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Wolf Alice resgata três B-sides de “The clearing” em single (físico e digital)

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Wolf Alice resgata três B-sides de "The clearing" em single (físico e digital)

RESUMO: O Wolf Alice resgata três faixas que ficaram de fora de The clearing em uma edição de B-sides, que ganha formato físico em compacto de tiragem limitada.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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O Wolf Alice tem uma surpresa para os fãs mais animados: os B-sides do álbum mais recente, The clearing, vão sair num compactinho de três faixas, com tiragem limitada, que vai ser vendido apenas pelo site da banda a partir desta sexta (21). As três músicas estão de qualquer jeito numa edição especial do álbum, The clearing: B sides, que já está na plataformas digitais.

As músicas são Gospel oak, Hit the sky e o cover de Hammond song, do The Roches, com Julia Cumming (Sunflower Bean) e Bria Salmena. Hit, a última a ser lançada pelo grupo, foi uma demo da época da gravação do álbum, que o grupo decidiu revisitar. “Reformulamos um pouco, com James Gavin no fiddle e Julia Cumming nos backing vocals, cerca de um ano depois. É sobre incentivar alguém que você ama a ser quem realmente é, porque você consegue enxergar o quanto essa pessoa é incrível!”, diz a cantora Ellie Roswell.

Anteriormente, falando sobre o lançamento de The clearing: B sides, Ellie disse: “Estas são algumas músicas que fizemos durante as sessões de The clearing que acabaram não entrando na versão final do álbum, mas que adoramos muito. Ficamos felizes por finalmente ter encontrado um lugar para elas e por poder compartilhá-las com vocês. Aproveitem!”, contou.

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Teenage Fanclub encontra esperança na melancólica “There was you”

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Teenage Fanclub (Foto: Donald Milne / Divulgação)

RESUMO: O Teenage Fanclub apresenta There was you, balada folk de clima grato e melancólico que antecipa Do not dare to dream, 13º álbum da banda, previsto para outubro.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Donald Milne / Divulgação

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Você já leu aqui no Pop Fantasma que o Teenage Fanclub vai lançar disco novo em breve: Do not dare to dream sai em 9 de outubro pela Merge Records. A banda dá ainda mais brilho ao disco com There was you, uma balada folk que lembra bastante o disco American beauty, do Grateful Dead – especialmente a balada venturosa e grata Attics of my life.

“Perdido e sozinho, eu estava me transformando em pedra / e ainda não sabia o que fazer / mas, em meio à escuridão, com sua flor desabrochando / lá estava você”, diz a letra. Assim como aconteceu com o clipe de Day in the sun, primeiro single, There was you ganha clipe gravado em Great Bernera, pequena ilha no litoral da Escócia, no próprio estúdio onde o disco foi registrado. A direção é também de Donald Milne.

Do not dare to dream é o 13º álbum de estúdio do grupo, e o sucessor de Nothing lasts forever (2023, resenhado pela gente aqui), mantendo a fase independente que já dura mais de duas décadas e rendeu uma sequência consistente de lançamentos pela Merge Records. Um detalhe curioso é o título do álbum, que vem de uma canção do integrante Norman Blake (voz, guitarra), I do not dare to dream (“eu não ouso sonhar”). Uma música que se posiciona contra o otimismo de aparências.

“Esses sentimentos de ‘ousar sonhar’ são meio ridículos. Não acho que o mundo funcione dessa maneira”, conta ele. Raymond McGinley (voz, guitarra solo), completa em clima de “e digo mais!”: “Podemos manter a alegria e o otimismo mesmo quando as coisas não estão bem”.

Talvez essa seja a verdadeira chave da felicidade, não? Bom, em todo caso, fique aí com There was you.

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Pré/Sal fala de carinho e reciprocidade em “Pareidolia”

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Pré/Sal - Foto: Amanda Peron / Divulgação

RESUMO: O Pré/Sal mistura dream pop e rock experimental em Pareidolia, faixa etérea sobre ternura, solidão e a necessidade humana de encontrar rostos, espelhos e reciprocidade no mundo.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Amanda Peron / Divulgação

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Catarse vocal, rock experimental, dreampop… pelos termos que aparecem no release de Pareidolia, novo single do Pré/Sal, já dá pra saber que vem por aí barulho etéreo dos bons. Na real, a música – último compactinho antes do lançamento do disco de estreia do grupo, que chega em breve via Vintesete records – abre em clima bem tranquilo, lembrando o lado calmo de bandas como o Ride do começo. Vai ganhando densidade aos poucos e até um riff circular de piano, mas é uma música que trafega mais no clima da fantasmagoria sonora.

Pareidolia conseguiu bastante com pouco”, explica o guitarrista Heitor Purcino, que dividiu a produção com o outro guitarrista da banda, Pedro Seebregts. Heitor conta também que a banda foi limando excessos e fez algo bem parecido com o som que tiram ao vivo – a ponto dessa faixa estar pronta em apenas duas semanas, da composição à gravação final. Várias ideias de arranjo surgiram literalmente na hora. O ritmo do refrão, por exemplo, não estava planejado: foi o resultado do último take gravado por Paul Robison, novo batera da banda.

O Pré/Sal tem ainda na formação Gabriel Vilela (baixo) e Eleonora Ubinha (vocais). Boa parte da imersão do material veio por causa da mixagem e masterização de Roberto Kramer (Jovens Ateus, Raça, Marrakesh, Pedro Lanches). E se a pareidolia é nada mais do que nossa mania de encontrar feições humanas em manchas no chão ou nas nuvens, Eleonora diz acreditar que esse hábito se deve a um desejo silencioso por espelhos e contato, uma busca por reciprocidade num mundo que raramente devolve o olhar.

“É uma música sobre ternura e solidão na mesma medida”, reflete a compositora. “Vem de entender que o fenômeno de encontrar rostos é desejar espelhos, mesmo que as causas da semelhança entre quem vê e o que é visto sejam distintas. É algo no sentido de ter um carinho sem sentido por tudo. Um carinho que excede e precisa encontrar um lugar pra pousar”.

Pareidolia tá aí.

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“Pool life”: Libby Ember canta sobre a “vida de piscina” dos vizinhos

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Libby Ember (Foto: Divulgação)

RESUMO: A canadense Libby Ember transforma a sensação de que a vida dos outros é sempre melhor em indie pop sonhador em Pool life, faixa sobre comparação, desejo e a vontade de finalmente entrar na piscina.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Sabe aquela impressão de que a grama do vizinho é sempre mais verde, e que algumas pessoas atravessam a vida com uma baita facilidade? De que elas estão sempre no lugar certo, cercadas pelas pessoas certas, frequentam os lugares mais incríveis e você eternamente fica olhando?

Bom, a canadense Libby Ember fez Pool life, seu novo single, justamente sobre isso: como é observar a vida dos outros de fora e ficar só no sonho e na observação. O próprio título da faixa vem dessa imagem: gente à beira da piscina, pronta para entrar na água de repente. Uma “vida de piscina”.

“É sobre observar a vida das pessoas de fora, ver como as pessoas ‘legais’ escolhem viver e sentir que estou perdendo tudo isso”, explica Libby. “O título resume esse sentimento para mim, porque, quando penso nessas pessoas, imagino alguém passando o tempo na piscina e pulando na água espontaneamente, como uma metáfora para a maneira como elas vivem suas vidas ‘no momento’.”

A música tem um clima de indie pop sonhador, mas não fica só na contemplação. Libby fala de uma vontade bastante concreta de estar lá dentro, participando daquela vida que parece tão fácil para os outros. “I wanna be the it girl, ticket in the pit girl” (“eu quero ser a garota mais popular, a garota com ingresso para a pista”) é uma das frases que melhor resumem essa mistura de desejo, comparação e sensação de estar sempre um pouco atrasada em relação ao resto do mundo.

Pool life também tem uma diferença importante em relação aos trabalhos anteriores da cantora: desta vez, ela levou a música para uma formação mais próxima de uma banda, com bateria, baixo e guitarra tocados por músicos reais, em vez de depender apenas de produção baseada em MIDI.

“Essa música não tem refrão, apenas versos, e foi muito divertido gravá-la porque trouxemos músicos de verdade”, conta. “Trabalhar com outros músicos é sempre muito divertido. Isso faz a música soar mais viva e humana, o que hoje é ainda mais importante do que antes. É legal poder reagir uns aos outros.”

Aos 20 anos, Libby vive em Montreal e estuda música na Concordia University. Ela começou a chamar atenção em 2025, quando teve duas músicas incluídas em playlists editoriais do Spotify e venceu a competição de composição Overture With The Arts. Em 2026, lançou Let me go, faixa que marcou uma mudança para um som mais direto e íntimo.

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