Urgente
Punk de NYC, The Underbites prepara disco sobre um mundo fora de controle

RESUMO: O punk nova-iorquino The Underbites prepara Out of control, disco sobre desigualdade, vigilância e caos contemporâneo, com riffs rápidos, melodias grudentas e espírito à moda antiga.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
- Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.
The Underbites é uma banda punk de Nova York, mas que está se preparando para lançar seu próximo disco Out of control pelo selo italiano I Buy Records. Alguns singles já saíram de batedor: Ruling class fala desigualdade econômica e da distância entre quem concentra poder e quem precisa lidar com as consequências. Modern times e Panic button (cover da banda britânica Johnny Moped) põem as modernidade mais absurdas dos dias de hoje – todo mundo vigiado pelas big techs, guerras, destruição – no rol de temas.
“O punk sempre foi um lugar onde as pessoas podiam reagir, fazer perguntas e desafiar o status quo”, conta o cantor e guitarrista John Fox, referindo-se especialmente a Ruling class. “Ela fala sobre observar a distância entre as pessoas comuns e aqueles que estão no topo se tornar impossível de ignorar. É uma música raivosa, mas que foi feita para energizar, também”.
- Today: sai mais um single de David Bowie nos anos 1960
O álbum que tá vindo aí foi produzido por Perry Leenhouts e, diz a banda, combina “punk acelerado, melodias grudentas e letras sobre política, divisão social e injustiça econômica”. Ao lado de John, Kurt Feldhun (guitarra), Ethan Rosenblatt (baixo) e Mike Hoffman (bateria) – uma turma bastante influenciada por Ramones, Buzzocks, punk de Nova York e da Inglaterra em geral. Out of control sai em breve nas plataformas. “Um lançamento em vinil é improvável, mas não impossível”, avisa o grupo, que faz punk como antigamente, e prefere também a internet como antigamente – eles têm até um blog.
- Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
- E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.
Urgente
Lydia Lunch e The Art Gray Noizz Quintet releem Magazine e Iggy Pop em modo destruição

RESUMO: Lydia Lunch se junta ao The Art Gray Noizz Quintet para reinventar Permafrost, do Magazine, e Mass production, de Iggy Pop, em um single ruidoso e sombrio.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Capa do single
- Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.
Esse compactinho demorou a passar pelos nosso ouvidos, mas agora chegou e… grudou. Permafrost / Mass production representa a união da musa no-wave Lydia Lunch com a turma pós-punk-de-terror do The Art Gray Noizz Quintet, que reúne músicos do underground novaiorquino, e já dividiu o palco com bandas como The Scientists e Mudhoney. O criador do grupo é o guitarrista australiano Stuart Gray – o Stu Spasm, que tocou em bandas como Lubricated Goat e The Beasts Of Bourbon, e que ganhou até recentemente um documentário sobre sua vida, I should have been dead years ago (2024).
O single, lançado em versão de sete polegadas e também nas plataformas (e no Bandcamp), traz Lydia e a banda dando um trato especial a Permafrost, clássico da banda de pós-punk Magazine, e a Mass production, música do disco básico The idiot (1977), de Iggy Pop. Duas canções originalmente beem aterrorizantes e contemplativas – e irmãs, com arranjos bem parecidos. O clima de destruição total de Permafrost e a onda industrial, de alienação total, de Mass production casaram muito bem com o instrumental ruidoso do The Art Gray Noizz Quintet, e com a voz diabólica de Lydia. Em Mass, ela divide os vocais com o “mestre de cerimônias” Stuart e o arranjo fica bem fiel ao original,.
- Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
- E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.
Urgente
Until They Burn Me: skate punk e histórias de sobrevivência em “Addict”

RESUMO: Addict, do Until They Burn Me, mistura garage rock, punk, pós-punk, gótico e rap em uma faixa sobre o amor e o ódio pela dependência química.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
- Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.
Sim, parece aquele tipo de som que você teria descoberto alugando um VHS de skate na locadora, lá pelos anos 1980 / 1990. Addict, novo single dos norte-americanos do Until They Burn Me, é uma mistura bem azeitada de garage rock, punk, riffs de pós-punk e gótico, rap (na letra quase falada) e música para fazer evoluções a bordo de um carrinho de quatro rodas.
O arranjo de Addict tem aquela mesma onda quebra-tudo do skate-punk, mas sem se prender a rótulos. E a letra, vale falar, é séria: Cody Carlyle e Travis Jordan, os dois criadores do grupo, que tocam juntos há 35 anos, foram dependentes químicos e passaram por maus bocados nas mãos das drogas. Chegaram a sobreviver nas ruas, em galpões e em áreas selvagens.
Tanto que Addict explora o doloroso paradoxo de amar e odiar a própria dependência ao mesmo tempo, inspirando-se diretamente nas experiências pessoais de recuperação da dupla. Uma faixa que “fala com quem já enfrentou a escuridão e saiu dela com histórias que merecem ser contadas”, dizem os dois. Um detalhe curioso sobre o som deles é que Addict representa apenas uma face da dupla. Nos álbuns Mud music (2024) e A carnival of reveries (2025), eles são flagrados misturando punk, country sombrio, murder ballads e outros estilos.
Addict tá aí.
- Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
- E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.
Urgente
Charm Offensive encara a solidão moderna com humor ácido em “Apathy”

RESUMO: Charm Offensive estreia com Apathy, single que mistura pós-punk, new wave e power pop para falar, com humor ácido, de ansiedade, indiferença e solidão contemporânea.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
- Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.
Pós-punk, new wave e power pop com um tiquinho assim de humor sombrio e ácido – é a receita do Charm Offensive, inspiradíssimo por nomes como Elvis Costello, Joe Jackson, XTC, The Replacements e The Cars. O projeto criado por Matt Rhea estreia com o single Apathy, que fala de um “narrador que escolhe abraçar a indiferença para escapar de um mundo de notícias ruins intermináveis, ansiedade e exaustão emocional”.
O problema é que isso acaba não ajudando muito o tal sujeito, que acaba se desconectando do mundo e das outras pessoas – vai daí, Apathy acaba falando, de maneira descontraída, sobre um assunto bem sério, que é a solidão dos dias de hoje, em que todo mundo parece perto e longe ao mesmo tempo.
“A capa surreal do single amplia essa ideia: mostra um turista tirando tranquilamente uma selfie diante de uma explosão nuclear. A imagem brinca com uma das contradições da vida atual, em que catástrofes e distrações podem existir lado a lado”, avisa Rhea, que faz os vocais da canção e foi pro estúdio com Kelly Wells (guitarra), Vipul Joshi (bateria) e Josh Valle (baixo).
Rhea já é frequentador do Pop Fantasma – esteve por aqui com a banda Manganista, que já existe há duas décadas, tem referências de grupos como Devo, Oingo Boingo e The English Beat, é fascinada pelos anos 1980. O Charm Offensive, que você conhece abaixo, vai na mesma onda de recordar o passado sem recorrer ao puro revival.
- Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
- E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.


































