Brasileiro radicado em Paris, o desenhista Henrique Alvim Corrêa (1876-1910) ficou desconhecido em seu país de origem por vários anos. Em parte por ter ido morar na Europa, em parte pela destruição de vários trabalhos seus de temática militar, que estavam em seu ateliê Isso aconteceu durante a invasão alemã a Bruxelas, na Bélgica, em 1914, quatro anos após sua morte.

Entre 1895 e 1896, Alvim expôs em Paris vários desenhos com foco nas guerras, e centrou no tema até o fim da vida, sempre com persistência em traduzir em imagens os estragos e as violências dos conflitos. Em 1942, vinham obras gráficas de Alvim para o Brasil num navio, direto de Bruxelas. Mas as tropas alemãs, em plena Segunda Guerra Mundial, bombardearam o navio. Foi outro golpe que atrasou em bastante tempo o crescimento de sua fama (póstuma) por aqui.

E falando em guerras, em 1903 Alvim Corrêa fez uma série de ilustrações baseadas no livro The War of the worlds (A guerra dos mundos), de H. G. Wells (1866-1946). Olha aí.

Guerra dos Mundos, por Alvim Corrêa
Guerra dos Mundos, por Alvim Corrêa
Guerra dos Mundos, por Alvim Corrêa
Guerra dos Mundos, por Alvim Corrêa
Guerra dos Mundos, por Alvim Corrêa
Guerra dos Mundos, por Alvim Corrêa
Guerra dos Mundos, por Alvim Corrêa
Guerra dos Mundos, por Alvim Corrêa
Guerra dos Mundos, por Alvim Corrêa
Guerra dos Mundos, por Alvim Corrêa
Guerra dos Mundos, por Alvim Corrêa
Guerra dos Mundos, por Alvim Corrêa

Segundo o site do Itaú Cultural, esse material ficou exposto em 1977 na Sala Bernardelli do Museu Nacional de Belas Artes. No comecinho do século passado, as ilustras foram enviadas para Wells, aprovadas pelo autor e acabaram sendo publicadas numa edição de luxo de 500 exemplares.

Você vê todas elas aqui.

Via Prosa na Veia