da música também usa imagens registradas pela própria banda durante a viagem aos Estados Unidos, com edição de Vitor Formagio. “Meu interesse pelo Green Day me levou a visitar e criar amizades na Bay Area, região de onde eles vieram. Depois disso, a ideia de a Barragem tocar por lá não pareceu tão distante”, relembra Isabella.
“Nos hospedamos com músicos locais e recebemos muita ajuda para realizar os shows. Foi esse senso forte de comunidade e engajamento que nos levou a compor a música e entrar em pausa, para entender o que realmente queríamos como banda. Agora, sentimos que já era hora de voltar”, completa.
Pinole foi gravada no Urgent Studios, em São Paulo, com produção de Luke Mello. A faixa também tem participações de Ana Laura Zanetti no violino, Matheus Monteiro na viola e Robert Magalhães no trompete. “Essa foi nossa primeira vez compondo e arranjando para outros músicos. Foi um desafio, mas com certeza um passo à frente na nossa evolução como banda. E os músicos parceiros fizeram um ótimo trabalho”, ressalta MX.
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Breno Góes segue desdobrando novo álbum, dessa vez em parceria com Clarissa Paranhos

Breno Góes segue lançando aos poucos as faixas do futuro álbum Dobra. A nova etapa do projeto é Dobra 3, single duplo que traz as músicas Espada de São Jorge e Apothèke, ambas com participação de Clarissa Paranhos. Os lançamentos saem pelo selo Caravela Records e ainda devem ganhar novos capítulos nos próximos meses, sempre com convidados diferentes.
O single é um projeto de casal: Clarissa é companheira de Breno e já tinha gravado com ele em Cicatriz, faixa do disco Judô, de 2021. Agora, ela canta Apothèke e divide os vocais de Espada de São Jorge. Ela também integra o grupo vocal Vozerê.
Espada de São Jorge aproxima o som de Breno do samba, numa faixa guiada por violão, flautas e sopros. A música parte da tradição carioca de colocar a planta espada-de-são-jorge na entrada das casas como símbolo de proteção. Já Apothèke segue um caminho mais intimista, em formato voz e violão, e fala da relação afetiva de Breno com bibliotecas e botequins. A letra foi inspirada numa crônica do historiador Luiz Antonio Simas publicada no livro Pedrinhas miudinhas.
Além de Breno Góes no violão e dos vocais de Clarissa Paranhos, o single tem participação de Pedro Leal David no baixo, Anderson Maia na bateria e percussão, Nayara Danielly nas flautas, Yuri Villar nos saxofones e Antônio Ziviani nos teclados. A mixagem e a masterização ficaram por conta de Leandro Dias, enquanto a parte visual do projeto usa fotos analógicas em dupla exposição feitas por Ilan Vale.
Foto: Ilan Vale / Divulgação








































