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Barragem encerra hiato e lança “Pinole”, inspirada por jornada indie nos EUA

Depois de quase dois anos em pausa, a banda paulista Barragem voltou com a inédita Pinole. O single nasceu a partir da experiência da banda numa turnê independente pela Califórnia, realizada em 2024 de maneira improvisada e autofinanciada.
Na época, Isabella Velleda, Guilherme Jorge e MX Rosa passaram por cidades das regiões de San Francisco e Los Angeles, dividindo shows com bandas locais e se aproximando de iniciativas ligadas a acesso à cultura e combate à desigualdade. A viagem acabou influenciando diretamente o rumo da banda depois da volta ao Brasil.
“O momento da música independente é de isolacionismo e tribalismo. Parece que cada banda está cada vez mais fechada em si mesma, com menos troca e menos construção conjunta. Mas voltamos da turnê com os olhos num futuro onde a comunidade e o suporte mútuo voltarão a ser o foco”, explica Guilherme Jorge.
Musicalmente, Pinole mistura country com vibe punk-pop e estradeira – há até cordas e metais. MX Rosa diz que a faixa foi ganhando influências diferentes ao longo do processo de composição e gravação. “A afinação da guitarra foi inspirada no banjo americano, a bateria incorpora diferentes elementos de percussão, e ao longo de um ano e meio entre a composição e a gravação, tem mais influências do que dá pra lembrar”.
O clipe da música também usa imagens registradas pela própria banda durante a viagem aos Estados Unidos, com edição de Vitor Formagio. “Meu interesse pelo Green Day me levou a visitar e criar amizades na Bay Area, região de onde eles vieram. Depois disso, a ideia de a Barragem tocar por lá não pareceu tão distante”, relembra Isabella.
“Nos hospedamos com músicos locais e recebemos muita ajuda para realizar os shows. Foi esse senso forte de comunidade e engajamento que nos levou a compor a música e entrar em pausa, para entender o que realmente queríamos como banda. Agora, sentimos que já era hora de voltar”, completa.
Pinole foi gravada no Urgent Studios, em São Paulo, com produção de Luke Mello. A faixa também tem participações de Ana Laura Zanetti no violino, Matheus Monteiro na viola e Robert Magalhães no trompete. “Essa foi nossa primeira vez compondo e arranjando para outros músicos. Foi um desafio, mas com certeza um passo à frente na nossa evolução como banda. E os músicos parceiros fizeram um ótimo trabalho”, ressalta MX.
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Vinícius de Oliveira resgata o brega e o samba-canção em estreia solo

RESUMO: O músico paulista Vinícius de Oliveira estreia com A gente desiste e esquece, canção de dor de cotovelo que resgata o samba-canção, o bolero e o brega.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Fãs de brega, samba-canção e outros estilos musicais dedicados à tristeza amorosa, ponham um sorriso no rosto porque tem coisa nova aí. O contrabaixista, compositor e pesquisador Vinícius de Oliveira, de Jaboticabal (SP), estreia solo com o single A gente desiste e esquece, single que parece ter saído de alguma coleção de discos dos anos 1950, 1960 ou 1970. E que poderia muito bem fazer parte do repertório de algum cantor da Jovem Guarda ou do brega setentista.
“Assumo meu nome e sobrenome como nome artístico pra trabalhar no âmbito do cancioneiro popular brasileiro, sambas-canções, boleros, bregas…”, explica Vinícius, que também lançou um clipe para a faixa.
A gente desiste e esquece tem bastante daquela onda de samba-canção regional que aparece na obra de Sérgio Sampaio. A letra é uma pequena preciosidade de dor de cotovelo, com direito a declarações apaixonadas e acusações nada discretas: “você é mais do que dissimulada / eu fiz de você minha amada / você pisa em meu coração”.
O arranjo começa com cordas e sopros que remetem ao samba-canção antigo, daquela música popular brasileira de antes da própria sigla MPB ganhar força. Lá pela metade, a faixa assume um clima de bolero, com órgão e percussão, sem perder o jeito de canção feita para quem anda lambendo o chão por amor.
É uma música nova que não esconde sua paixão por sonoridades de outras épocas — e que encontra bastante coisa para dizer usando o velho vocabulário das desilusões amorosas.
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Joy Brandt: ritmos cubanos e pernambucanos em “Cuba capibaribe”

RESUMO: Em Cuba Capibaribe, a pernambucana Joy Brandt mistura salsa, merengue, cumbia e ritmos nordestinos. O single antecipa seu primeiro álbum, previsto para 2027.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Mani Carneiro / Divulgação
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E se o rio Capibaribe, que corta o Recife, desembocasse em Cuba? A cantora e compositora pernambucana Joy Brandt (ou JØY Brandt, como estiliza) imaginou esse encontro em Cuba Capibaribe, novo single que mistura salsa, cumbia, merengue e ritmos cabo-verdianos com referências da música nordestina. A faixa antecipa o primeiro álbum autoral da artista, previsto para 2027, e ganhou um clipe dirigido por Mani Carneiro.
“É salsa-merengue, mas com zabumba, cavaquinho e guitarra. E carrega no nosso imaginário as paisagens cubanas banhadas pelo rio Capibaribe”, explica a cantora. A gravação tem produção de Barro e Guilherme Assis, que também tocam baixo, violão, guitarra e cavaquinho. Gilu Amaral assume as percussões, ajudando a dar à música sua levada dançante.
JØY divide sua vida entre o Brasil e o Canadá e vem lançando músicas autorais desde 2022. Seu trabalho parte de ritmos como maracatu, frevo, forró e baião, mas também abre espaço para influências afro-latinas e sonoridades mais próximas do pop.
Em 2025, a cantora venceu o Prêmio da Música de Pernambuco, na categoria Melhor Single de MPB, com A calma acalma. O clipe da faixa também foi selecionado pelo programa Caça joias, do Canal Futura/Globoplay, em agosto de 2026. No mesmo ano da premiação pernambucana, ela recebeu o Prêmio Profissionais da Música como Melhor Artista MPB – Nordeste.
Nos palcos, JØY já abriu shows dos Gilsons e de Jota.Pê em turnês pelo Canadá, passando por cidades como Toronto, Vancouver e Montreal. Também participou do Carnaval de Recife e Olinda em 2026.
Cuba Capibaribe faz parte da sequência de lançamentos que a cantora vem preparando antes de seu primeiro álbum, marcado para o ano que vem.
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Felicidade brilha no ar: Everything But The Girl anuncia novo disco

RESUMO: Everything But The Girl anuncia Blue reservoir para fevereiro de 2027 e lança Young and dumb, balada acústica com influência de bossa nova e folk.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Edward Bishop / Divulgação
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Se a sua maior lembrança da história do Everything But The Girl eram aquelas fotos em que Tracey Thorn e Ben Watt pareciam estar meio chateados um com o outro – ou cada um imerso em seu inferno particular – os dois voltaram na maior felicidade na nova foto de divulgação, que anuncia o single Young and dumb e o álbum que tá vindo, Blue reservoir (prometido pelo selo Buzzin’ Fly/Virgin para 19 de fevereiro de 2027).
Bom, Tracey tá bem feliz – Watt olha para ela com uma expressão do tipo “você, hein?”, mas parece bem alegre com o novo disco. Fato é que a ótima Young and dumb parece anunciar um discaço. Na música, Tracey canta versos como “sim, estou mais velha e mais sábia / sei mais do que sabia antes / mas eu abriria mão de toda a sabedoria para ser jovem e boba de novo” em memória daquela antiga versão de você mesmo / mesma que podia cometer um monte de otarices, mas era mais autoconfiante e saía fazendo o que dava na telha.
O EBTG tem história, e muita: de 1982 para cá, são mais conhecidos por uma fórmula de sophisti-pop que todo mundo imitou (no Brasil, são muitos os filhotes do casal). Dá para perceber a sensualidade do som deles de longe, mas o principal é que Tracey e Watt estão acostumados a transformar sentimentos em versos, e a trabalhar numa linha divisória entre a música reflexiva e o pop dançante. Isso tudo aí combinado não tem como não render canções inesquecíveis.
O Everything But The Girl passou um bom tempo longe dos estúdios depois de Temperamental (1999) – um ótimo disco, por sinal. Tracey Thorn e Ben Watt seguiram cuidando de suas carreiras solo até que, em 2023, resolveram retomar a parceria com Fuse, álbum que recuperava a ligação da dupla com a música eletrônica e as pistas de dança. No ano passado, veio outra novidade: os primeiros shows em 25 anos, numa série de apresentações com ingressos esgotados no MOTH Club, uma pequena casa londrina. Foi justamente essa experiência que acabou dando origem a Blue reservoir, novo álbum da dupla.
“Havia uma intensidade e simplicidade nos shows do MOTH que nos remeteu ao início da nossa carreira. Direto, enraizado no violão e na voz, com alguns toques extras. Fazia muito tempo que não estávamos nesse universo, e a sensação era de algo novo e autêntico”, conta Tracey.
Ben, por sua vez, resolveu comprar um violão espanhol de cordas de nylon e redescobriu uma maneira de compor que havia deixado um pouco de lado. “É o som de grande parte da música com a qual me identifiquei quando era mais jovem, e eu nunca tinha tido um. Tornou-se um verdadeiro trampolim emocional para mim. Encontrei uma voz que achava ter perdido”, explica.
Young and dumb, vale dizer, é uma balada acústica com levada de bossa nova – e o banquinho-e-violão é uma das influências que aparecem no disco, ao lado do folk inglês e de ritmos latinos. Boa parte de Blue reservoir foi gravada ao vivo no RAK Studios, em Londres, com Rex Horan no baixo, Evan Jenkins na bateria e o londrino filho de brasileiros Fabio de Oliveira na percussão.
Há até uma ligação familiar com o passado da dupla: Fabio é filho de Bosco de Oliveira, músico que teve influência importante na sonoridade de Eden, álbum de estreia do EBTG, lançado em 1984. Outra participação familiar é a de Blake Watt, filho de Tracey e Ben e integrante da banda indie-folk Family Stereo, que toca em duas faixas. Depois das sessões em estúdio, Ben acrescentou alguns detalhes às gravações em casa.
O clipe de Young and dumb também recupera o MOTH Club. Com roteiro criado pela própria dupla e direção de Edward Bishop, o vídeo foi filmado em plano-sequência, com algumas surpresas pelo caminho. A música, por sua vez, fala da passagem do tempo sem grandes dramas, numa abordagem que combina bastante com dois músicos que já passaram dos 60 anos e parecem interessados em reencontrar algumas coisas que deixaram para trás.
Abaixo, você confere Young and dumb, a capa de Blue reservoir e a lista de faixas.
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LISTA DE MÚSICAS:
01. Forward
02. Scala
03. Young and dumb
04. Do what you can
05. Christmas gone
06. Courage mon brave
07. The round and round
08. Fork in the road
09. Good hope
10. The great unknown


































