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Adult Leisure lança “The light you attract” e fala de ciclos difíceis de romper

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Adult Leisure (Foto: Divulgação)

A banda britânica Adult Leisure volta com música nova poucos meses depois do lançamento do primeiro álbum, The things you don’t know yet, que saiu em 2025 e já foi resenhado pela gente aqui. Agora o grupo apresenta o single The light you attract, uma faixa que mergulha na dinâmica de relacionamentos complicados – daqueles em que todo mundo sabe que algo está errado, mas mesmo assim insiste em voltar.

A música foi gravada e mixada com o produtor Ollie Searle e masterizada por John Webber, conhecido por trabalhos com nomes como David Bowie e Duran Duran. O resultado é um som tenso, mas contido. Já a letra fala daquele momento meio desconfortável em que alguém percebe que não está apenas preso ao caos de outra pessoa – mas também ajuda a mantê-lo. Segundo o guitarrista David Woolford, a música fala justamente sobre reconhecer padrões que se repetem e entender que, muitas vezes, existe uma escolha em voltar para situações que já deram errado antes.

Musicalmente, o Adult Leisure mantém o clima atmosférico que apareceu no disco de estreia, equilibrando intensidade e contenção. As letras funcionam quase como um mecanismo de defesa: ao mesmo tempo em que expõem fragilidade, também servem como comentário ácido sobre relações de poder, manipulação e desgaste emocional.

Além da nova música, o Adult Leisure tem mais novidades: o grupo foi recentemente pela primeira vez aos EUA participar do New Colossus Festival, em Nova York, e do SXSW, em Austin. Olha eles tocando em Austin!

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Malvisto e SHFR adiantam álbum colaborativo com singles e convidados

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Malvisto e SHFR - Foto: Nicolas Moura / Divulgação

RESENHA: Malvisto e SHFR apresentam Não me deixe só, segundo single de Vantagens de um céu nublado, álbum colaborativo que mistura rock, hip hop e dub em canções sobre afetos, perdas e transformações.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Nicolas Moura / Divulgação

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Malvisto e SHFR seguem revelando aos poucos o universo de Vantagens de um céu nublado, álbum colaborativo previsto para setembro. Depois de apresentar Fuja, a dupla agora lança Não me deixe só, segundo single do projeto, desta vez com participação da cantora Angelís.

Se Fuja falava da necessidade de romper com caminhos impostos e escapar de um sistema que parece decidir o futuro antes mesmo das escolhas serem feitas, Não me deixe só muda o foco para os afetos. A nova faixa acompanha uma relação que nunca termina de fato, mas também nunca encontra um ponto de estabilidade, vivendo entre despedidas, lembranças e tentativas de fazer algo permanecer.

  • Yu Musick celebra a transformação no single Des-rat

Musicalmente, o disco também vai mostrando suas diferentes facetas. Fuja, que contou com Ricardo Paes (da banda Naimaculada), mistura rock, hip hop e dub em um ambiente sombrio, reforçado pelo clipe em preto e branco dirigido por Cainã Tavares. Já Não me deixe só aposta em grooves mais marcantes e uma atmosfera melancólica e cinematográfica, aproximando referências que vão de Little Simz e Maria Beraldo a Blur e Jeff Buckley.

A participação de Angelís amplia esse clima de incerteza, somando uma segunda voz a uma música que trata do desejo de manter vínculos mesmo quando tudo parece passageiro. Já Ricardo Paes trouxe peso a Fuja, reforçando o caráter coletivo de uma faixa inspirada pela cena independente paulistana que se formou em torno da casa de shows A Porta Maldita.

Produzido entre São Paulo, Maceió, Porto Alegre e Barcelona, Vantagens de um céu nublado vem sendo apresentado como um álbum que cruza diferentes linguagens musicais para falar de temas como deslocamento, amor, perda e transformação. Pelos dois primeiros singles, fica claro que Malvisto e SHFR preferem explorar esses assuntos por caminhos bastante diferentes, sem abrir mão de uma identidade comum.

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Josh Rouse anuncia álbum novo e reencontra o produtor de “1972”

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RESUMO: Josh Rouse, conhecido pelo álbum 1972, anuncia Museums and women, novo disco produzido por Brad Jones, parceiro de longa data, e apresenta January sky, uma balada folk-pop sobre memória e conexões humanas.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Lamentavelmente, para muita gente Josh Rouse ainda é “o cara do 1972″. Seu disco de 2003 (que se chamava, ora bolas, 1972), inspirado pelo soft rock setentista, pelo bittersweet e com músicas tranquilas e belas como Love vibration, acabou se tornando sua marca registrada.

Só que a discografia do cantor estadunidense vai muito além disso: é daquelas que merecem um domingo inteiro de audição, repleta de canções discretas, bem escritas e que envelheceram muito bem. E agora, Rouse volta com um novo capítulo. O cantor e compositor lança em 23 de outubro o álbum Museums and women, seu primeiro pela gravadora New West Records. E o projeto já começa com um reencontro importante: a produção é de Brad Jones, o mesmo parceiro de 1972.

O disco é adiantado pelo single January sky, balada folk-pop de andamento tranquilo que fala sobre o conforto de ser realmente conhecido por outra pessoa. A música nasceu de um processo pouco comum para Rouse. “É uma das poucas canções que escrevi em quase 30 anos em que reaproveitei uma letra antiga e dei a ela uma melodia e uma sequência de acordes completamente diferentes”, explica, via Spin. “As palavras encontraram um lugar melhor em outra música”.

Ele diz ainda que prefere deixar espaço para quem ouve completar o sentido das letras. “Sempre gostei de deixar margem para interpretações. Em vez de apontar um único significado, a música convida cada pessoa a levar suas próprias experiências para dentro dela. Acho que as canções vivem mais quando não são totalmente explicadas”.

Segundo Rouse, Museums and women surgiu das observações feitas durante viagens, reunindo personagens, encontros passageiros e histórias que transitam entre a memória e a ficção. “Fui atraído por essas músicas porque elas são muito observacionais. Estão cheias de personagens e histórias que imaginei a partir de pequenos momentos na estrada. Mas, no fim das contas, é inevitável que eu também esteja nelas”.

Gravado praticamente ao vivo em estúdio, com Brad Jones no baixo e Fred Eltringham (Sheryl Crow, The Chicks) na bateria, o álbum busca preservar a espontaneidade das performances. O título foi inspirado em um livro de John Updike e reforça a proposta de encontrar beleza em situações cotidianas e personagens anônimos.

Depois de passar mais de uma década vivendo na Espanha, Rouse voltou para Nashville em 2018 e seguiu lançando discos com a mesma regularidade de sempre. January sky adianta que Museums and women será mais um disco de folk-pop elegante e observador, justamente a marca de Josh.

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Late Again transforma coincidência com ex-relacionamentos em dream pop

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Rafael Melo (Late Again) - Foto: Danilo Rosa e Henrique Barretto / Divulgação

RESUMO: Late Again, projeto do brasileiro Rafael Melo em Nova York, lança All my exes moved to the countryside, terceiro single do EP I dreamt I was awake, misturando dream pop, bossa nova e uma história real sobre deixar a cidade.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Danilo Rosa e Henrique Barretto / Divulgação

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O brasileiro Rafael Melo, que toca o projeto Late Again lá em Nova York, continua antecipando o EP I dreamt I was awake, previsto para setembro. O terceiro single, All my exes moved to the countryside, parte de uma coincidência curiosa: todos os ex-relacionamentos dele acabaram trocando a cidade pelo interior.

“É exatamente o que o título diz. Um fato divertido, literal e muito específico da minha vida que, ainda assim, consegue soar universal”, comenta Rafael sobre a música que sai hoje. “Tentei combinar uma melodia minimalista e uma letra bem-humorada para traduzir essa tensão: a incapacidade de se render a uma vida mais simples, mesmo quando uma parte de nós gostaria muito disso”.

  • Late Again transforma o caos cotidiano em pop psicodélico, em Crazy or stupid

A música acompanha esse conflito entre permanecer na cidade ou buscar outro ritmo de vida. A letra passeia por imagens do cotidiano urbano e rural – aluguel, fermento natural, tarô, vacas e planos para o futuro – enquanto o personagem percebe que, por mais sedutora que pareça a mudança, ainda não consegue abandonar a vida na metrópole.

Musicalmente, a faixa segue o caminho que o Late Again vem construindo desde os primeiros lançamentos: dream pop de clima contemplativo, com melodias suaves e discretas referências à bossa nova, refletindo as origens brasileiras de Rafael – tudo tocado na guitarra, com uma tranquila programação eletrônica, alguns synths e ruídos de pássaros. E All my exes moved to the countryside também ganhou um lyric video nesse clima, dirigido por Gabriel Rolim (Rollinos), e com fotografia de Danilo Rosa e Henrique Barreto.

Gravado entre o Studio G, no Brooklyn (Nova York), e o Evil Twin, em São Paulo, I dreamt I was awake reúne colaborações de Thiago Dom (Kimbra, Duda Beat), John Lisi (Twin Brother, John Roseboro), Nelson Espinal (Mdou Moctar, YHWH Nailgun, Sessa) e Heal Mura. E vale muito esperar!

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