Connect with us

Cinema

Surgiram imagens coloridas do Velvet Underground em 1969

Published

on

Surgiram imagens coloridas do Velvet Underground em 1969

O baú do Velvet Underground em 1969 parece não ter fundo. Já lançaram uma caixa de discos da banda naquele ano (com a formação que inclui o renegado e injustiçado Doug Yule no lugar de John Cale), soltaram em vinil uma série de gravações ao vivo no mesmo ano e… Descobriram uma série de imagens coloridas ao vivo do grupo em 1969.

Surgiram imagens coloridas do Velvet Underground em 1969

Se você já está surpreso/surpresa pela descoberta, vai aí mais uma: o Velvet estava tocando num evento de protesto contra a Guerra do Vietnã – era o chamado Dia da Paz de Dallas, em 15 de outubro de 1969. A banda estava fazendo uma série de shows num clube local durante a semana e resolveu participar da apresentação, que ocorreu no edifício Winfrey Point, com vista para o White Rock Lake. O festival levou entre 600 e três mil pessoas para o local e teve participações de nomes como Stone Creek, Velvet Dream, Lou Mitchel e Lou Rawls, além do outro Lou e seus amigos.

Era a primeira vez que o Velvet tocava no sul dos EUA. Uma pergunta que deveria ser feita a Doug Yule é como é que a banda foi parar no tal evento e como decidiram se apresentar lá. Os filmes estavam entre “centenas de bobinas não marcadas, não identificadas ou danificadas” na Coleção G. Williams Jones Film & Video, um arquivo da Universidade Metodista do Sul de Dallas, Texas.

Advertisement

Nos filmes, o Velvet Underground é visto tocando Waiting for the man, Beginning to see the light e I’m set free. Os integrantes aparecem falando com a câmera e Sterling Morrison aparece dando entrevista: “Em Nova York tem um tom de anarquia que falta aqui”, afirma o músico.

Mais Velvet Underground no POP FANTASMA aqui.
Via Dangerous Minds e Consequence of Sound

Cinema

O Homem Que Caiu na Terra, feito para TV em 1987

Published

on

O Homem Que Caiu na Terra, feito para TV em 1987

Considerado um dos melhores filmes de ficção científica de todos os tempos, O homem que caiu na Terra saiu em 1976 e tinha David Bowie interpretando o papel-título – o do alienígena Thomas Jerome Newton, que veio pra essas terras pegar água para levar a seu planeta natal, que está passando por uma seca medonha. O filme tem no subtexto a própria vida desregrada que Bowie levava na época: o personagem torna-se dependente de álcool e televisão, tem um relacionamento amoroso (com Mary Lou, interpretada por Candy Clark, de American graffiti) arruinado por causa dos problemas pessoais e dos vícios, e encara o luxo, a incapacidade e a decadência de perto. Enfim, se você não viu, dê um jeito de ver hoje mesmo.

O que muita gente hem sequer desconfia é que entre o filme com Bowie e a série com o mesmo nome levada ao ar pelo canal Showtime, ainda existe uma versão de O homem que caiu na Terra feita pra televisão. E ela tá até no YouTube.

O homem que caiu na Terra de 1987 foi produzido pela MGM e também seria, ao que consta, o piloto de uma série que nunca foi feita. O filme também foi baseado no livro de Valter Tevis. Ao contrário do filme de Bowie, o personagem principal se chama John Dory e ele, ao chegar, envolve-se com uma mulher que tem um filho adolescente que vive de pequenos roubos e golpes. O grande objetivo do extraterrestre é arrumar dinheiro para construir uma nave espacial e voltar para o seu planeta, daí ele aceita o que aparecer de trabalho.

O elenco inclui atores como Lewis Smith (John Dory), Beverly D’Angelo (Eva Smith, a namorada terráquea do personagem principal) e Robert Picardo (um agente governamental, Richard Morse). A pergunta de um milhão de dólares é: vale assistir? Ué, vale – mas tendo em mente que tentaram fazer um filme de Sessão da Tarde com um épico da ficção científica.

Advertisement

Continue Reading

Cinema

Todo mundo em pânico com O Exorcista nos cinemas, em 1973

Published

on

Todo mundo em pânico com O Exorcista nos cinemas, em 1973

Em 1998, uma matéria de Renato Sérgio na revista Domingo, do Jornal do Brasil, recordou que o lançamento no Brasil de O exorcista, de William Friedkin, em novembro de 1974, foi tão bizarro quanto tinha sido lá fora, quase um ano antes. O filme tinha sido lançado nos Estados Unidos pouco antes do Natal de 1973, e chegou aqui assustando geral.

O exorcista era nojento, como nenhum filme de grande estúdio foi antes dele. E tanto quanto medo, o público estava pagando para sentir nojo. Foram 8,1 milhões de telespectadores no Brasil, colocando o filme em sétimo lugar na lista da maior bilheteria do país em todos os tempos (…). No (cinema) Veneza, a fila saía pela galeria da Avenida Pasteur, e dobrava o quarteirão em frente à UFRJ”, escreveu o jornalista. A cena em que Linda Blair se masturba com o crucifixo fez uma funcionária pública de 42 anos, Ester Carmosino, levantar da poltrona e ir embora antes do fim. Olha aí uma imagem clicada pelo lendário fotógrafo Evandro Teixeira num cinema qualquer daquela época.

Quem não tinha idade para morrer de medo e de susto vendo o filme em seu lançamento, se contentou em rever O exorcista em 1998 mesmo, quando ele ganhou uma edição em VHS comemorativa de 25 anos. Não havia mais filas para ver o filme (no Rio, muita gente ficava de fora e só ia conseguir assistir ao filme dias depois) e provavelmente seria até uma experiência bem mais assustadora, já que muita gente iria poder assistir ao filme em casa, sozinho, à meia-noite.

Das reações do público brasileiro, não dá para achar (pelo menos no YouTube) reportagens em vídeo, só matérias publicadas em jornal. Já das reações do público americano, tem um pouco mais: várias fotos publicadas com as filas formadas na porta, e até mesmo um documentário feito em 1974 mostrando o fenômeno cultural e comportamental do filme, e a receptividade a O exorcista nos cinemas e no mercado cinematográfico da época (um sujeito que trabalhava em cinema havia anos diz que nunca tinha visto nada igual).

Tem de tudo: cinemas que contrataram papa-filas para oferecem cupons aos compradores (para facilitar o acesso e impedir filas enormes), compradores que chegavam às 4h30 da manhã para garantir seu ingresso para a exibição das 10h30 (da manhã!), gente saindo no meio do filme para pegar um ar e decidir se voltava à sala de exibição, gente berrando de susto enquanto assiste ao filme. E gente desmaiando por causa do filme (!). Pega aí.

Advertisement

Continue Reading

Cinema

O filme sessentista dos Rolling Stones que nunca foi feito

Published

on

O filme sessentista dos Rolling Stones que nunca foi feito

Tem quem diga que quando a Warner Pictures estava na expectativa por Performance, filme que trazia Mick Jagger como ator, a empresa esperava um filme igual ao dos Beatles – e acabou deparando com um soft porn psicodélico que contava histórias da máfia, provocou repulsa nos caciques da Warner e, por causa disso, teve que ser modificado. Só que havia um detalhe: os Rolling Stones chegaram a quase lançar o seu equivalente a Help! e a A hard day’s night alguns anos antes. Era Back, behind and in front, cuja filmagem chegou a ser anunciada pelo empresário da banda, Andrew Loog Oldham, mas tudo logo foi deixado de lado.

A história teria começado logo após o sucesso de Satisfaction, quando os Stones meteram na cabeça que iriam se tornar um grande sucesso na telona. Em julho de 1965, o empresário da banda, Andrew Oldham, anunciou à imprensa que o filme começaria a ser feito em dezembro daquele ano. A trilha seria formada por músicas originais de Mick Jagger e Keith Richards, e por temas instrumentais feitos por Mike Leander, um maestro e compositor que trabalhava na Decca, gravadora dos Stones, desde 1963 e que nos anos 1970 seria um dos responsáveis pela carreira de Gary Glitter.

Oldham disse também que botou dois roteiristas americanos para viajar com os Stones durante sua turnê de 1965 e que o tal filme teria cenas rodadas na Inglaterra e em quatro países da Cortina de Ferro. Mick disse numa entrevista que basicamente o filme seria “estranho e cheio de surpresas” e que era “o tipo do filme em que todo mundo morre no meio”. O disco Aftermath, segundo o que estava sendo noticiado, seria a trilha sonora do filme, que teria Marianne Faithfull, então modelo e namorada de Mick Jagger, no papel principal (Oldham e o produtor do filme, o empresário Allen Klein, negaram essa, na época).

Só que em maio de 1966 surgiu a notícia de que os Stones tinham desistido do filme e estavam começando a fazer um outro chamado Only lovers left alive. Seria a adaptação de um livro de mesmo nome escrito por Dave Wallis, lançado em 1964 e que contava a história de uma sociedade distópica em que todos os adultos tiravam suas próprias vidas e os adolescentes eram deixados à sua própria sorte.

O livro de Wallis fez sucesso, provocou polêmica e ganhou fãs famosos (dizem que Jim Morrison adorava). A possibilidade de ele virar um filme dos Stones provocou mais polêmica ainda, com direito à esposa do autor dando uma entrevista e dizendo que com a banda no meio da história o tal filme nunca seria levado a sério. Brian Jones (olha quem!) deu entrevistas dizendo-se “animado”, afirmando que estava assistindo a vários filmes e contando que a banda chegou a ter aulas de atuação. Nicholas Ray, que fez Rebelde sem causa, chegou a ser apontado como diretor do filme, mas foi afastado. No vídeo abaixo, do canal Yesterday’s Papers, tem algumas informações sobre o que aconteceu ou não acontteceu com esse filme dos Stones.

Advertisement

Esse filme, claro, também não foi feito, e virou uma lenda espalhada por alguns anos na mídia, antes de ser totalmente esquecido. Jagger chegou a iniciar uns projetos de filmes solo (entre eles um curta-metragem do fotógrafo David Bailey que se chamaria The murder of Mick Jagger), mas a coisa não andou. E o equivalente stoniano ao Help! (ou o que o valha) nunca foi feito.

Continue Reading
Advertisement
Cultura Pop9 horas ago

O 1967 dos Beatles no podcast do Pop Fantasma

Devo: no YouTube, tem versão "rascunho" do filme The Men Who Make The Music
Cultura Pop2 dias ago

Devo: no YouTube, tem versão “rascunho” do filme The Men Who Make The Music

The Lost Sheep: um single (da Virgin, de 1979) com ovelhas soltando a voz
Cultura Pop2 dias ago

The Lost Sheep: um single (da Virgin, de 1979) com ovelhas soltando a voz

O Homem Que Caiu na Terra, feito para TV em 1987
Cinema3 dias ago

O Homem Que Caiu na Terra, feito para TV em 1987

No Acervo Pop Fantasma, o livro de paradas dos anos 80 da Omnibus Press
Cultura Pop4 dias ago

No Acervo Pop Fantasma, o livro de paradas dos anos 80 da Omnibus Press

Paul McCartney virando funkeiro (oi?) em 2013
Cultura Pop5 dias ago

Paul McCartney virando funkeiro (oi?) em 2013

Cultura Pop5 dias ago

E os 50 anos da estreia do Roxy Music?

Treta: as duas “versões do autor” de Video Killed The Radio Star
Cultura Pop6 dias ago

Treta: as duas “versões do autor” de Video Killed The Radio Star, dos Buggles

David Bowie revelando tudo sobre Ziggy Stardust na pressão, bem antes do disco sair
Cultura Pop1 semana ago

David Bowie revelando tudo sobre Ziggy Stardust na pressão

Então vamos lá: por que você tem que parar tudo e ouvir Ziggy Stardust agora mesmo
Cultura Pop1 semana ago

Pare tudo e ouça Ziggy Stardust agora mesmo

Dez coisas bem legais que você encontra no Museu Virtual do Gilberto Gil
Cultura Pop1 semana ago

Disco inédito, fotos e vídeos raros: o Museu Virtual do Gilberto Gil no Google

Mais Ziggy Stardust: um monte de "It ain't easy", em mixtape
Cultura Pop1 semana ago

Mais Ziggy Stardust: um monte de “It ain’t easy” (em mixtape!)

Cultura Pop2 semanas ago

Starman: quando saiu um disco de David Bowie na União Soviética (e em 1989)

As sobras de Ziggy Stardust
Cultura Pop2 semanas ago

As sobras de Ziggy Stardust

Quem é quem (e o que é o que) na ficha técnica de Ziggy Stardust, de David Bowie
Cultura Pop2 semanas ago

Quem é quem (e o que é o que) na ficha técnica de Ziggy Stardust, de David Bowie

A fase 1975-1987 do Fleetwood Mac no podcast do Pop Fantasma
Cultura Pop2 semanas ago

A fase 1975-1987 do Fleetwood Mac no podcast do Pop Fantasma

Cultura Pop2 semanas ago

Images 1966–1967: Bowie entre Ziggy e Aladdin Sane

Um encontro com Roky Erickson na TV em 1984
Cultura Pop2 semanas ago

Um encontro com Roky Erickson na TV em 1984

Trending