Cultura Pop
Quando lançaram a primeira caixa mono dos Beatles

Só para fãs malucos: um canal de vídeos chamado Parlogram Auctions resolveu pegar duas caixas mono dos Beatles (a de 1982 e a de 2014) e fazer uma espécie de batalha comparativa entre as duas. O apresentador aproveitou para recordar um pouco da história de quando os integrantes vivos do grupo (os três, menos John Lennon, morto em 1980) decidiram que para manter os antigos fãs dos Beatles ocupados, nada melhor do que lembrar de um formato de reprodução que já estava morto no universo fonográfico há mais de dez anos.
A começar porque a caixa de 1982 surgiu num momento, er, apropriado. John Lennon tinha morrido em dezembro de 1980, causado uma comoção sem igual nos fãs da banda, e nos próprios Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr. Tributos foram organizados pelos ex-integrantes em seus próprios discos, e iniciou-se uma série de telefonemas trocados pelos remanescentes como não se via desde 1970. Ringo Starr chegou a afirmar que todos ficavam ligando uns para os outros só para ver se estavam bem, “e não dizíamos nada”.
No rescaldo da morte, Paul McCartney expôs seus sentimentos na canção Here today. George Harrison pegou All those years ago, canção que havia oferecido a Starr, acrescentou versos sobre Lennon e chamou Paul e Linda para cantar nela. Yoko Ono pôs nas lojas o derradeiro trabalho dela com Lennon, o single esperançoso Walking on thin ice e o emocional Season of glass (1981). Na capa, os óculos ensanguentados e quebrados de Lennon (que ele usava ao ser assassinado).
Teve mais coisas: a EMI decidiu tentar de tudo quando é jeito convencer os Beatles a liberar material inédito – após um período em que abriu à visitação o Studio 2 de Abbey Road, onde a maioria dos discos deles foram feitos. A ideia foi rolando devagar até 1984, quando a EMI chegou a programar um single chamado Leave my kitten alone e um disco chamado Sessions, com gravações raras. As disputas judiciais entre a Apple e a EMI enterraram a ideia e o disco ficou restrito ao mercado pirata (anos depois, tudo foi lançado na série Anthology).
Foi nesse clima bizarro – que incluía brigas de George, Ringo e Yoko Ono com Paul McCartney, de todo mundo com Yoko Ono, e outras encrencas – que a EMI decidiu que a nostalgia dos Beatles pediria um lançamento (ora bolas) nostálgico. A Beatles Mono Collection, de cor vermelha chegou às lojas em 1982 com todos os discos dos Beatles até Yellow submarine no formato antigo, ao mesmo tempo em que a gravadora lançava tudo da banda numa caixa estéreo azul. Nos EUA, essa caixa ganhou cor preta.
Tinha um detalhe muito louco na tal caixa mono. O último disco dos Beatles a sair no formato tinha sido o Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band em 1967. A Beatles Mono Collection incluía uma versão mono de Yellow submarine, feita na verdade a partir de um reprocessamento do estéreo do LP original. Nenhum dos outros foi reprocessado da mesma forma e a história acabou aí.
A Mono Collection ficou pouco tempo em catálogo, até porque se tratava de um lançamento de poucas cópias. Os discos foram lançados individualmente e também nas caixas, que na Inglaterra não devem ter passado de 500 unidades. E serviu para dar um alento aos fãs no começo de uma época triste, em que os três ex-beatles passavam mais tempo brigando nos tribunais e se digladiando com seus próprios demônios do que fazendo música.
Anos depois, em 2009, a EMI reporia o catálogo mono da banda nas lojas já em CD, mas aí já sem Yellow submarine e com a inclusão de Magical mystery tour (1967), do Álbum branco (1968) e de um CD de singles, tudo em mono reprocessado. Essa caixa depois foi reeditada em 2014. Mas aí já é outra história.
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Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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