Cultura Pop
“Nevermind, it’s an interview”: jogaram no YouTube o único disco oficial de entrevistas do Nirvana

Não foi das decisões mais fáceis para a Geffen Records contratar (pode acreditar) o Nirvana e lançar Nevermind. David Geffen, dono da gravadora, tinha artistas multiplatinados em seu selo, como o Guns N Roses, e jogou o Nirvana para o selinho DGC Records, mais voltado ao rock alternativo. Por acaso, o selo era a mesma casa do Sonic Youth, que havia lançado Goo por lá em 1990.
A ideia era que Nevermind, segundo disco do trio liderado por Kurt Cobain e primeiro na Geffen, tivesse um sucesso restrito. No máximo coisa de 250 mil cópias. Só que o clipe de Smells like teen spirit não passou despercebido, foi ganhando vários fãs e os shows do Nirvana ficaram lotados de uma hora para outra. Mesmo gente que lidava de perto com o grupo se assustou em ver como a banda havia ficado grande sem que houvesse algum tipo de controle. Em seguida, Nevermind virou o clássico que é hoje e o Nirvana vendeu mais discos que Michael Jackson.
Do pacote de lançamento da DGC para o Nirvana fez parte um lançamento que hoje é considerado uma raridade. Nevermind, it’s an interview é um disquinho falado que saiu pela Geffen em janeiro de 1992, quando o sucesso de Nevermind já era uma realidade, e que traz uma entrevista em três partes com Kurt Cobain, Krist Novoselic e David Grohl. O papo foi conduzido por Kurt St. Thomas e Troy Smit na rádio WFNX, de Boston (onde St. Thomas trabalhava como diretor geral) na mesma noite da primeira aparição do Nirvana no Saturday Night Live, da NBC, em 11 de janeiro.
O debute da banda no SNL, por sinal, é lembrado até hoje como o programa que fez a diferença na passagem de status do Nirvana. Enfim: de banda que se destacara no alternativo para ato pop de primeiríssima. Após tocarem Smells like teen spirit e Territorial pissings, e destruírem o equipamento de palco do programa, desbancaram Michael Jackson e seu disco Dangerous da liderança do Top 200 da Billboard.
O CD de entrevista do Nirvana traz trechos de músicas de Bleach (1989) e Nevermind. Além de outras que só sairiam em lados B de singles, como Aneurysm, entremeados com bate-papos com os integrantes do grupo. lAliás, como na internet se acha de tudo, alguém transcreveu tudo do disco aqui – entre lá e use a tradução do Google. No papo, Kurt revela como comprou sua primeira guitarra, aos 15 anos.
“Minha mãe tinha acabado de se casar, e isso foi no primeiro ano de seu casamento. Em seguida, meu padrasto foi atrás dela. E ela ficou tão irada que pegou todas as armas do meu padrasto, várias armas, pistolas, rifles e outras coisas. Caminhou até o rio e as jogou. E então eu contratei um garoto para pescar algumas das armas. E eu as vendi, e então eu comprei minha primeira guitarra com o dinheiro”, afirmou.
O grupo recorda todo o caminho de Bleach até Nevermind. No decorrer do papo, lembram que a Sub Pop, antiga gravadora do trio, havia assinado um contrato com uma gravadora maior para licenciamento. E que logo depois o Nirvana procuraria uma gravadora grande também. Dave Grohl, definido por Krist como “a espinha dorsal da banda”, entraria para o Nirvana sem conhecer nenhum dos dois colegas direito e sem saber nem como era Seattle. Também explicam o conceito de algumas músicas, como Polly, durante a qual Kurt explica que “não gosta de pessoas abusivas”.
Pega aí o disco.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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