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POP FANTASMA apresenta Melvin & Os Inoxidáveis, “Remédios falsos”

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POP FANTASMA apresenta Melvin & Os Inoxidáveis, "Remédios falsos"

O músico carioca Melvin Ribeiro subiu no palco em mais de mil shows. É do que trata seu livro Estrada – Mil shows do Melvin, lançado em 2019 e que virou entrevista no POP FANTASMA. E como fã ele compareceu a mais de mil shows, no Brasil e fora dele. O baixista e guitarrista, que com sua banda Melvin & Os Inoxidáveis lançou no fim do ano passado o single Remédios falsos (como Eu não vou mudar no “lado B”), acha hoje até complicado lembrar o quanto era normal e tranquilo, há menos de um ano, frequentar shows no Circo Voador, por exemplo.

“Os shows são a última fronteira, né? Também é o que marcaria a minha volta a uma vida normal. Mas a última galera a ser vacinada é a juventude, que frequenta os shows. Vou seguir aqui recolhido e produzindo. E serei novamente o louco dos shows quando voltarem”, conta ele, duvidando de se todo mundo aprendeu alguma coisa com o isolamento, mas esperando uma transição gradual para quando finalmente todo mundo estiver vacinado.

EUFORIA

“Quando zerar tudo, por algum tempo os shows vão voltar a ser a maior invenção da humanidade, e vai ter show de todo mundo em todos os lugares e horários, e gente com vontade de ir. Bastante euforia que estava armazenada”, conta ele, que trabalhou em casa durante todo o tempo, fez várias gravações caseiras e participações em discos de amigos (seu baixo está em Subcarioca, single do Homobono, que já apareceu aqui no POP FANTASMA APRESENTA).

“Já vivi vários momentos na pandemia. O que segue dando sentido a tudo é criar, e a disciplina que criar exige faz que com que tudo não desmorone de vez nos momentos mais esquisitos. Eu mando uma newsletter quinzenal comentando discos, livros e afins, e até mesmo isso dá uma ancorada”, conta ele. No começo, Melvin não queria nem sequer fazer lives, mas depois foi mudando e se adaptando. “A esperança eu tiro disso, de seguir produzindo, de ser DJ em festas no zoom, e de ficar sonhando acordado com o dia do próximo show na Rebel, do próximo Vespeiro na Baratos da Ribeiro, do próximo ensaio do Carbona (banda de Melvin), uma ida ao Hangar… Enfim, mais daquele cotidiano sensacional”.

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SINGLE

Remédios falsos, a música do novo single, não é sobre saúde ou sobre drogas. É sobre relacionamentos. Alguém já se confundiu e achou que a canção falava sobre outra coisa? “Imagino que sim, ainda mais quando foi pra mais gente via playlist do Spotify, mas nunca ninguém veio comentar. Eu fiquei esperando a pandemia passar pra poder lançar sem confusão, mas depois achei que tinha um limite pra música não sair ‘velha’. Acabou sendo na hora certa mesmo”, conta Melvin. A música é de Carlos Pinduca, músico brasiliense das bandas Prot(o) e Maskavo Roots, e ganhou um clipe, dirigido por Vini Cordeiro, com os músicos divididos em vários quadros – à maneira do vídeo de Head on, do Jesus & Mary Chain, na gravação dos Pixies.

Eu não vou mudar, composta pelo produtor Kassin, é uma canção bem esperançosa. “Ela é otimista, super singela”, conta Melvin. “A música é do Kassin, eu adoro, achava uma injustiça ela nunca ter sido registrada. E daí deixamos na mão dos dois Inoxidáveis que ainda não a conheciam – já que eu e Rodrigo Barba a tocamos no Acabou La Tequila – para dar uma cara nova. Se ela deixar alguém um pouco mais esperançoso será incrível”.

DISCO CHEIÃO

Os Inoxidáveis já têm um EP e o single novo, e deve vir um álbum em 2021. O grupo reúne só feras do rock carioca: Melvin na guitarra e na voz, gugabruno (ex-Lasciva Lula) na guitarra, Marcelão de Sá no baixo e Rodrigo Barba (Los Hermanos) na bateria. O nome surgiu da maneira mais independente e carioca possível: veio do adjetivo elogioso (“inoxidável”) criado por Mauricio Valladares em seu programa de rádio na web, o Ronca Ronca.

“Juntei a minha banda dos sonhos pro milésimo show. E o milésimo show era auto-explicativo, então a banda não precisava de um nome. Daí ia rolar uma entrevista no Ronca Ronca pra divulgar o show, e na véspera o MauVal me ligou, dizendo que tinha dado um problema no estudio e não ia rolar a participação, mas que ele ia dar o recado. Acabou que ele, maravilhosão, fez uma baita propaganda da gente e do show, e, daquele jeito só dele, falou que a banda era ‘completamente inoxidável. Aí ficou, né? Inclusive a gente soltou essa gravação no palco do milésimo, pra apresentar a banda”, recorda Melvin.

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CANTA AÍ!

Hoje cantor em seu projeto solo, Melvin então morria de medo de assumir de vez o microfone. “Só que um dia fui ver o show de um cantor muito elogiado e percebi que ele era horroroso e a banda de apoio que era excelente”, brinca.

“Daí botei na cabeça que o importante era montar a melhor banda possível, e quanto mais original ela fosse mais original, com uma cara nova, o som teria. O Barba era o baterista original mas ele não podia ensaiar pro milésimo, então chamamos o Fred (ex-Raimundos) pra esse show e o Barba fez uma participação menor. Depois ele assumiu, e mais adiante fizemos um show tocando o Bora Bora dos Paralamas que era Barba e Fred ao mesmo tempo na bateria. Era demais!”.

Justamente pelos trabalhos de cada um, a formação às vezes varia: na quarentena, rolaram lives com Marcelo Callado (outro que já apareceu no POP FANTASMA APRESENTA) e o próprio Fred. Num show, era tanta gente no palco que o nome virou Orquestra Inoxidável. “Tinha um show que era o GugaBruno cantando Belchior e a gente de banda de apoio. Meu sonho é manter essa formação pra sempre, mas a ideia de um lance solo é pode seguir pra sempre, e se alguém não puder fazer algum show ou seguir adiante, tá tudo certo. Todos amigos”, afirma Melvin.

O LIVRO

Estrada, o livro de Melvin, esgotou no ano passado e logo ganhou uma reprensagem. “Eu fiquei bem feliz com tudo, achei que o livro cavou um espaço bem legal. Eu tive que reler pra reedição e agora pra uma nova revisão. Sempre começo temeroso e depois concluo que não mexeria em nada, é bem o livro que eu queria ter feito”, conta ele.

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“E livro tem uma coisa diferente de disco, e mais legal, que ele não exige um consumo tão imediato, então volta e meia sou surpreendido por mensagens de alguém que acabou de ler, e é sempre uma enorme alegria. Outro dia um cara comprou quatro e mandou pro grupo de amigos, todos do rock, e acompanhei pelo stories eles comentando”, recorda.

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Dan Spitz: metaleiro relojoeiro

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Se você acompanha apenas superficialmente a carreira da banda de thrash metal Anthrax e sentia falta do guitarrista Dan Spitz, um dos fundadores, ele vai bem. O músico largou a banda em 1995, pouco antes do sétimo disco da banda, Stomp 442, lançado naquele ano. Voltaria depois, entre 2005 e 2007, mas entre as idas e as vindas, o guitarrista arrumou uma tarefa bem distante da música para fazer: ele se tornou relojoeiro (!).

A vida de Dan mudou bastante depois que o músico teve filhos em 1995, e começou a se questionar se queria mesmo aquela vida na estrada. “Fazíamos um álbum e fazíamos turnês por anos seguidos, e então começávamos o ciclo de novo – o tempo em casa não existia. É uma história que você vê em toda parte: tudo virou algo mundano e mais parecido com um trabalho. Eu precisava de uma pausa”, contou Spitz ao site Hodinkee.

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Na época, lembrou-se da infância, quando ficava sentado com seu avô, relojoeiro, desmontando relógios Patek Philippe, daqueles cheios de pecinhas, molas e motores. “Minha habilidade mecânica vem de minha formação não tradicional. Meu quarto parecia uma pequena estação da NASA crescendo – toneladas de coisas. Eu estava sempre construindo e desmontando coisas durante toda a minha vida. Eu sou um solucionador de problemas no que diz respeito a coisas mecânicas e eletrônicas”, recordou no tal papo.

Spitz acabou no Programa de Treinamento e Educação de Relojoeiros da Suíça, o WOSTEP, onde basicamente passou a não fazer mais nada a não ser mexer em relógios horrivelmente difíceis o dia inteiro, aprender novas técnicas e tentar alcançar os alunos mais rápidos e mais ágeis da instituição.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Discos de 1991 #9: “Metallica”, Metallica

A música ainda estava no horizonte. Tanto que, trabalhando como relojoeiro em Genebra, pensou em largar tudo ao receber um telefonema do amigo Dave Mustaine (Megadeth) dizendo para ele esquecer aquela história e voltar para a música. Olhou para o lado e viu seu colega de bancada trabalhando num relógio super complexo e ouvindo Slayer.

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O músico acha que existe uma correlação entre música e relojoaria. “Aprender a tocar uma guitarra de heavy metal é uma habilidade sem fim. É doloroso aprender. É isso que é legal. O mesmo para a relojoaria – é uma habilidade interminável de aprender”, conta ele. “Você tem que ser um artista para ser o melhor – seja na relojoaria ou na música. Você precisa fazer isso por amor”.

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Cinema

Bead game: desenho animado sobre agressividade

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Bead game: desenho animado sobre agressividade

Em 1977, o diretor de cinema Ishu Patel fez o curta-metragem de animação Bead game, que foi relançado recentemente pelo National Film Board of Canada.

Para mostrar como a agressividade pode chegar a níveis inimagináveis, ele criou uma animação que usa apenas contas coloridas, que ganham a forma de vários objetos, animais, pessoas e monstros – um lado sempre tentando derrotar o outro. E quando você nem imagina que a briga pode ficar maior ainda, ela fica.

Via Laughing Squid

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Cultura Pop

Bad Radio: no YouTube, a banda que Eddie Vedder teve antes do Pearl Jam

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Bad Radio: no YouTube, a banda que Eddie Vedder teve antes do Pearl Jam

Em 1986, surgiu uma banda de rock chamada Bad Radio, em San Diego, Califórnia. Foi um grupo que fez vários shows, ganhou fãs e se notabilizou como uma boa banda de palco da região. Mas que se notabilizou mais ainda por ter tido ninguém menos que o futuro cantor do Pearl Jam, Eddie Vedder, nos vocais.

Eddie Vedder, que é lá mesmo de San Diego, aportou por lá em 1988 e ficou até 1990. Conseguiu fazer uma mudança geral no grupo, que tinha uma sonoridade bem mais new wave com a formação anterior, com Keith Wood nos vocais, Dave George na guitarra, Dave Silva no baixo e Joey Ponchetti na bateria. Wood saiu do grupo e com Vedder, a banda passou a ter uma cara bem mais funk metal, e mais adequada aos anos 1990.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Discos de 1991 #5: “Ten”, Pearl Jam

E essa introdução é só para avisar que jogaram no YouTube a última apresentação do Bad Radio com Vedder nos vocais. Rolou no dia 11 de fevereiro de 1990, pouco antes de Eddie se mandar para Seattle e virar o cantor de uma banda chamada Mookie Blaylock – que depois virou Pearl Jam. A gravação inclui as faixas What the funk, Answer, Crossroads, Just a book, Money, Homeless, Believe you me, What e Wast my days. O show foi dado no Bacchanal, em San Diego.

Com a saída de Vedder, o Bad Radio ainda continuou um pouco com o próprio Keith Wood, de volta, nos vocais. Segundo uma matéria publicada pela Rolling Stone (e que tem detalhes contestados pelos ex-integrantes do Bad Radio), Vedder não foi apenas cantor da banda: ele virou assessor de imprensa, empresário, produtor e o que mais aparecesse. A lgumas testemunhas dizem que a banda não era favorável ao lado ativista de Eddie (que costumava dedicar músicas e shows aos sem-teto), o que ex-integrantes do Bad Radio negam (tem mais sobre isso aqui).

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