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Cultura Pop

Quinze sons sem os quais sua festa junina não será a mesma

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Quinze sons sem os quais sua festa junina não será a mesma.

Se você achava que funk era o máximo da sacanice e que Wesley Safadão era realmente safadão, bem vindo ao mundo real. Fizemos uma lista com quinze clássicos do forró que fazem dançar e ainda rendem umas risadas na sua festa junina. Plugue o computador (ou o smartphone) na parede durante o arraiá e vamos lá.

“NOSSO AMOR FOI UMA APOSTA” – ANTONIO BARROS. Co-autor de Homem com H, sucesso de Ney Matogrosso, Antonio deu sustos em muita gente com o refrão dessa música. E frequentou o rádio AM durante décadas só com esse hit.

ZÉ DUARTE – “O TAMANHO DO MEU PALMO”. Difícil achar uma, uminha só, música do pernambucano José Duarte Filho que não seja de duplo sentido. E que não mate o ouvinte de susto, ou de vontade de rir. Dessa vez, ele conta o drama de um rapaz que tem mãos enormes e causa desmaios e risos nas mulheres. Coitado!

ZÉ DUARTE – “EU NUNCA COMI”. “O de japonesa/eu nunca comi”. Calma: é uma inocente música sobre um cara que comeu pastéis do mundo inteiro. Só não comeu pastel feito no Japão.

CLEMILDA – “COM MENAS GENTE”. Lançada no LP satírico Aquilo roxo, de 1992 (cujo alvo era o então presidente da república Fernando Collor de Mello), era o melô da crise: a história de um empreendedor que a cada dia diminuía mais sua equipe e exigia mais produtividade de seus contratados. Essa turma é que só tem maldade na cabeça e entende tudo errado 🙂 A alagoana Clemilda Ferreira da Silva, que teve sucessos como Prenda o Tadeu e Talco no salão, teria completado 80 anos em 2016 – saiu de cena em 2014.

CLEMILDA – “A CANTIGA DA DOIDA (EU QUERO É KH)”. Abandonada por um sujeito chamado Kalu Honório, a personagem-título da música saía desembestada pelas ruas, cantando o subtítulo da faixa. Inacreditável.

CLEMILDA – “EM TENÇÃO DE VOCÊ”. “Toda noite eu bato uma/Em tenção de você”. Bom, o assunto não é bem esse que você está pensando. Ou é, sei lá. Ouve aí.

SANDRO BECKER – “A RASPADINHA” . A chegada da Raspadinha no mercado deu assunto e trabalho para humoristas e engraçadinhos em geral. Sandro Becker, que alguns anos antes estourou com Julieta, não perdeu tempo e transformou o tema em música.

https://www.youtube.com/watch?v=hsL0gzidLdU

GENIVAL LACERDA – “RADINHO DE PILHA (ELA DEU O RÁDIO)”. Clássico da casca-grossice, cuja letra traria muitos problemas a Genival hoje em dia. Interessante é que ela é creditada a uma mulher (Graça Gois, esposa do próprio Genival).

MANHOSO – “A FORÇA DA MANDIOCA”. As discussões sobre a importância de um combustível brasileiro inspiraram o gênio do rádio e da música Manhoso a propor outra solução para o assunto. “Você vai ver a força da mandioca/entrando no seu tanque/fazendo seu carro andar”.

MANHOSO – “QUANDO O PAU LEVANTA (MELÔ DO PEDÁGIO)”. “Só passo no pedágio quando o pau levanta/se o pau não levantar eu não posso passar”. Claro, né? Alguem duvida? 🙂

ZÉ DUARTE – “VELHA CHOUPANA”. Apenas uma canção romântica e nostálgica, essa turma é que vê maldade em tudo. Que Deus perdoe essas pessoas ruins: a combinação entre “choupana velha” e “velha choupana” é super concretista.

ZENILTON – “MILHO CRU”. Zenilton é o forrozeiro preferido dos Raimundos, que regravaram músicas suas. Diz a lenda que a fumaceira dos churrascos na casa do ex-vocalista Rodolfo era abanada com um velho vinil dele. O cantor pôs melodia numa pequena receita de pamonha, e ensina que a iguaria só se faz “com milho cru, com milho cru”.

MARINÊS – “SÓ GOSTO DE TUDO GRANDE”. Alçada ao mainstream por Luiz Gonzaga (abria shows seus nos anos 1950, ao lado do marido Abdias), Marinês dava sua contribuição para o assunto “empoderamento”, afirmando que era pequenininha, mas já tinha botado muito cara pra correr por causa de suas, digamos, preferências nada ortodoxas.

VIRGÍLIO – “BANHO DE REGO”. Autor de outro clássico, Surra de cacete, Virgilio contava com a colaboração de ninguém menos que Carlinhos Brown em Banho de rego – o percussionista, compositor e jurado de TV ainda era só músico de estúdio nessa época. O refrão é mais casca-grossa do que quase todas as músicas dessa lista.

ALÍPIO MARTINS – “EU QUERO GOZAR”. Depois que guitarrada virou música de hipster e o hit Piranha virou o tipo de chauvinismo do qual a galera da “gratidão” consegue dar risada, Alípio Martins passou a ser mais relembrado (tem muita gente que acha que ele é que deveria ter sido o “rei do brega”, e não Reginaldo Rossi). Essa música, que levou o cantor a frequentar programas como o do Chacrinha e o do Bolinha nos anos 1980, é bem melhor.

https://www.youtube.com/watch?v=iqPzlv1K7lo

Boa festa junina!

Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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