Cultura Pop
Martin Gordon (Sparks, Radio Stars): baixista dos Rolling Stones por um dia

Baixista influenciado por Andy Fraser (Free), John Entwistle (Who) e Chris Squire (Yes), Martin Gordon teve sua primeira grande chance no showbusiness quando viu um anúncio dos Sparks na Melody Maker. A banda, prestes a gravar Kimono my house, procurava nos classificados um baixista e um guitarrista base “com boa aparência e altas harmonias”.

Gordon se candidatou, passou por algumas etapas até conseguir a vaga (o primeiro encontro foi apenas uma explanação sobre o Sparks e só meses depois ele seria efetivamente convidado) e gravou o disco de maior sucesso da banda. Fez questão de incluir referências nada comuns à sonoridade de uma formação de glam rock: pôs linhas que julgou serem inspiradas em Close to the edge, do Yes, em This town ain’t big enough for both of us, por exemplo. Deu certo por uns meses: Gordon foi demitido em meio às várias tensões da banda para compor um disco tão eficiente quanto Kimono my house, ao ser flagrado folheando um jornal durante um ensaio.
Logo na sequência, Gordon montou um pioneiro supergrupo de glam rock, o Jet. A turma incluía ex-integrantes de bandas como John’s Children, The Nice e Roxy Music. O Jet gravou um único disco epônimo em 1975, mas venderam tão pouco que a gravadora CBS desistiu da banda.
Após mudanças de formação, mudaram de nome para Radio Stars, bandearam-se para a new wave e conseguiram um pouco mais de sucesso com o disco Dirty pictures (1977). Ainda assim, também não duraram muito e passaram por substituições na formação.
O Radio Stars chegou a aparecer no programa Marc, de Marc Bolan, e a gravar uma música solo do cantor do T. Rex, Horrible breath, como lado B de compacto.
Em 1979, mudanças na vida de Martin. O músico mudou-se para Paris e foi trabalhar na equipe de produçao da gravadora Barclay Records. Pegou bandas locais para cuidar, como a Angie, que tinha patrocínio de um milionário fabricante de elásticos (!). E acabou indo procurar um amigo produtor nos estúdios Pathe-Marconi, em Paris, onde os Rolling Stones gravavam o disco Emotional rescue. Mais ainda: acabou tocando baixo com os Rolling Stones (!). Uma aventura que não rendeu muita coisa a não ser a fofoca, reproduzida pala revista Pop Star, de que Gordon seria “o novo Stone”.

Gordon, que deparou no estúdio com Mick Jagger em sua bizarra fase barbuda (você já leu sobre isso no POP FANTASMA) viu que a banda estava prestes a fazer uma sessão e não havia baixista disponível. Lustrou a cara de pau e ofereceu seus serviços. Foi aprovado e acabou tocando num tema chamado Time flies, que não apareceu no disco.
“O equipamento dos Stones é configurado como se eles estivessem no palco. É uma sensação curiosa: eu olhava por cima do meu ombro, até onde teria encontrado (o vocalista da Radio Stars) Andy Ellison, e via Mick Jagger barbudo olhando e batendo uma guitarra prateada”, disse Martin Gordon.
Entre as lembranças de Martin, estão o emissário dos Stones que batia carreiras de cocaína com um cartão American Express numa bandeja de prata, e corria o artefato entre os músicos. E o fato de a banda tê-lo chamado para ir ao estúdio de novo no dia seguinte. Martin foi lá ouvir as gravações de solos de guitarras, viu novamente o tal emissário da banda, pediu uma cópia da fita K7 de Time flies para o engenheiro de som Chris Kimsey e ouviu de Jagger um econômico “obrigado, cara, foi… ótimo!”.
“Fui embora tendo certeza de que iria pensar durante os próximos vinte anos sobre o que Mick queria dizer para mim”, disse Martin Gordon.
Gordon contou mal saber como os jornalistas britânicos souberam de sua entrada no reino dos Stones. A tal matéria da Pop Star afirmava que o ex-Sparks havia ido lá “para beber um pouco” e ficou amigo dos músicos. “Bill Wyman não apareceu uma noite quando eu estava lá. Jagger tinha essa nova música que ele queria gravar e ele me pediu para tocar com eles”, disse/não disse Martin. Já numa matéria do Evening Standard, Martin aparece dizendo que “não gostaria de especular sobre o futuro”.
Martin nunca mais tocou com os Stones (mas virou músico de estúdio e tocou com uma porrada de gente). E, ah, Time flies nunca saiu. Em compensação, toma aí meia hora de conversa com o músico.
Via Martin Gordon e Songfacts
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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