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Cultura Pop

Vocês têm noção de que o tema do Roda Viva de 1985 a 1994 era… The Cure?

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Vocês têm noção de que o tema do Roda Viva de 1985 a 1994 era... The Cure?

Lembra de quando um lado B do The Cure abria a entrevista semanal do Roda Viva? Vamos por partes.

Em primeiro lugar, vale recordar que o Cure tem em sua discografia uma compilação de singles, Standing on a beach (1986), que é tão boa que foi recebida pelos fãs, pelo menos aqui no Brasil, como álbum de carreira. Afinal, unia compactos bacanas como Charlotte sometimes e A forest, e ainda disponibilizava certas músicas pela primeira vez no país.

A versão K7 de Standing on a beach, com quase um dezena de bônus no lado B (incluindo vários singles raros) era mais poderosa ainda. Na edição brasileira, trazia na capa a inscrição “grátis: faixas inéditas no lado B” para indicar isso. Aliás, grátis o cacete: algumas lojas vendiam a fita por um preço bem alto, alegando que “tinha músicas a mais” e valia como K7 duplo. Por sinal, quando o disco foi lançado em CD, até mesmo no Brasil, ganhou o nome de Staring at the sea.

Aliás, Standing on a beach influenciou tanta gente que uma das faixas do tal lado B, a tribal Splintered in her head, foi parar na trilha do programa Roda viva, da TV Cultura.  Não apenas isso: ficou lá por um bom tempo, de 1985 a 1994.

Olha ela inteira aí.

Splintered in her head, um quase instrumental (a letra é mínima e só aparece depois da metade da faixa), era uma canção beeem sinistra, e um clássico obscuro da fase menos alegrinha e mais gótica do Cure. Apareceu no lado B do single Charlotte sometimes, de 1981, e lembra não muito discretamente Joy Division.

Tanto ela quando Charlotte sometimes tiveram letras inspiradas justamente pelo livro infantil Charlotte sometimes, escrito pela britânica Penelope Farmer. Aliás, Splintered… teve seu nome tirado de um capítulo do livro.

O jornalista Valdir Zwetsch, então diretor de programas jornalísticos da TV Cultura, lembra que era praxe da estação ir fuçar nos lados do rock para escolher temas de programas.

“Do tema do Metropolis, que lançamos praticamente junto com o Roda Viva, lembro bem. É um instrumental do Art of Noise, Opus for four, em clima meio classicoso, bem legal. A vinheta durava um minuto. Fizemos imagens aéreas de São Paulo à noite… Ficou lindo, diferente. Mas teve gente que não entendeu”, conta ele, lembrando que a ideia de usar a música do Art Of Noise na abertura veio do então diretor de programação, Giba Colzani.

(o título e a ideia desse texto foram roubados de Alex Antunes e da comunidade Death Disco Machine)

Veja também no POP FANTASMA:
– The Cure em 1980, com Robert Smith irreconhecível
– Capa de Three imaginary boys, do The Cure, inspirada em revista de decoração
– The Cult Hero: o spin-off do The Cure

Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

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Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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