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“Curious subject”: Chaka Khan faz perguntas sobre si mesma em single novo

RESUMO: Chaka Khan transforma a própria identidade em mistério em Curious subject, terceiro single de Chakzilla, álbum que chega em setembro com produção de Greg Kurstin.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Nick Nelson / Divulgação
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Depois de cinco décadas sendo interrogada pelo público – em entrevistas, músicas, shows e, provavelmente, até andand na rua – Chaka Khan resolveu admitir que também não sabe exatamente quem é Chaka Khan. Curious subject, seu novo single, parte justamente dessa ideia.
A faixa, lançada nesta quinta-feira (21), é o terceiro aperitivo de Chakzilla, próximo álbum da cantora, previsto para 18 de setembro pela EarthSong Records/BMG. Chaka divide a composição com Sia e Greg Kurstin, que também produz a música. E Curious subject mostra que Chaka aceita que, mesmo com o passar dos anos, algumas coisas continuaem sem explicação. Tem até o verso “the more I grow, the less I know” (“quanto mais eu cresço, menos eu sei”) como resumo de tudo – além de versos indicando que conhecer melhor a si mesmo não necessariamente significa encontrar respostas.
- Live at Carnegie Hall: Cameron Winter em disco ao vivo, só com voz e piano
Curious subject também ganhou uma apresentação na plataforma A Colors Show, divulgada um dia antes do lançamento. É a segunda participação de Chaka na plataforma: anteriormente, ela havia aparecido cantando Through the fire, clássico de 1984 que ganhou uma nova onda de atenção nas redes sociais.
O lyric video da canção, e o vídeo do A Colors Show, tão aí. Tá na espera por Chakzilla também? Porque a gente tá.
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“Live at Carnegie Hall”: Cameron Winter em disco ao vivo, só com voz e piano

RESUMO: Cameron Winter, vocalista do Geese, anuncia Live at Carnegie Hall, registro de seu show solo de voz e piano em Nova York, com três músicas inéditas.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Lewis Evans / Divulgação
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O que mais tem por aí é desconfiança a respeito do Geese – lembra daquela história do quase-jabá? Que a banda tem discos legais e Cameron Winter, como vocalista, tem um baita carisma, ninguém duvida. E o cantor acaba de anunciar seu primeiro álbum ao vivo, Live at Carnegie Hall (é, ele não chuta baixo).
O disco (que chega no dia 9 de setembro via Partisan Records/ Play It Again Sam) documenta a apresentação de Winter dada lá em dezembro de 2025, quando ele se tornou um dos artistas solo mais jovens a ser a atração principal do local, e se apresentar no auditório principal da lendária casa de shows. Foi um show de voz-e-piano, em que ele recordou as músicas de seu disco solo, Heavy metal (2024, resenhado pela gente aqui).
Para quem curte ler elogios rasgados dados a artistas que já recebem elogios demais (ok, a gente às vezes faz isso também…), vale dizer que a revista GQ disse que o álbum é “um dos discos de cantor e compositor mais audaciosos e donos de si deste século até agora, um sonho febril de sentimentos de alguém que entendia as regras o suficiente para saber que quase não se importava com elas”.
O show trouxe também três faixas inéditas: It all fell in the river, Emperor XIII in shades e If you turn back now (a primeira aparece lá em cima num vídeo de fã) Abaixo você confere a capa do álbum e a lista de músicas de Live at Carnegie Hall.
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LISTA DE FAIXAS:
01. It all fell in the river
02. Try as I may
03. Emperor XIII in shades
04. The Rolling Stones
05. Love takes miles
06. Cancer of the skull
07. If you turn back now
08. Nina + Field of cops
09. $0
10. Take it with you
11. Vines
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O bicho-papão cresceu: Adult Leisure encara os medos adultos em novo single

RESUMO: View from our window, do Adult Leisure, transforma o medo infantil do bicho-papão em uma reflexão sobre insegurança, solidão e os monstros que mudam na vida adulta.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Devagarinho, o Adult Leisure, uma banda que a gente adora, tá soltando outros materiais que vão além de The things you don’t know yet, álbum de estreia lançado em 2025 e cheio de referências a The Cure, power pop e melancolia. Primeiro veio o single The light you attract, sobre aqueles relacionamentos em que todo mundo sabe que algo está errado, mas ninguém consegue ir embora. Logo em seguida o grupo britânico retornou com o pós-punk atmosférico de View from our window.
A nova faixa olha para medos que começam na infância e continuam mudando de forma ao longo da vida. Segundo o vocalista e letrista David Woolford, a música parte da imagem de um “bicho-papão” que representa os pesadelos de criança, mas logo amplia essa ideia para falar das inseguranças da vida adulta. “À medida que você cresce, os monstros mudam. Na verdade, o que muda são os seus medos”, explica.
Essa sensação aparece em versos que descrevem um mundo enorme diante de alguém que ainda se sente pequeno para provocar mudanças, inclusive em si mesmo. Ao mesmo tempo, View from our window fala do impulso de manter as pessoas à distância por medo de se machucar, enquanto a solidão também se transforma em algo assustador.
Musicalmente, a faixa mantém a identidade que o Adult Leisure vem construindo desde o início: guitarras envolventes e algo bem próximo de um pós-punk contemplativo e meio maquínico. A produção ficou novamente nas mãos de Ollie Searle, colaborador frequente da banda, com masterização de John Webber, que já trabalhou com David Bowie e Duran Duran.
O lançamento chega num momento de crescimento do grupo. Depois de uma boa sequência de shows, incluindo apresentações no SXSW, o Adult Leisure anunciou recentemente um contrato mundial de agenciamento com a WME, enquanto prepara os próximos passos após The things you don’t know yet. A julgar pelos singles lançados desde então, a banda parece decidida a expandir aquele universo melancólico sem ficar presa ao formato do primeiro disco.
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Kiss resgata show histórico de 1976 no álbum “Destroys Anaheim ’76”

Se existe uma coisa que o Kiss sabe fazer bem, é transformar uma noite de show em acontecimento histórico. E agora uma dessas noites finalmente ganhou lançamento oficial. Kiss Destroys Anaheim ’76 recupera a apresentação realizada em 20 de agosto de 1976 no Anaheim Stadium, na Califórnia, durante a turnê do álbum Destroyer.
Fica como tema para as nossas resenhas, mas antes da gente terminar de ouvir o disco, vale lembrar que mais de 42 mil pessoas estavam no estádio naquela noite – o maior público da carreira do Kiss até então. Paul Stanley, Gene Simmons, Ace Frehley e Peter Criss ainda estavam no começo da trajetória que os transformaria em uma das maiores bandas de arena do planeta, mas quem tava lá, já sabia a dimensão do espetáculo acontecendo no palco.
Durante quase cinco décadas, esse show existiu principalmente para colecionadores e fãs dispostos a procurar gravações não oficiais. Agora, no aniversário de 50 anos da apresentação, o registro chega ao público de maneira oficial, com uma nova mixagem feita a partir das fitas multipista originais.
E há uma certa justiça poética em Eddie Kramer ser o responsável por isso. O engenheiro e produtor, que gravou o show originalmente em 1976, voltou às fitas para preparar a nova mixagem. Ou seja: ninguém precisou explicar a ele o que diabos estava acontecendo naquela noite.
O repertório também ajuda a entender o tamanho do momento. Estão lá Detroit rock city, Rock and roll all nite e God of thunder, entre outros números da fase clássica. É o Kiss em plena transformação de banda de rock em fenômeno de estádio, quando as músicas ainda eram relativamente novas e a teatralidade já começava a ocupar tanto espaço quanto as guitarras.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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