E tá aí parte do New Order – o ex-baixista Peter Hook e o vocalista e guitarrista Bernard Sumner – entregando as referências da composição do clássico Blue monday, de 1983. Símbolo de modernidade no rock e na música pop, e marco da união de rock e música eletrônica, o single do grupo inglês (que também simbolizou a separação real entre New Order e seu passado como Joy Division) tem raízes na ítalo disco, na cena clubística de Nova York, na psicodelia (integrantes da banda mandavam ver no LSD durante a elaboração da faixa).

Mas tem mais aí do que se pode fazer supor, já que Peter Hook entrega que algumas das linhas de baixo que compôs para a música foram roubadas de La resa dei conti, música feita pelo trilheiro Ennio Morricone para a trilha do western spaghetti Por um punhado de dólares. O site brasileiro New Order Fac 553 pôs as duas canções uma do lado da outra, no trecho exato em que se parecem.

Tem mais ainda: sem Our love, hit de Donna Summer, e You make me feel migthy real, de Sylvester, nada de Blue Monday. Aquela parte meio “psicodélica” de teclados foi roubada de Uranium, vinheta do Kraftwerk. E já que falamos em ítalo-disco, um parente perdido de Blue monday é Dirty talk, do projeto ítalo-americano Klein & MBO, lançado em 1982.

Blue monday carrega mais histórias malucas, como o fato de ter sido o single de 12 polegadas mais vendido do mundo e ninguém ter ganhado grana. Motivo: a Factory gastou o que tinha e o que não tinha na capa original, uma imitação de embalagem de disquete com manga prateada.

Olha a capa aí.

New Order entregando as referências de "Blue monday"

Outra: as altas vendagens (mais de um milhão de cópias) não ajudaram a banda a conseguir um disco de ouro, já que a Factory não pertencia à Indústria Fonográfica Britânica. Hoje, 35 anos depois, tem que ser (muito) ouvida e lembrada. Pega a banda tocando a música em 1983 no Top of the pops.

Esse é o clipe do remix de 1988.

Via Fac 553 e Folha de S. Paulo