Connect with us

Destaque

E o Stemphylium, que voltou?

Published

on

E o Stemphylium, que voltou?

Em setembro, o POP FANTASMA relembrou os bons (bons?) tempos de uma das bandas mais misteriosas de Niterói, o Stemphylium. A banda de punk/hardcore, que passou alguns anos utilizando o nome escrito com grafia errada – e só descobriu a mancada quando todos os integrantes passaram a ter acesso à internet – era comandada por um colaborador do POP FANTASMA, Luciano Cirne.

O grupo fez alguns shows em Niterói entre 1996 e 1998, e voltou em 2002 com outra formação, que durou dois anos e fez um ou dois shows, se tanto. Em 2010, na terceira fase da banda, gravaram um EP de distribuição sigilosa num estúdio caseiro (com clássicos como Raiva, irritação e nervosismo e Ode ao vale-refeição). Na época das gravações, a formação incluía Luciano (baixo, voz), Oliver (guitarra e dono do equipamento onde as canções foram gravadas) e Paulo CP (bateria).

STEMPHYLIUM DE VOLTA

A novidade é que, por causa da matéria que Luciano escreveu sobre sua banda, algumas coisas mudaram na história da banda. Para começar, a última formação se reuniu e o grupo voltou a existir.

Bom, é uma “volta” que está acontecendo gradativamente. O grupo decidiu gravar duas músicas, Ele tá tliste e Colhendo os ovos. Esta última já está no Soundcloud do grupo, mas não está finalizada.

Advertisement

Luciano, CP e Oliver têm se falado bastante por WhatsApp mas ainda nem chegaram a tirar fotos de divulgação. O retorno aconteceu porque, após a matéria sobre a banda, Luciano decidiu fazer o registro das músicas e ligou para os ex-colegas de banda (com quem não tinha contato havia um tempo) para colocar os nomes de todos. Após alguns dias de conversas, todos decidiram voltar. Mas tem uma pandemia impedindo maiores voos.

“Por causa disso, a gente não tá conseguindo se encontrar para botar a mão na massa. Ela tá tliste ainda está num estágio embrionário. Estamos nos reunindo no WhatsApp, um vai lançando uma ideia para o outro e a coisa vai tomando forma”, conta Luciano.

FALCÃO

Um dia, Luciano estava dando uma olhadinha no canal do humorista e cantor cearense Falcão. Então, viu que o autor de Holiday foi muito estava fazendo uma série chamada Na rede com Falcão, que consiste de resenhas “falconéticas” do que rola na internet. Decidiu mandar o clipe de Raiva, irritação e nervosismo para o humorista, sem nem esperar que Falcão selecionasse a canção para comentar. Para sua surpresa, em poucos dias, o humorista estava comentando a música em seu canal.

“A gente mandou na cara dura, mas eu achava que tinha tudo a ver com o espírito do canal dele. Deve ter demorado uma semana para ele postar o vídeo com a música. Aparentemente ele curtiu, né?”, brinca. “E o mais legal é que os fãs estão deixando recados no YouTube pedindo para ele regravar a música. Já pensou se isso acontece? Teve um ou outro hater postando lá, mas respondi tudo em tom de brincadeira”.

Advertisement

O single do Stemphylium ainda deve demorar um pouco para sair. Mas a banda adianta que teve uma ideia após ler uma matéria antiga do POP FANTASMA sobre artistas que lançam músicas em disquete: vão lançar o single no formato. “Em primeiro lugar, porque é barato, e em segundo lugar porque é diferente. Uma parte dos discos, a gente pretende mandar para sites. Não sei se os jornalistas vão ter onde ouvir! Mas a outra parte a gente sorteia”, diz Luciano.

Destaque

Dan Spitz: metaleiro relojoeiro

Published

on

Se você acompanha apenas superficialmente a carreira da banda de thrash metal Anthrax e sentia falta do guitarrista Dan Spitz, um dos fundadores, ele vai bem. O músico largou a banda em 1995, pouco antes do sétimo disco da banda, Stomp 442, lançado naquele ano. Voltaria depois, entre 2005 e 2007, mas entre as idas e as vindas, o guitarrista arrumou uma tarefa bem distante da música para fazer: ele se tornou relojoeiro (!).

A vida de Dan mudou bastante depois que o músico teve filhos em 1995, e começou a se questionar se queria mesmo aquela vida na estrada. “Fazíamos um álbum e fazíamos turnês por anos seguidos, e então começávamos o ciclo de novo – o tempo em casa não existia. É uma história que você vê em toda parte: tudo virou algo mundano e mais parecido com um trabalho. Eu precisava de uma pausa”, contou Spitz ao site Hodinkee.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Rockpop: rock (do metal ao punk) na TV alemã

Na época, lembrou-se da infância, quando ficava sentado com seu avô, relojoeiro, desmontando relógios Patek Philippe, daqueles cheios de pecinhas, molas e motores. “Minha habilidade mecânica vem de minha formação não tradicional. Meu quarto parecia uma pequena estação da NASA crescendo – toneladas de coisas. Eu estava sempre construindo e desmontando coisas durante toda a minha vida. Eu sou um solucionador de problemas no que diz respeito a coisas mecânicas e eletrônicas”, recordou no tal papo.

Spitz acabou no Programa de Treinamento e Educação de Relojoeiros da Suíça, o WOSTEP, onde basicamente passou a não fazer mais nada a não ser mexer em relógios horrivelmente difíceis o dia inteiro, aprender novas técnicas e tentar alcançar os alunos mais rápidos e mais ágeis da instituição.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Discos de 1991 #9: “Metallica”, Metallica

A música ainda estava no horizonte. Tanto que, trabalhando como relojoeiro em Genebra, pensou em largar tudo ao receber um telefonema do amigo Dave Mustaine (Megadeth) dizendo para ele esquecer aquela história e voltar para a música. Olhou para o lado e viu seu colega de bancada trabalhando num relógio super complexo e ouvindo Slayer.

Advertisement

O músico acha que existe uma correlação entre música e relojoaria. “Aprender a tocar uma guitarra de heavy metal é uma habilidade sem fim. É doloroso aprender. É isso que é legal. O mesmo para a relojoaria – é uma habilidade interminável de aprender”, conta ele. “Você tem que ser um artista para ser o melhor – seja na relojoaria ou na música. Você precisa fazer isso por amor”.

>>> POP FANTASMA PRA OUVIR: Mixtape Pop Fantasma e Pop Fantasma Documento
>>> Saiba como apoiar o POP FANTASMA aqui. O site é independente e financiado pelos leitores, e dá acesso gratuito a todos os textos e podcasts. Você define a quantia, mas sugerimos R$ 10 por mês.
Continue Reading

Cinema

Bead game: desenho animado sobre agressividade

Published

on

Bead game: desenho animado sobre agressividade

Em 1977, o diretor de cinema Ishu Patel fez o curta-metragem de animação Bead game, que foi relançado recentemente pelo National Film Board of Canada.

Para mostrar como a agressividade pode chegar a níveis inimagináveis, ele criou uma animação que usa apenas contas coloridas, que ganham a forma de vários objetos, animais, pessoas e monstros – um lado sempre tentando derrotar o outro. E quando você nem imagina que a briga pode ficar maior ainda, ela fica.

Via Laughing Squid

>>> POP FANTASMA PRA OUVIR: Mixtape Pop Fantasma e Pop Fantasma Documento
>>> Saiba como apoiar o POP FANTASMA aqui. O site é independente e financiado pelos leitores, e dá acesso gratuito a todos os textos e podcasts. Você define a quantia, mas sugerimos R$ 10 por mês.
Continue Reading

Cultura Pop

Bad Radio: no YouTube, a banda que Eddie Vedder teve antes do Pearl Jam

Published

on

Bad Radio: no YouTube, a banda que Eddie Vedder teve antes do Pearl Jam

Em 1986, surgiu uma banda de rock chamada Bad Radio, em San Diego, Califórnia. Foi um grupo que fez vários shows, ganhou fãs e se notabilizou como uma boa banda de palco da região. Mas que se notabilizou mais ainda por ter tido ninguém menos que o futuro cantor do Pearl Jam, Eddie Vedder, nos vocais.

Eddie Vedder, que é lá mesmo de San Diego, aportou por lá em 1988 e ficou até 1990. Conseguiu fazer uma mudança geral no grupo, que tinha uma sonoridade bem mais new wave com a formação anterior, com Keith Wood nos vocais, Dave George na guitarra, Dave Silva no baixo e Joey Ponchetti na bateria. Wood saiu do grupo e com Vedder, a banda passou a ter uma cara bem mais funk metal, e mais adequada aos anos 1990.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Discos de 1991 #5: “Ten”, Pearl Jam

E essa introdução é só para avisar que jogaram no YouTube a última apresentação do Bad Radio com Vedder nos vocais. Rolou no dia 11 de fevereiro de 1990, pouco antes de Eddie se mandar para Seattle e virar o cantor de uma banda chamada Mookie Blaylock – que depois virou Pearl Jam. A gravação inclui as faixas What the funk, Answer, Crossroads, Just a book, Money, Homeless, Believe you me, What e Wast my days. O show foi dado no Bacchanal, em San Diego.

Com a saída de Vedder, o Bad Radio ainda continuou um pouco com o próprio Keith Wood, de volta, nos vocais. Segundo uma matéria publicada pela Rolling Stone (e que tem detalhes contestados pelos ex-integrantes do Bad Radio), Vedder não foi apenas cantor da banda: ele virou assessor de imprensa, empresário, produtor e o que mais aparecesse. A lgumas testemunhas dizem que a banda não era favorável ao lado ativista de Eddie (que costumava dedicar músicas e shows aos sem-teto), o que ex-integrantes do Bad Radio negam (tem mais sobre isso aqui).

Advertisement
>>> POP FANTASMA PRA OUVIR: Mixtape Pop Fantasma e Pop Fantasma Documento
>>> Saiba como apoiar o POP FANTASMA aqui. O site é independente e financiado pelos leitores, e dá acesso gratuito a todos os textos e podcasts. Você define a quantia, mas sugerimos R$ 10 por mês.
Continue Reading
Advertisement

Trending