Cultura Pop
Ryosuke Kiyasu: “Não estou nem um pouco interessado em rock and roll. Só em fazer o que quero”

Já ouviu falar de Ryosuke Kiyasu? Não? Então, vamos lá.
Há alguns meses, um vídeo se tornou viral em várias comunidades do Facebook. Nele, um cidadão completamente tresloucado batia numa caixa de bateria de forma ensandecida ao redor de uma pequena plateia. Se você não assistiu esse tão sublime momento da música contemporânea, não se desespere. O vídeo encontra-se aqui embaixo.
Tem mais vídeos.
Opa, aqui Ryosuke toca uma bateria de verdade.
Mas quem seria ele? De onde ele vem? Onde vive? O que come? Não, você não descobrirá isso no próximo Globo Repórter. Nós do POP FANTASMA corremos atrás e fomos lá falar com Ryosuke Kiyasu, um japonês que desde 2003 toca bateria em bandas dos mais variados estilos e, nas horas vagas, faz suas apresentações solo acompanhado apenas da caixa de uma bateria.
O resultado foi essa entrevista feita por e-mail e que você confere a seguir. Ryosuke aparentemente não é de falar muito, mas por outro lado foi bastante simpático em suas respostas e ainda nos confidenciou que nesse ano desembarcará aqui no Brasil para fazer uns showzinhos! Preparem-se desde já portanto conferindo o agradável bate-papo que tivemos com Ryosuke.
POP FANTASMA: Antes de mais nada, apresente-se aos brasileiros que ainda não conhecem seu trabalho.
RYOSUKE KIYASU: Oi, eu comecei fazendo shows solos com a caixa de bateria em 2003. Nos meus outros projetos, eu toco bateria de forma convencional.
Quando e por que você resolveu fazer essas performances incomuns tocando só com a caixa? Se não me engano, comecei em 2003 quando morei no Canadá durante um ano. Eu estava testando quão longe eu conseguiria me expressar tocando com apenas uma caixa.
Quais são suas maiores influencias musicais? Ouvindo vários tipos de música, percebi qual era minha favorita. Não há nada que particularmente tenha sido minha maior influência.
Eu sei que você toca bateria em diversas bandas, dos mais variados estilos. Por favor, conte-nos sobre elas e o que elas andam fazendo. Continuo aprendendo várias maneiras de pensar ao tocar com vários e diferentes tipos de bandas. Tem o Sete Star Sept, banda noise-grindcore que eu iniciei em 2004 (é a banda lá de cima, na qual ele toca bateria). A Kiyasu Orchestra, com uma pegada free jazz, que eu comecei também em 2004. O Fushitsusha, banda liderada por Keiji Haino, que fui convidado a ingressar já fazem 8 anos.
Qual a sua opinião sobre a livre troca de arquivos em mp3 na internet? Você acha que pode ser um problema para você e/ou sua gravadora? Ou a internet é uma aliada? A evolução da tecnologia é uma coisa natural, portanto eu acho que as mídias digitais estão se espalhando, é uma coisa boa. Mas de qualquer modo, vou continuar lançando música em formatos físicos.
Você tem outros empregos ou vive exclusivamente de sua música? Não tenho outros empregos, eu vivo exclusivamente da música que faço.

Recentemente você fez uma turnê pela Europa. O que achou da reação do público?? Tive excelentes respostas das plateias europeias. Foi uma turnê bem legal!
Falando nessa turnê europeia, seu vídeo se apresentando em Berlim tornou-se viral aqui no Brasil. Algumas pessoas acharam selvagem e criativo, mas a grande maioria achou estranho e não curtiu ou não entendeu. Qual a sua opinião sobre isso? Normal, eu sei que a maioria das pessoas não entende o que eu faço. Porém, os poucos que entendem admiram e me apoiam com muita força. Eu acho que a música tem que ser sempre revolucionária
Que conselho você daria a todos que desejam fazer algo tão incomum quanto a sua música? Faça jus a si próprio!
Você acredita que o rock and roll ou a arte em geral têm o poder de salvar sua alma? Não estou nem um pouco interessado em rock and roll ou arte. Só em fazer o que quero.
Essa é uma pergunta de fã: quando você vai fazer uma turnê no Brasil?? Eu planejo ir ao Brasil no próximo verão. Vou tentar fazer uns shows por aí.
Deixe uma mensagem para os fãs brasileiros. Amo muito o Brasil e mal posso esperar para tocar por aí!
Bate-bola jogo rápido com Ryosuke Kiyasu
Nome completo: Segredo!
Cidade onde nasceu: Ehime, Japão
Idade: Segredo!
Cor favorita: Preto
Comida favorita: Bife
Filmes favoritos: Nenhum em especial
Torce para qual time de futebol: Nenhum
Prefere tocar ao vivo ou estar no estúdio? Tocar ao vivo
Coisas que gosto: Caixas de bateria
Coisas que odeio: Baratas
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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