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Cultura Pop

Metal Mardi Gras: lembranças do primeiro festival de heavy metal cristão, em 1987

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Metal Mardi Gras: lembranças do primeiro festival de heavy metal cristão, em 1987

Com uma cabeleira frondosa de fazer inveja à do Joey Belladonna, vocalista do Anthrax, o pastor Bob Beeman batia um papo com seus fieis em 1987, no vídeo abaixo. Bob anunciava seus novos produtos à venda (eram fitas cassete) e falava de seu ministério, o Sanctuary. E também do festival que havia realizado, o Heavy Metal Mardi Gras. Que aconteceu naquele ano na Dominguez State University em Long Beach e era o primeiro festival de heavy metal gospel do qual se tinha notícia.

Beeman era na época um pastor bastante popular entre os fãs de heavy metal. Não dá para negar que ele teve uma boa sacada: percebeu, no comecinho dos anos 1980, que fãs de rock pesado eram discriminados nas igrejas protestantes. E como fã de rock, decidiu montar ele mesmo sua igreja.

A Sanctuary, igreja de Bob, era costumeiramente chamada de “refúgio rock´n roll” e foi responsável pela formação de várias bandas de rock cristão, numa época em que as duas coisas pareciam quase óleo e água. Grupos como Tourniquet, Deliverance, Vengeance e até bandas mais recentes como P.O.D. partiram da igreja, que chegou a ter 36 paróquias nos Estados Unidos nos anos 1990.

O Mardi Gras foi uma realização da Sanctuary, e levou uma galera enorme ao campus da universidade. Na época,a igreja chegou a lançar um VHS com uma hora e meia do show, contendo apresentações de bandas como Malachia, Neon Cross, Vengeance, Hero, Barren Cross e várias outras.

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Buscando no YouTube, dá para achar filmagens piratas de algumas bandas. A Deliverance, por exemplo, esteve no palco mas não está no vídeo.

A disputa de solos de guitarra do Soldier.

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Aqui no Brasil tem gente que conhece as pregações de Beeman, tanto que um site brasileiro já bateu um papo com ele. O pastor diz que Jesus, em sua vida, surgiu bem antes do heavy metal – até porque ele se converteu em 1957, quando a sensação do rock ainda era Elvis Presley. Disse também que não acredita que haja um estilo musical satânico. “Tudo depende das letras, e não do estilo musical. A musica é algo que é determinado pelo gosto pessoal que cada pessoa, não pela Bíblia. Muitas igrejas deveriam de ter um tempo de meditação, para conseguirem lidar com o Salmo 150!!!”, contou.

E esse vídeo aí é o pastor Bob fazendo sua pregação internáutica diária.

Veja também no POP FANTASMA:
Explo 72: o “Woodstock de Cristo”, em 1972
Rusty Peavy: jazzista de Cristo (!)
Patch The Pirate: sim, existe um pirata de Cristo, que grava discos infantis
– Tem isso: unblack metal, o black metal de Cristo

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Cultura Pop

Tem XTC no podcast do POP FANTASMA

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XTC

É a banda de Making plans for Nigel e King for a day! A banda britânica XTC deixou saudade na gente e em mais um monte de fãs. No nosso podcast POP FANTASMA DOCUMENTO, recordamos alguns dos momentos mais maravilhosos (nada de “melhores momentos”, XTC só tem música maravilhosa) desse grupo, liderado pelos gênios Andy Partridge e Colin Moulding, que acabou de forma misteriosa e deixou vários álbuns que todo mundo tem que conhecer. E convidamos o amigo DJ e músico Pedro Serra (Estranhos Românticos, O Branco E O Índio, Rockarioca) para ajudar a explicar porque é que você tem que parar tudo e ouvir o som deles agora mesmo.

O Pop Fantasma Documento é o podcast semanal do site Pop Fantasma. Episódios novos todas as sextas-feiras. Roteiro, apresentação, edição, produção: Ricardo Schott. Músicas do BG tiradas do disco Jurassic rock, de Leandro Souto Maior. Arte: Aline Haluch. Estamos no SpotifyDeezerCastbox Mixcloud: escute, siga e compartilhe! Ah, apoia a gente aí: catarse.me/popfantasma.

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Cinema

No podcast do POP FANTASMA, a redescoberta de Jim Morrison em 1991

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No podcast do POP FANTASMA, a redescoberta de Jim Morrison em 1991

Indo na onda do documentário Val, sobre o ator Val Kilmer, e recordando os 50 anos da morte de Jim Morrison, lembramos no nosso podcast, o POP FANTASMA DOCUMENTO, aquela época em que Val virou Jim. O ator de filmes como Top Secret interpretou o cantor no filme The Doors (1991), dirigido por Oliver Stone. E, de uma hora para outra, mais uma vez (e vinte anos após a partida de Jim Morrison), uma geração nova descobria canções como Light my fire, Break on through e L.A. woman.

No podcast do POP FANTASMA, a redescoberta de Jim Morrison em 1991

O Pop Fantasma Documento é o podcast semanal do site Pop Fantasma. Episódios novos todas as sextas-feiras. Roteiro, apresentação, edição, produção: Ricardo Schott. Músicas do BG tiradas do disco Jurassic rock, de Leandro Souto Maior. Arte: Aline Haluch. Estamos no SpotifyDeezerCastbox Mixcloud: escute, siga e compartilhe! Ah, apoia a gente aí: catarse.me/popfantasma.

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Cultura Pop

Quando pegaram Gary Cherone (Extreme) para Cristo

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Em 1994, pouco antes de gravar o quarto disco com sua banda Extreme (o pseudo-conceitual Waiting for the punchline, de 1995) e de fazer uma tentativa de virar o vocalista do Van Halen (que deu no disco Van Halen III, de 1998, e numa turnê), o cantor Gary Cherone encontrou Jesus. Bom, mais que isso: ele se tornou Jesus, como ator da ópera-rock Jesus Christ Superstar, mas apenas nas montagens da peça em Boston, em 1994, 1996 e 2003.

O papel de Gary incluiu a crucificação e tudo, e o cantor chegou a declarar que a peça era uma antiga obsessão sua. “Sempre adorei a música dessa peça”, contou. O musical foi uma produção da Boston Rock Opera, trazia ainda Kay Hanley (Letters To Cleo) como Maria Madalena, e participação de vários roqueiros locais. Gary realmente curtia Jesus Christ Superstar: segundo uma matéria do The Boston Globe, a equipe que fazia o musical estava pensando em não apresentar nada na páscoa de 1994. Só que Gary não deixou: tinha visto uma encenação em Boston em 1993, gostou do que viu, passou a mão no telefone e ligou pessoalmente para a turma oferecendo-se para o papel.

A equipe ouviu o pedido do vocalista do Extreme, achou que ser maluquice não aproveitar a oferta do cantor e partiu para os ensaios. Detalhe que Gary, depois de três temporadas sendo crucificado, se preparava para outro desafio na mesma peça: iria interpretar Judas, o amigo da onça de Jesus. “Gosto do papel de Jesus, mas Judas tem músicas mais pesadas”, chegou a dizer.

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Isso de Gary resolver interpretar Judas e gostar do lado meio pesado da história (e ele fez mesmo o papel em 2000) reacendeu uma velha polêmica em relação a Jesus Christ Superstar. Criada por Andrew Lloyd Webber e Tim Rice inicialmente como uma ópera-rock lançada apenas em disco (ninguém tinha grana para levar aquilo tudo ao palco e não surgiam produtores interessados), a história discutia os papéis de Jesus Cristo e de seus apóstolos durante sua última semana de vida. E quando a peça foi à Broadway, com Jeff Fenholt como Jesus e Ben Vereen como Judas, não faltou gente reclamando que Judas parecia bastante simpático na peça.

Interpretando Jesus, por sinal, Gary encarou um papel que já foi vivido por outro vocalista de rock. Ninguém menos que Ian Gillan, que foi Jesus no LP da ópera-rock, feito quando ainda não havia planos para levá-la aos palcos. Mas Gillan não quis subir ao palco quando a montagem começou a ser feita, alegando que não queria virar ator. Um tempo depois, o papel de Jesus passou a ser tão cobiçado por roqueiros que até Sebastian Bach (o próprio) interpretou o papel.

Se você mal pode esperar para ver o ex-Skid Row interpretando o papel (bom, vai demorar pro POP FANTASMA fazer outra matéria sobre o mesmo assunto…) tá aí.

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