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Urgente!: AlterEgo transforma selo em espaço de articulação da cena indie

Surgido da cena carioca, o AlterEgo é um selo indie, mas também é um espaço de articulação, que surge como resposta a tudo que vem rolando no rock alternativo brasileiro: menos interesse em fórmulas prontas, mais vontade de criar redes próprias. A iniciativa parte da banda quedalivre, que prestes a lançar o álbum de estreia, Seres urbanos – previsto para março – reuniu uma equipe técnica e artística para estruturar algo que fosse além do lançamento de discos.
A estreia pública do selo acontece no Festival AlterEgo, neste sábado (7 de fevereiro), na Acaso Cultural, em Botafogo. Além do quedalivre, a programação reúne as bandas Magnólia (SP) e Sutil Modelo Novo (RJ), que apresenta material novo (um disco deles já foi resenhado aqui).
O evento vai estar sendo gravado ao vivo e a ideia é que o show vire documentação de cena. E o quedalivre vai aproveitar para mostrar ao vivo o single Acaso, lançado em 20 de janeiro, e que já adianta o álbum. A música, diz a banda, “parte de uma ideia simples e, ao mesmo tempo, difícil: aceitar escolhas, erros e desvios como parte do percurso — uma espécie de Amor Fati traduzido em som”. O som tem lembranças de Radiohead e de bandas shoegaze.
Hoje, o AlterEgo já conecta mais de 25 bandas de diferentes regiões do país, aproximadas por uma postura de total “faça você mesmo”, e por pesquisas sonoras que passam por shoegaze, metal alternativo, psicodelia, noise e experimentação. “O AlterEgo nasce como um projeto coletivo que entende a cena como um ecossistema”, conta Victor Basto, diretor executivo do selo e guitarrista/vocalista da banda quedalivre.
“A ideia é profissionalizar todos os elos — das bandas aos designers, técnicos e produtores — e criar contextos de circulação que valorizem o trabalho de quem está envolvido. Quando você participa de eventos bem estruturados, percebe imediatamente como uma gestão coletiva consistente transforma não só a experiência artística, mas também a economia criativa local”, completa.
SERVIÇO – Festival AlterEgo
Acaso Cultural — Botafogo (RJ)
Rua Vicente de Sousa, 16, Rio de Janeiro
7 de fevereiro de 2026 (sábado)
Atrações: Magnólia (SP) • quedalivre (RJ) • Sutil Modelo Novo (RJ)
Horário: Abertura às 17h | Encerramento dos shows às 21h
🎙 Gravação ao vivo
Ingressos:
3o lote: R$ 100 (inteira) | R$ 50 (meia)
Disponíveis pelo Sympla
Abaixo, você curte Acaso duas vezes, em estúdio e ao vivo.
(Foto: Samuel Barbosa / Divulgação)
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Saíram mais duas músicas novas do Boards Of Canada – e “Inferno” vem aí

Tá ficando séria essa história do Boards of Canada voltar com um disco novo – ou melhor, já ficou, porque até aqui no Pop Fantasma você já viu capa e lista de faixas de Inferno, o disco novo do duo eletrônico. Só que agora sai o primeiro single digno deste nome, o duplão Introit e Prophecy at 1420 MHz (como você já viu, antes tinha saído a misteriosa Tape 05, que saiu “oficialmente” só no YouTube).
Introit é uma vinheta que abre o disco, com 35 segundos, e que na ordem de faixas divulgada pela banda, é seguida justamente por Prophecy, que é uma faixa de cinco minutos, ocupada por sons de pura psicodelia eletrônica. Lá pelas tantas surge uma narração distorcida, e toda picotada, que parece dita em inglês com sotaque alemão. A bateria é bem motorik, e os teclados lembram um tema de série tipo “plantão médico”. E são duas músicas que só aumentam a expectativa sobre o disco que tá vind0 aí.
Inferno já foi anunciado pela Warp Records, gravadora de longa data da dupla, e está previsto para o dia 29 de maio. Apesar de ter saído a tal da Tape 05, não existe nenhuma música com esse nome no álbum. Os fãs acreditam que se trata da quinta faixa do álbum, Father and son, já que é “tape cinco” (a Wikipedia informa a duração de 3:24 para ela, e Tape 05 dura 3:22, faz sentido).
Um outro detalhe sobre Inferno é que o duo faz questão de avisar que não está nem aí para quem gosta de disco curto e música pequena. Inclusive escreveram nas redes sociais: “INFERNO. 18 TRACKS. 70 MINUTES. 2xLP, CD, DIGITAL. 29 MAY 2026”.
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E vai ter Hayley Williams no Rio

The Hayley Williams Show está chegando ao Brasil e os ingressos para as duas datas em São Paulo, nos dias 12 e 13 de novembro, no Espaço Unimed, esgotaram em poucas horas. Agora, a cantora confirma uma nova apresentação, desta vez no Rio de Janeiro, no dia 10 de novembro, no Qualistage. Ou seja: mais uma chance pra você tentar comprar seu ingresso (e gastar uma grana com hospedagem e passagem pro Rio, caso more em SP, mas nem tudo é perfeito).
A turnê é uma realização da 30e, e a pré-venda para fãs terá início no dia 12 de maio, às 10h. A venda geral começa no dia 14 de maio, às 10h, pela Eventim (acesse aqui). O cadastro verificado para a pré-venda pelo HW HQ começa hoje (7), às 17h (acesse o link). A tour divulga aqui o álbum Ego death at a bachelorette party, lançado no ano passado – primeiro como vários singles separados, depois como um (ótimo) álbum inteiro.
Apesar do release do show afirmar que ele “reúne músicas dos três álbuns solo da cantora, além de surpresas especiais”, os setlists dos shows recentes mostram que ela só vem cantando músicas de Ego death, além de algumas covers. A mais frequente tem sido Don’t let me be misunderstood, aquela mesma música que já foi gravada por uma porrada de gente (a versão mais conhecida é a de Nina Simone, mas The Animals e o grupo disco Santa Esmeralda também gravaram). No show de terça (5), dado no The Van Buren, em Phoenix, só entraram as vinte músicas do disco, e mais nada.
Enfim, quem quiser escutar os hits de sua banda Paramore, pode esquecer. Há quem ponha isso na conta de uma briga com a ex-gravadora, a Atlantic – e quem diga que a ideia é tornar o show mais imersivo. Fica também a dúvida: por que será que ninguém imaginou essa briga de foice pelos ingressos, e esses shows não foram marcados logo em estádios?
SERVIÇO
Hayley Williams
Realização: 30e
Rio de Janeiro
Data: 10 de novembro de 2026 (terça-feira)
Local: Qualistage – Av. Ayrton Senna, 3000 – Barra da Tijuca, 22775-003. Rio de Janeiro – RJ, Brasil
Horário de Abertura da Casa: 18h
Classificação Etária: Entrada e permanência de menores de 16 anos somente acompanhados dos pais ou responsável legal.
Setores e preços:
Pista – R$ 282,50 (meia-entrada) | R$ 565,00 (inteira)
Poltronas – R$ 357,50 (meia-entrada) | R$ 715,00 (inteira)
Poltronas A – R$ 392,50 (meia-entrada) | R$ 785,00 (inteira)
Pista Premium – R$ 415,00 (meia-entrada) | R$ 830,00 (inteira)
Camarotes A, B e C – R$ 490,00 (meia-entrada) | R$ 980,00 (inteira)
Venda geral: 14 de maio, às 10h
Vendas online aqui.
Bilheteria oficial – A PARTIR DE 14 DE MAIO
Estádio Nilton Santos – Engenhão Bilheteria Norte – Rua das Oficinas, s/n – Engenho de Dentro
Funcionamento: Terça a sábado das 10h às 17h
*Fechado em feriados, emenda de feriados, dias de jogos ou em dias de eventos de outras empresas.
*Sujeito a taxa de processamento, exceto para pagamentos em dinheiro
Bilheteria oficial – A PARTIR DE 15 DE MAIO
Qualistage – Via Parque Shopping – Av. Ayrton Senna, 3000 – Barra da Tijuca – RJ
Funcionamento: De segunda a sábado – das 11h às 20h | Domingo e feriados – das 13h às 20hs.
*Sujeito a taxa de processamento, exceto para pagamentos em dinheiro
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Lee “Scratch” Perry ganha álbum final com Mouse on Mars; veja capa e lista de faixas

Não tem um fã de reggae sequer no mundo que não louve a figura de Lee “Scratch” Perry, produtor e DJ jamaicano, pioneiraço do dub, morto aos 85 anos em 29 de agosto de 2021. Tem pelo menos uma novidade vindo aí que é Spatial, no problem, disco de Lee feito o lado dos pioneiros alemães da eletrônica Mouse on Mars, dupla formada por Jan St. Werner e Andi Toma. Com lançamento agendado para 5 de junho, o trabalho é o último álbum oficial assinado por ele.
O segundo single do disco, To the rescue, já saiu – antes, veio Rockcurry. O que o primeiro single tinha de motorik, com aquele clima de pop-rock alemão, essa nova música tem de solta e contemplativa. Perry, ao que consta, não queria fazer um disco de reggae, mas sua assinatura acabou tomando conta do trabalho. E tem ainda o clipe de To the rescue, dirigido pelo Studio Sparks, que combina cenas de estúdio com colagens em 3D, tentando traduzir em imagens a fase criativa vivida por Perry ao lado do Mouse on Mars em Berlim.
Um detalhe é que até hoje a ida de Perry a Berlim é coberta de mistério – dizia-se que havia uma gravadora no meio, e outras coisas. O Mouse On Mars já estava preparadíssimo para recebê-lo, mas toda hora rolava uma história: datas de chegada eram mudadas, etc. Quem viu a chegada dele ao estúdio disse que ele não perdeu tempo: abriu sua mala de viagem e foi tirando de lá ícones, imagens, adesivos, talismãs.
Jan lembra que foram seguindo o que Lee ia fazendo: “Quase não falávamos sobre o que estávamos fazendo. Nos encontramos e começamos. Ele ria muito e nós ríamos junto. Também cozinhamos e comemos sopa de peixe e mamão”. Já o título do disco surgiu de uma conversa com ele: a dupla perguntou sobre a intimidade de Lee com o som espacial. O produtor disse que seu método de trabalho é “spatial”, emendando com um sorriso e um “no problem”.
Confira abaixo o single novo, a lista de faixas e a capa de Spatial, no problem.
1 Rockcurry
2 Hallo Shiva
3 Economic train
4 Spatialee
5 Fire Dali
6 Yayaya
7 To the rescue
8 State of emergency
Foto: Constantin Carstens / Divulgação








































