Cultura Pop
Jogaram o documentário Satan Rides The Media no YouTube

Lançado na TV em 1999, o documentário norueguês Satan rides the media tenta contar uma história bizarra que, mais recentemente, virou filme, com Lords of chaos, de Jonas Åkerlund. O foco é nos garotos que, nos anos 1990, tinham bandas de black metal na Noruega e acabaram se envolvendo em ataques a igrejas católicas e assassinatos.
A novidade é que Satan, dirigido por Torstein Grude, foi jogado no YouTube, com legendas em português. O filme começa no que sobrou da igreja de Fantoft, em Bergen, que foi queimada. O acontecimento foi coberto por um repórter criminal do jornal Bergen Tidende, Finn Bjorn Tonder. Finn havia sido frequentador da igreja, e ao investigar o sumiço de uma “pedra milagrosa” no local, descobriu que havia restos mortais de um animal em meio às cinzas.
O jornalista acabou chegando a Varg Vikernes, vocalista e único integrante do Burzum, por intermédio de dois repórteres trainee do veículo que o haviam entrevistado. Vikernes, que tinha dado uma entrevista bastante estranha aos dois garotos, acabou preso, acusado do ataque. Mas foi solto por falta de provas.
(recentemente a BBC fez uma reportagem bem interessante sobre a cena de black metal da Noruega, enfocando o filme Lords of chaos – veja aqui).
Vikernes, conforme afirmou ao documentário (ele foi um dos entrevistados), pensava em se vingar do poder da igreja católica. “Quem reclama dos ataques às igrejas deveria olhar para si próprio e pensar em todos os lugares sagrados que ela queimou”, disse. Se isso já parece estranho, a história das bandas de black metal locais ainda tinha contornos bem mais trágicos. Em agosto de 1993 – muita gente conhece essa história – Vikernes assassinou Euronymous, guitarrista do Mayhem, a facadas. Tudo teria rolado no meio de uma briga que supostamente envolvia não-pagamento de royalties (Vikernes tocara no Mayhem e gravou um disco com a banda) e ameaças. O homem-banda do Burzum foi preso e passou 15 anos encarcerado.
O surgimento desse tipo de coisa assustou até mesmo vários músicos da comunidade black metal do país. Muita coisa ali tinha sido bolada como uma brincadeira para afrontar os pais, as autoridades e pessoas mais velhas de modo geral – músicos falam disso em Satan rides the media. Mas ficou meio fora de controle. Seja como for, um tempo depois o próprio Vikernes, já liberado da prisão, casado e com a vida musical mais ou menos retomada (o cara gravou discos do Burzum até na prisão), resolveu dar sua própria visão da história num texto publicado no site da sua banda.
Vikernes elogiou o documentário e sentou o cacete em Tonder, o repórter do jornal norueguês. Disse que o jornalista o envolveu numa história sensacionalista e agiu como um informante da polícia, e não como repórter. Finn alegou no documentário que ligava para a polícia para checar detalhes contados por Vikernes (que funcionava como sua “fonte sigilosa”), o que deixou os meganhas bastante curiosos pelas informações do jornalista.
“Era um repórter especializado em crimes, que acabou escrevendo sobre eventos ‘culturais’ locais. Sua carreira como repórter de crime acabou. Seu motivo para mentir sobre tudo isso parece ter sido o fato de que ele era um cristão fanático, que via pessoas como eu (hereges) como ‘satanistas'”, escreveu Varg Vikernes, colocando a culpa na escalada dos ataques a igrejas na própria cobertura sensacionalista da mídia.
“Posso acrescentar que Torstein Grude fez um excelente trabalho investigando o chamado ambiente satânico na Noruega. Ele entrevistou muitas pessoas e concluiu que não havia nenhum movimento satânico na Noruega. Mas o que surgiu depois das mentiras da mídia foi uma subcultura composta de adolescentes rebeldes que gostavam de metal e flertavam com o simbolismo satânico para provocar o establishment”, escreveu.
Veja aí e tire suas próprias conclusões.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
Mais Pop Fantasma Documento aqui.
Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
Mais Pop Fantasma Documento aqui.
Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
Mais Pop Fantasma Documento aqui.




































